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Ano 2008

Moção de Censura ao Governo Socialista

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Mesmo em tempo de grave crise económica, que tem devastado a confiança no futuro, o primeiro-ministro continua com uma postura "sobranceira" perante os problemas dos portugueses.

      Não é só a constante subida dos combustíveis e de outros produtos de primeira necessidade como o arroz, mas é a grave discrepância que se tem acentuado cada vez mais entre os mais ricos e os pobres, que estão cada vez mais pobres. Nunca se viu tamanha desigualdade!

     Quando este primeiro-ministro entrou, pagava-se cerca de 68 cêntimos de imposto por litro de gasolina. Actualmente, paga-se mais de 83 cêntimos de imposto pelo mesmo litro de gasolina e o Eng.º. José Sócrates continua a assobiar para o ar, como se nada de grave se passasse em Portugal! A situação absolutamente anómala nos preços dos combustíveis prejudica gravemente as empresas e o poder de compra da classe média.

     Neste momento de crise e de dificuldade, é preciso repartir os sacrifícios, o que não está a acontecer, já que recai tudo sobre o contribuinte, sobre as empresas e sobre os consumidores. Inclusive a classe média que tem sido fustigada de tal maneira com a sobrecarga de impostos, que está a desaparecer. Isto não pode continuar, pois não há uma correcta repartição do sacrifício que uma sociedade justa deveria promover.

     O primeiro-ministro, José Sócrates, não tem os pés na realidade. Como é que as empresas vão suportar os preços dos combustíveis? Das duas uma: ou despedem pessoas ou aumentam os preços, repercutindo no consumidores. E isso significa uma situação a todos os títulos indesejável: Portugal não tem crescimento económico e tem inflação. O Governo socialista deve preocupe-se mais com estes assuntos e deixar de usar o tom sobranceiro e arrogante que usa com quem não pensa como ele. Os socialistas que governam o país, têm desprezado questões muito importantes, como o poder de compra e a competitividade da economia portuguesa.

     A classe média portuguesa e as pequenas e médias empresas estão a passar um momento muito difícil e as pessoas estão cercadas pelas altas taxas de juro, pela subida dos preços e pela enorme carga fiscal.

     As questões económicas e sociais, aliadas à falta de autoridade do Estado e à segurança de pessoas e bens, estão na base da moção de censura ao Governo que o CDS-PP vai apresentar. Nunca é demais lembrar que em matéria de segurança o Governo socialista cometeu três erros em outras tantas leis orgânicas. A lei orgânica da GNR terminou com um veto do Presidente da República. A lei orgânica da PSP foi um desastre, que conduziu ao erro na política de efectivos, ficámos com menos polícias do que o país tinha. A lei orgânica da Polícia Judiciária morre pelo Tribunal Constitucional. Foram três graves erros a somar a muitos outros cometidos ao longo desta legislatura.

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     Este governo deve ser censurado porque o país não está bem, o ciclo económico mudou e as contas que José Sócrates fez, saíram trocadas. O primeiro-ministro tem poucas esperanças para dar e está cego no que toca à politica económica que interfere na vidas das empresas e no poder de compra dos portugueses, pois as famílias estão cada vez mais endividadas, a classe média está a ficar pobre e os pobres estão cada vez mais pobres. Por tudo isto, a moção de censura ao governo deve merecer o apoio maioritário da Assembleia da Republica.

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                 José Maria Moreira da Silva

           moreira.da.silva@sapo.pt     

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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