A imagem forte do sofrimento na hora da partida e o desejo da chegada marcaram o Monumento às Mães e aos Combatentes do Ultramar, inaugurado pelo núcleo local da Liga dos Combatentes, na vila de Ribeirão, em Vila Nova de Famalicão, no dia 1 de junho.

O memorial, autoria do professor escultor Salvador Vieira, está implantado no jardim envolvente à Capela de Santa Ana e traduz “o sentimento de dever e gratidão para com aqueles que tanto sofreram e lutaram pela pátria”, segundo afirmou José Ferreira dos Santos, presidente do Núcleo de Ribeirão da Liga dos Combatentes, depois de classificar o monumento como um “símbolo da nossa identidade”.

Numa cerimónia onde a dignidade e a emoção foram os sentimentos fortes que estiveram presentes, Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, denotou que esta era “uma justa homenagem” e que o monumento era um “sinal claro de reconhecimento a todos quantos combateram e sofreram por Portugal”. “É fundamental que, de geração em geração, possamos transmitir ensinamentos, conhecimentos e legados históricos, enraizar as nossas memórias e fecundar a nossa história para que a nossa comunidade tenha memória”, explicou.

Também a Secretária de Estado da Defesa Nacional, Berta Cabral, denotou que o monumento era um “sinal de respeito que todos devemos a quem combateu por Portugal”, considerando que este dia foi “dia de reconhecimento a todos quantos defenderam a pátria até ao limite das suas próprias vidas”.