A Junta do Muro vai avançar com o alargamento do cemitério da freguesia. A proposta de ampliação foi aprovada, por unanimidade, na última Assembleia de Freguesia, realizada no dia 30 de abril.

O presidente do executivo, Carlos Martins, explicou que a intenção é arrancar com o projeto, utilizando a verba angariada na venda de quatro novas sepulturas, que serão construídas no lugar de três pedras que, por sua vez, serão deslocadas para junto da capela. O autarca explicou que, “segundo a Comissão de Fábrica”, as pedras “não têm ossadas” e foram colocadas no cemitério quando a Igreja, local de onde são provenientes, foi alvo de obras.

A Junta pretende vender as novas quatro campas “não a quem está vivo, mas para os falecidos que estão no geral e que queria comprar um terreno”. As verbas amealhadas com essa venda serão canalizadas nas obras do alargamento do cemitério, cujo projeto “será feito por técnicos da Câmara”, informou Carlos Martins.

O autarca espera que, com o alargamento, fiquem disponíveis “cerca de 60 lugares”, que só serão vendidos “a quem falecer ou a quem já esteja no geral”.

António Correia, eleito pela coligação PSD/CDS, pediu atenção na elaboração do projeto, devido ao facto de junto ao cemitério existir uma escola, e a salvaguarda de lugares para geral. Em resposta, Carlos Martins referiu que, além de conseguir libertar “cerca de 20 lugares” na parte antiga, serão deixados “20 a 30 por cento” das novas campas para geral.

Esta ampliação surge, segundo o autarca, do facto de, apesar de haver muitos lugares vazios, os mesmos estarem vendidos.

Já a Conta de Gerência foi aprovada com cinco votos a favor, dos eleitos independentes, e cinco abstenções da coligação PSD/CDS. António Correia explicou que “se a abstenção pusesse em causa” a votação, o sentido de voto seria a aprovação, no entanto, explicou que “nas contas falta a cereja no topo do bolo, que é os 50 mil euros” do subsídio da autarquia, aprovado em 2013, para a obra junto à Capela de S. Pantaleão.

“O dinheiro estava garantido quando aprovamos o subsídio, numa assembleia extraordinária, em junho do ano passado. Acho que foi inglório virmos votar o documento se, depois, alguém falha e não quer dizer que foi a Junta de Freguesia. O dinheiro ainda não veio, a quem é que se pode assacar essa responsabilidade? À Câmara? À Junta de Freguesia?”, questionou.

Carlos Martins respondeu que, em causa está analisar “se as contas estão bem ou não” e que “a obra não tem a ver com a conta de gerência”, uma vez que “não se pode receber os 50 mil euros sem ter a empreitada pronta”. “O dinheiro vai chegar, porque está cabimentado na Câmara, ninguém pode mexer nele e está aprovado em Assembleia Municipal”, acrescentou.

O presidente da Junta reconheceu que a execução do projeto “sofreu um atraso”, mas comprometeu-se a ter a obra concluída “a tempo das festas de S. Pantaleão”. “O executivo camarário também tem toda a vontade que a obra esteja feita”, sublinhou.

A Assembleia também aprovou, por unanimidade, o contrato-programa de delegação de competências que a Câmara Municipal atribuiu à Junta de Freguesia para executar uma obra de colocação de passeios e sistema de drenagem de águas pluviais na Rua José Moura Coutinho, junto ao posto de combustível assim como a retirada do triângulo existente no entroncamento da Estrada Nacional 14 com a Avenida de S. Gens. Segundo Carlos Martins, a obra está orçada “em cerca de 37 mil euros”, dos quais “20 mil” serão comparticipados pela autarquia, “sete mil” pela empresa que gere o posto de combustível e o restante pela Junta de Freguesia.

Festa de Rua a 17 e 18 de maio

O presidente da Junta informou a Assembleia da realização de uma Festa de Rua, que terá lugar na Praceta de S. Cristóvão do Muro, a 17 e 18 de maio, com feira de artesanato e velharias e atividades culturais.

Na Assembleia também ficou acordada uma reunião para acertar uma ação de reivindicação da população devido ao facto de a obra do metro ter sido, mais uma vez, esquecida nos planos do Governo para os fundos comunitários europeus.