A tradição de queimar o Judas pelos seus erros na véspera da Páscoa foi, mais uma vez, cumprida pela Associação Cultural e Recreativa de Vigorosa.
Judas foi condenado à forca e à fogueira, este sábado à noite, junto à sede da Associação Cultural e Recreativa de Vigorosa, mas não antes de ser lido o seu testamento.

Entre os motivos para a sátira, estavam os “padres pedófilos” a quem Judas deixa “duas galinhas, para que as troquem pelas criancinhas” e o povo de Santiago a quem deixa “dois maços, para que se possam queixar da localização dos Paços”. Para S. Romão do Coronado deixou algum dinheiro “para que possam tomar banho de chuveiro” e ao povo de Paradela um garrafão de vinho “para que não se percam na Linha do Minho”.

O presidente da Junta de S. Martinho também não escapou à sátira e Judas deixou-lhe um estendal “para que perceba que não há só Feira Anual”. À presidente de Câmara, Joana Lima, Judas deixou um grama de ouro, “para que com o Vigorosa assine o contrato programa” e aproveitou ainda para pedir “uma boa avença”. Para o vice-presidente, Magalhães Moreira deixou “um caco, para que consiga tapar o buraco”.

Depois de lido o testamento Judas foi queimado em frente a dezenas de populares e da edil trofense, Joana Lima.