O líder da JS do Porto afirmou estar “surpreendido” com alguns “problemas” apresentados durante o dia de actividades em “pontos críticos” do concelho. Nuno Araújo acusou o poder local de não ter “política de habitação, ambiental e de juventude”.

“Enquanto o PSD continuar a governar os destinos da Trofa não podemos falar de futuro”. Esta foi uma das críticas lançadas por Nuno Araújo, presidente da Federação Distrital da Juventude Socialista do Porto em visita ao concelho, no passado sábado. O líder da JS do Porto afirmou estar “surpreendido” com alguns “problemas” apresentados durante o dia de actividades em “pontos críticos” do concelho. Nuno Araújo acusou o poder local de não ter “política de habitação, ambiental e de juventude” depois de visitar a Urbanização da Barca, o rio Ave e as imediações da empresa Savinor.

Relativamente ao complexo habitacional o líder da JS/Porto afirmou que “apresenta carências do ponto de vista de acessibilidades aos prédios e de recintos desportivos” e referiu ainda que o parque infantil lá instalado “não está em conformidade com a lei”.

“Cabe à Câmara Municipal a fiscalização e manutenção desses mesmos parques”, acrescentou, afirmando que a urbanização é “um exemplo pragmático da ausência de política de habitação” e um “bairro ostracizado pelo poder político”.

Nuno Araújo acusou ainda o poder local de “desleixo político” depois de ver “os níveis de poluição” do rio Ave e mostrou-se “surpreendido” pelo facto de “os trofenses e mesmo a Câmara continuem a viver constantemente de costas para o rio”. O presidente da distrital afirmou que “é mais que tempo para a população fazer as pressões necessárias, reivindicarem junto do poder político para que seja dada uma volta àquela situação”.

Marco Ferreira, presidente da JS Trofa frisou a necessidade de “mudança” no concelho, que “pode vir com o PS daqui a um ano”.

Segundo o jovem socialista “a inexistência de elevadores, a falta de manutenção de espaços ajardinados e os deficientes espaços destinados aos mais jovens foram algumas falhas detectadas” na Urbanização da Barca. Este local é considerado pela JS como “de potencial” que “merece obter melhores oportunidades por parte da Câmara Municipal. Podemos construir aqui uma juventude diferente, conferindo melhores espaços a este local, inaugurando aqui a primeira loja da juventude do nosso concelho”.

No rio Ave foi “mais um dia mau”, referiu Marco Ferreira, que salientou o estado de poluição das águas com “imensa espuma” e a “detecção de esgotos a céu aberto”. O líder da JS Trofa afirmou que “a fiscalização tem falhado” e reivindica “a intervenção da Câmara Municipal” através da “criação de uma Segurança Ambiental a actuar junto das margens do rio”.

Apesar de não detectarem “graves problemas” de cheiros nas imediações da empresa Savinor, os jovens socialistas referiram que “há falta de fiscalização e de vontade política em resolver o problema”. Marco Ferreira frisou que a JS “não quer o fecho da empresa”, reivindicando a fiscalização “para que as populações possam viver em paz e gostem de viver naquele local”.

O secretariado concelhio da Juventude Socialista da Trofa e a Federação Distrital da JS Porto foram os principais intervenientes deste círculo de actividades e tiveram ainda o contributo da ADAPTA e da Associação de Residentes da Urbanização da Barca.