No âmbito do Dia Europeu do Melanoma, seis médicos levaram a cabo uma verdadeira maratona de rastreios de pele. A iniciativa decorreu no Hospital da Trofa, na passada segunda-feira e contou com a adesão de cerca de 150 pessoas.

 "Mais vale prevenir do que remediar", aconselhou Ângelo Azenha, médico responsável pelo rastreio ao Cancro de pele, que decorreu no Hospital da Trofa. Este ano a adesão superou as expectativas e o Hospital recebeu cerca de 150 pessoas, mais vinte que no ano passado.

"Já é o segundo ano que fazemos este rastreio, onde procuramos detectar, precocemente, o cancro de pele, prevenir o seu aparecimento e também sensibilizar as pessoas a descobrir o mais rápido possível as lesões, que podem ser um perigo, mas se detectadas a tempo podem ser curadas a cem por cento", explicou o responsável.

Ângelo Azenha frisou o facto de este rastreio gratuito estar a ser feito numa instituição privada e alertou para a necessária comparticipação do Estado na compra dos protectores solares. "Deveriam ser considerados como produtos que defendem a pessoa, como medicamentos, podendo ser comparticipados obrigatoriamente pelo Estado e não considerados cosméticos, porque o que eles vão fazer é evitar que as pessoas venham a ter cancro de pele, na idade adulta e agora também nos jovens, o que não acontecia antes", afirmou.

Numa época em que se aproxima o verão o médico deixou alguns conselhos, principalmente para as crianças. "Devemos proteger, fundamentalmente, as crianças com protectores adequados à sua idade, protegê-los quer com o chapéu de sol, quer com os óculos e sol, porque as cataratas estão também a aumentar exponencialmente", aconselhou Ângelo Azenha.

Não se expor ao sol entre as 11 horas e as 15 ou 16 horas da tarde, proteger os loiros e os ruivos, utilizar um protector adequado à pele da pessoa que proteja contra os raios ultra-violetas A e B e beber muita água, foram outros dos conselhos deixados pelo médico.

Ilda Portela, inscreveu-se no rastreio e levou todos estes conselhos para casa. Preocupada com o cancro de pele, que tem aumentado nos últimos anos, a utente diz utilizar um "creme e também um bom protector, principalmente quando vou para a praia para não apanhar nenhum escaldão", afirmou. "Também me preocupo com os sinais e vim aqui para ver se tenho algum problema. Uma vez que temos esta oportunidade, vim participar no rastreio", disse, satisfeita com a iniciativa do Hospital da Trofa.

O cancro que aumenta mais no ser humano é o da pele e o do melanoma é o mais preocupante, visto que regista cerca de 800 casos por ano. Sendo que a exposição excessiva ao sol é considerada a causa mais frequente de cancro da pele (cerca de 90 por cento dos casos). É um cancro que mata se for detectado numa fase tardia e é curável numa fase precoce. Por isso, os médicos aconselham um auto-exame aos nossos sinais. "Quando notamos que os nossos sinais mudaram de aparência, devem ser observados por um médico", concluiu Ângelo Azenha.

Isabel Moreira Pereira