Quarenta e sete páginas de muitas ideias e projectos para a Trofa. Este foi o trabalho reunido e apresentado no Manifesto Autárquico para 2009 da Juventude Socialista da Trofa.

“Querer uma Trofa dos Trofenses, desejar um futuro que comece agora” é apenas um dos objectivos da JS Trofa, que se pode ler no Manifesto Autárquico para 2009, apresentado segunda-feira na sede de campanha do Partido Socialista da Trofa.

Dividido em 15 áreas temáticas, o Manifesto Autárquico da JS reúne os projectos defendidos pelos jovens para o concelho nos próximos quatro anos. Entre eles figura a introdução do orçamento participativo no modelo de gestão da autarquia, que pretende “permitir à população decidir como aplicar uma determinada percentagem em dinheiro do orçamento municipal”.

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A instalação de um pólo universitário ou politécnico na Trofa e de um sistema de parcerias na área do transporte, assim como a aposta na habitação a custos controlados para os jovens são outras das ideias patentes no documento. Não menos importante é a construção dos Paços do Concelho para “reerguer a identidade da Trofa”, a par da “remodelação da face” da cidade, com a construção de grandes praças, avenidas e alamedas apetrechadas com iluminação adequada e da aposta numa rede de transportes internos da Trofa.

Na área do emprego, o Manifesto da JS defende o lançamento de um concurso aberto a novos projectos empresariais e a promoção de uma incubadora de empresas. Já nas páginas relativas ao ambiente e recursos energéticos, a despoluição do Rio Ave, a redução da taxa de saneamento em 50 por cento e a criação de um parque solar assumem-se como prioritários para a JS, que não deixa de parte também a defesa de um Pólo da Juventude e de um local para a prática desportiva de diversas modalidades.

Entre as muitas ideias defendidas pelos jovens socialistas encontram-se ainda a aposta no comércio tradicional e no associativismo, assim como parques agrícolas para o estabelecimento de jovens agricultores e a constituição de uma Escola Superior Agrícola na Trofa.

Paços do Concelho e Pólo da Juventude são infra-estruturas essenciais”

Negando que o Manifesto Autárquico é uma resposta às críticas do PSD, Marco Ferreira, presidente da JS Trofa, esclareceu, em declarações ao NT/TrofaTv, que a JS “não anda a reboque de ninguém” e que o projecto apresentado, que é “invulgar no país e raro na Trofa”, se resume ao “contributo que a JS quer dar ao PS para o desenvolvimento da Trofa”.

Afirmando que a JS Trofa está “cansada de folclore político”, Marco Ferreira defende a “aposta na no futuro da Trofa e no dinamismo da cidade”. Para isso é fulcral o Plano Director Municipal (PDM) que, apesar de “não ter saído no momento certo”, tem que ser “mais discutido com os trofenses e não em período eleitoral”. “Acreditamos no Pólo da Juventude onde possa ter, por exemplo, um estúdio de gravação de áudio e vídeo, para poder desenvolver maquetes, para serem entregues a editores musicais, acho que isso é o tipo de oportunidades que se devem dar aos jovens”, defendeu o presidente da JS Trofa.

“Paços do Concelho, Pólo da Juventude são infra-estruturas essenciais e depois uma série de outras obras como, nomeadamente, o apoio aos deficientes motores que têm grandes dificuldades de locução e obviamente os transportes”, acrescentou o responsável, reiterando que “está na altura de mudar, de uma nova energia, de um novo dinamismo”. E para “tornar esse sonho realidade” o projecto conta com a liderança de Joana Lima, candidata pelo PS à Câmara Municipal da Trofa. “Para nós, Joana Lima é inspiração e exemplo, é o paradigma de uma nova forma de estar na política”, pode ainda ler-se na última página do Manifesto Autárquico da JS.