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“Jovens não serão o futuro se neste momento não se sentem comprometidos e envolvidos na pastoral”

“Jovens não serão o futuro se neste momento não se sentem comprometidos e envolvidos na pastoral”

As Jornadas Mundiais da Juventude realizaram-se em janeiro, mas as palavras do Papa Francisco ainda ecoam bem vivas no pensamento de quem assistiu a um dos discursos mais marcantes do Sumo Pontífice. O padre trofense Ricardo Gomes foi um dos participantes ativos da iniciativa, integrando um “grupo considerável de portugueses” que foram recebidos “com muita alegria e entusiasmo” na paróquia de acolhimento, Nossa Senhora de Lourdes, no Panamá.

Ao NT, o sacerdote, também missionário comboniano, contou como foram vividas as Jornadas pelos fieis portugueses. Um dos momentos “mais comoventes”, relatou Ricardo Gomes, foi o acolhimento da imagem de Nossa Senhora de Fátima. “Com lágrimas e muita emoção as pessoas deram as boas vindas à imagem peregrina. Recordo-me de ouvir as pessoas dizerem que a presença da imagem era para elas um momento de renovação da fé e pediam a intercessão de Nossa Senhora para que existisse mais paz e igualdade no país”, contou.
Além das três catequeses, com um bispo do Brasil e dois portugueses, e da via-sacra, na zona costeira da cidade, os jovens viveram com emoção os momentos da vigília e eucaristia de envio, com a “sorte” de estarem “perto do Papa”.

“Fiquei arrepiado com o silêncio que se fez sentir quando começámos a adoração ao Santíssimo. Os jovens foram convidados a colocar-se na presença do Senhor e a colocar nas Suas mãos os seus sonhos e os desafios que a vida lhes vai colocando”, referiu.
Na memória ficaram, além da experiência, as mensagens deixadas pelo Papa Francisco que, segundo Ricardo Gomes, “pediu aos jovens que se façam presentes e responsáveis nesta Igreja na qual eles têm um lugar importante”. “Os jovens devem assumir responsabilidades pastorais e devem encontrar o seu lugar nas comunidades cristãs aonde se encontram”, sublinhou, sem deixar de explicar uma das afirmações mais icónicas do discurso do Sumo Pontífice nestas Jornadas, de que os jovens são o futuro do hoje”. “Pensa-se muitas vezes que os jovens são o futuro, quer da Igreja quer da sociedade. Mas esse caminho deve iniciar-se hoje, não o podemos adiar. Os jovens não serão o futuro se neste momento não se sentem comprometidos e envolvidos na pastoral. Por isso, o Papa fez este bonito apelo. É hoje que devemos pensar, refletir e discernir o papel dos jovens na Igreja e este trabalho deve envolver todos os jovens, aqueles que já estão na Igreja e aqueles que se afastaram”, observou o sacerdote trofense.
Na mesma linha de pensamento, Ricardo Gomes considera que, “às vezes, os jovens encontram barreiras nas comunidades” e “não se sentem parte da mesma ou sentem que são chamados apenas para ajudar nalgumas atividades”. Temos de deixar aquela ideia de fazer coisas para os jovens, para passarmos a fazer coisas com os jovens, esse é o grande desafio da Igreja de hoje. Temos que ter todos um pouco mais de coragem e de ousadia para abrirmos os nossos horizontes aos apelos que os jovens nos fazem todos os dias”, concluiu.

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