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Edição 688

“Jovens não serão o futuro se neste momento não se sentem comprometidos e envolvidos na pastoral”

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As Jornadas Mundiais da Juventude realizaram-se em janeiro, mas as palavras do Papa Francisco ainda ecoam bem vivas no pensamento de quem assistiu a um dos discursos mais marcantes do Sumo Pontífice. O padre trofense Ricardo Gomes foi um dos participantes ativos da iniciativa, integrando um “grupo considerável de portugueses” que foram recebidos “com muita alegria e entusiasmo” na paróquia de acolhimento, Nossa Senhora de Lourdes, no Panamá.

Ao NT, o sacerdote, também missionário comboniano, contou como foram vividas as Jornadas pelos fieis portugueses. Um dos momentos “mais comoventes”, relatou Ricardo Gomes, foi o acolhimento da imagem de Nossa Senhora de Fátima. “Com lágrimas e muita emoção as pessoas deram as boas vindas à imagem peregrina. Recordo-me de ouvir as pessoas dizerem que a presença da imagem era para elas um momento de renovação da fé e pediam a intercessão de Nossa Senhora para que existisse mais paz e igualdade no país”, contou.
Além das três catequeses, com um bispo do Brasil e dois portugueses, e da via-sacra, na zona costeira da cidade, os jovens viveram com emoção os momentos da vigília e eucaristia de envio, com a “sorte” de estarem “perto do Papa”.

“Fiquei arrepiado com o silêncio que se fez sentir quando começámos a adoração ao Santíssimo. Os jovens foram convidados a colocar-se na presença do Senhor e a colocar nas Suas mãos os seus sonhos e os desafios que a vida lhes vai colocando”, referiu.
Na memória ficaram, além da experiência, as mensagens deixadas pelo Papa Francisco que, segundo Ricardo Gomes, “pediu aos jovens que se façam presentes e responsáveis nesta Igreja na qual eles têm um lugar importante”. “Os jovens devem assumir responsabilidades pastorais e devem encontrar o seu lugar nas comunidades cristãs aonde se encontram”, sublinhou, sem deixar de explicar uma das afirmações mais icónicas do discurso do Sumo Pontífice nestas Jornadas, de que os jovens são o futuro do hoje”. “Pensa-se muitas vezes que os jovens são o futuro, quer da Igreja quer da sociedade. Mas esse caminho deve iniciar-se hoje, não o podemos adiar. Os jovens não serão o futuro se neste momento não se sentem comprometidos e envolvidos na pastoral. Por isso, o Papa fez este bonito apelo. É hoje que devemos pensar, refletir e discernir o papel dos jovens na Igreja e este trabalho deve envolver todos os jovens, aqueles que já estão na Igreja e aqueles que se afastaram”, observou o sacerdote trofense.
Na mesma linha de pensamento, Ricardo Gomes considera que, “às vezes, os jovens encontram barreiras nas comunidades” e “não se sentem parte da mesma ou sentem que são chamados apenas para ajudar nalgumas atividades”. Temos de deixar aquela ideia de fazer coisas para os jovens, para passarmos a fazer coisas com os jovens, esse é o grande desafio da Igreja de hoje. Temos que ter todos um pouco mais de coragem e de ousadia para abrirmos os nossos horizontes aos apelos que os jovens nos fazem todos os dias”, concluiu.

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Memórias e Histórias da Trofa: História do Clube Desportivo Trofense

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A crónica desta semana será um pouco diferente do habitual atendendo a que no próximo dia 8 de março, pelas 21 horas, no Malte Taberna, irá ser lançada a obra mais recente escrita por mim sobre a história da Trofa.
Um projeto que estava há vários anos perdido numa gaveta, após uma grande e criteriosa investigação histórica irá ver a luz do dia nas próximas horas, contribuindo para a criação de uma memória coletiva, importante marco para a história desta nossa coletividade.
O futebol na Trofa iniciou a sua prática nos primeiros anos do século XX, não somente em S. Martinho, como também em S. Mamede e S. Romão, importantes polos de desenvolvimento económico.
Impossível ignorar que o desenvolvimento da prática desportiva deu-se na mesma fase em que o setor secundário crescia de forma exponencial e a localidade entrava no caminho do progresso para nunca mais o abandonar.
A pequena burguesia, que gozava ter mais umas moedas no bolso, ia desenvolvendo a sua atividade recreativa e surgia no panorama desportivo da cidade o Sporting Clube da Trofa que mais não é a fonte de onde brotou o Clube Desportivo Trofense.
O Sporting Clube da Trofa, nos anos 20, ia dando os primeiros passos, mas claramente via a sua evolução condicionada pela falta de estatutos, instalações condignas – a sede era na casa de um dos seus elementos – e todos estes fatores impediam a sua afirmação.
Procurando “dar um ar mais sério” ao projeto desportivo, após pressões da comunicação social que percebia que aquele projeto não podia continuar e evoluir se mantivesse aquelas diretivas, o clube mudaria de nome para Clube Desportivo Trofense ainda antes de 1930.
O ano de 1930 foi apenas o último passo para a consolidação do projeto desportivo que foi a aceitação na Associação de Futebol do Porto, como se fizesse sentido considerar aquele momento como ato de fundação, quando na realidade aquele é apenas o último passo de todo aquele processo.
Instalações desportivas inauguradas em outubro do ano referido no parágrafo anterior, o Campo do Catulo era uma certeza após meses de luta contra a falta de tempo e, sobretudo, de dinheiro, um investimento desmedido que iria trazer graves problemas à sustentabilidade da coletividade a curto prazo.
Iria ser rei e senhor do campeonato concelhio de Santo Tirso entre 1930 e 1935, esteve a um passo de subir ao principal escalão, teve um treinador notável que era reconhecido pela família nacional do futebol, pagaria aos seus jogadores ordenados acima da média e sobretudo raros para aqueles tempos. Uma história rica que será possível a sua partilha na próxima sexta-feira, contando com a vossa presença para tornar ainda mais especial aquela noite.

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Isabel Calado apresentou novos trabalhos discográficos

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A trofense Isabel Calado apresentou mais dois trabalhos discográficos. “Canções Populares Portuguesas 2” e “Sonatas Prussianas de C. P. E. Bach” resultam de um trabalho realizado pela intérprete em conjunto com o tenor Márcio da Rosa.
No cravo e pianoforte, Isabel Calado levantou o véu e interpretou alguns temas que integram os CD apresentados, alguns do cancioneiro geral português muito conhecidos, numa sessão que teve lugar na Casa da Cultura da Trofa, a 23 de fevereiro.
“Sonatas Prussianas de Carl Philipp Emanuel Bach” foram compostas durante os anos 40 do século XVIII e fazem parte do espólio mais significativo de Bach, tendo sido interpretadas no cravo por Isabel Calado.
Já “Canções Populares Portuguesas II” reúne temas interpretados pelo tenor Márcio da Rosa, acompanhado em instrumento de tecla por Isabel Calado, englobando obras de Marcos Portugal extraídas do Cancioneiro de Música Popular, publicado em 1893.
As fontes musicais portuguesas são ferramentas de investigação da intérprete trofense “desde 2009”, contou em declarações ao NT.

O primeiro concerto aconteceu em 2012 e desde aí tem-se apresentado em diversos palcos, a solo ou integrada em grupos de música de câmara e em orquestras, com destaque para Orquestra do Algarve e a Orquestra do Norte, com quem trabalhou em inúmeras ocasiões. O estudo da música iniciou-se ainda no pré-escolar, mas “só se tornou num interesse sério já em adulta”, observou.
A formação na área inclui o curso do Conservatório de Música do Porto, licenciatura bietápica na Escola Superior de Música de Lisboa – Instituto Politécnico de Lisboa, mestrado em Ensino da Música na Escola das Artes da Universidade Católica e doutoramento em Ciências Musicais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Já não é a primeira vez que Isabel Calado se apresenta na terra natal, incluindo-a no mapa de concertos que tem dado um pouco por todo o mundo, em países como Espanha, França, Reino Unido, Estado Unidos da América, Singapura e Japão. O último é o próximo destino da trofense, que tem concertos agendados para 20 e 21 de abril, em Nagoya, numa ópera de Mozart com a Orquestra Barroca de Nagoya. A 26 de maio, apresenta as “Canções Populares Portuguesas” no Museu Romântico do Porto, com Márcio da Rosa.
Isabel Calado tem já previstos concertos, em parceria com a soprano Iria Perestrelo, em Portugal, Reino Unido, França e Alemanha.

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