A Via Sacra de Guidões cumpriu, no domingo, dia 1 de abril, o seu percurso pelas ruas da freguesia. O grupo de jovens responsabilizou-se pela organização deste caminho de oração e elegeu a pós-ressurreição como elemento fulcral da procissão.

Jesus Cristo foi crucificado, sepultado e ressuscitou após três dias, mas foram as aparições de Cristo após a sua ressurreição que estiveram em foco na Via Sacra, na noite de sábado, em Guidões. “Uma vez que as pessoas
já conheciam muito bem as cenas, tentamos apostar em novos cenários e em novas representações e encenações bíblicas para as pessoas conhecerem”, adiantou Diogo Pereira, responsável pelo grupo de jovens de Guidões. 

“Uma semana e meia de preparação” foi o tempo empregue para o “reviver” dos últimos momentos de vida do “Salvador”, segundo o responsável do grupo de jovens. Ter crianças a “trabalhar aqui desde as 7 da manhã não é fácil”, desabafou ainda, sem deixar de elogiar o empenho de todos os envolvidos: “Todos deram o seu melhor e isso é que é importante”.

Para os católicos, esta semana é de grande importância religiosa, pois o caminho espiritual que representa a Via Sacra pretende dar a conhecer melhor a pessoa de Jesus, a sua paixão e a sua morte. “Serve para recuarmos no tempo e irmos em espírito até àquela primeira Sexta-feira Santa da história e revivermos a caminhada do abandono e da dor”, explicou o pároco José Ramos, em declaração ao NT. Relativamente à representação dos jovens, o sacerdote referiu que “este ano foi bastante diferente”, mas “o importante é a intenção de ajudar e melhorar a Semana Santa”. 

O vasto público que assistiu a esta procissão que, percorreu as ruas de Guidões, entre o lugar da Póvoa e o Bicho é sempre “um momento importante” para os jovens organizadores, como explicou Diogo Pereira. “É a nossa maior atividade, dá mais trabalho e tem sempre mais público”, acrescentou. Para o futuro, esta equipa candidatar-se-á ao Orçamento Participativo Jovem “para tentar melhorar alguns aspetos da casa paroquial”, adiantou.

A mensagem do pároco José Ramos que fica para esta semana é que “a Páscoa, e concretamente a visita pascal, seja um encontro com Jesus Cristo e um encontro com os outros, porque se nos desencontramos, jamais nos poderemos encontrar com Jesus Cristo”.

Stefanie Correia

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