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O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje, em Famalicão, que “valeu a pena” enfrentar os obstáculos que se levantaram à reforma do serviço de urgências hospitalares, salientando que todos os indicadores de saúde estão a melhorar.

“A reforma das urgências foi a que teve mais obstáculos, mais incompreensão, mas hoje, com as novas urgências a abrir em todo o país, os cidadãos percebem que acrescentamos qualidade ao Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, afirmou José Sócrates.

O primeiro-ministro, que falava na inauguração da Urgência Médico-Cirúrgica do Hospital de Famalicão, em que também participou a ministra da Saúde, Ana Jorge, defendeu a importância de concentrar recursos para obter melhores resultados.

“Há cerca de 15 anos, uma ministra da Saúde decidiu encerrar 153 blocos de partos em todo o país. Foi a agitação do costume, mas, 15 anos depois, temos o maior progresso de sempre nos indicadores de saúde materno-infantil”, salientou Sócrates, aludindo a uma decisão de Leonor Beleza.

Pela mesma razão, defendeu que a reorganização das urgências hospitalares era a opção mais correcta para melhorar o atendimento.

“Espero que, depois desta reforma, os indicadores de assistência em emergência médica melhorem”, afirmou.

“As coisas não podiam continuar como no passado. O SNS não podia continuar no erro de pensar que a melhor política era deixar tudo como estava”, defendeu José Sócrates.

Para o primeiro-ministro, “quem gosta do SNS compreende que o dever de um país é fazer investimentos permanentes para o melhorar”, frisando ser “um erro os que acham que a melhor forma de defender o SNS é não fazer nada”.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro recordou o “progresso absolutamente notável” conseguido nos últimos quatros anos ao nível do aumento das consultas e das cirurgias e da diminuição das listas de espera e dos tempos de espera.

“O dever dos políticos é enfrentar os obstáculos e não deixar de fazer o que deve ser feito em nome dos interesses do país”, frisou.

Relativamente ao serviço de Urgência que hoje inaugurou no Hospital S. João de Deus, em Famalicão, José Sócrates considerou tratar-se de “um trabalho bem feito”.

“Serve para mostrar aos portugueses o que deve ser um Serviço de Urgência, que oferece segurança clínica e tem todos os meios para responder de forma adequada às necessidades das pessoas”, afirmou.

A nova urgência, que está a funcionar desde 15 de Janeiro, custou cerca de 4,1 milhões de euros, dos quais 70 por cento financiados por verbas europeias.

Este serviço, que dispõe de urgência para adultos, urgência pediátrica e atendimento de emergência, serve uma população de 250 mil pessoas, nos concelhos de Santo Tirso, Famalicão e Trofa.

Na intervenção que proferiu na cerimónia, a ministra da Saúde prometeu “para breve” a instalação do equipamento de TAC e anunciou para Abril a chegada da Viatura Médica de Emergência Rápida (VMER).

O Hospital S. João de Deus integra, juntamente com o Hospital Conde S. Bento, em Santo Tirso, o Centro Hospitalar do Médio Ave, criado em Março de 2007.