Passados 10 anos da elevação da Trofa a concelho José Sá, presidente da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado faz um balanço positivo da conquista dos trofenses, mas lamenta que o desenvolvimento no concelho não tenha sido “mais rápido”.

“Deixo claro o meu empenho, orgulho e o gosto que sentirei para toda a minha vida pelo facto de a Trofa ter passado a concelho”, afirmou José Sá em entrevista sobre a comemoração dos 10 anos do concelho da Trofa.

José Sá, sempre esteve ligado aos movimentos políticos do concelho e de 1993 a 1997, à frente da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado também já dava os primeiros passos para a criação do mais jovem concelho de Portugal.

“Recordo-me bem, de algumas vezes nos Paços do Concelho de Santo Tirso dizer frontalmente ao, na altura, presidente da Câmara, Dr. Joaquim Couto, que era apoiante de que a Trofa passasse a concelho e por isso mesmo, também declarei que fazia parte da Comissão promotora do movimento Trofa a Concelho. Por isso, vivi os momentos de há 10 anos com um entusiasmo incomparável, como é natural de um bom cidadão da Trofa. O entusiasmo era tanto que não dá para explicar”, lembrou.

De entre muitas razões que o faziam lutar pela autonomia da Trofa a “proximidade do poder, para poder tomar decisões e trazer o desenvolvimento para a Trofa”, era a que ganhava um maior destaque, e segundo José Sá era a vinda de um maior desenvolvimento que norteava a luta.

No entanto, o desenvolvimento na Trofa nestes últimos 10 anos foi “natural, e não acelerado como nós gostaríamos que fosse, porque eu como representante da população de S. Martinho de Bougado e conhecendo também muito bem o concelho da Trofa, noto que as pessoas são ambiciosas e por isso merecem um desenvolvimento mais rápido para o concelho”, afirmou o autarca.

Para José Sá não bastam as infra-estruturas para o abastecimento da água e o saneamento, com uma cobertura de 90 por cento. “É necessário um desenvolvimento mais notável”.

Dando exemplos das obras ainda por concretizar, Sá frisou o PDM-Plano Director Municipal e as variantes à estrada Nacional 14 e 104: “não temos ainda um Plano Director Municipal, o PDM, porque depois de definido um PDM estava facilitada a construção dos Paços do Concelho, obra que também necessitamos. Temos também, por exemplo, a falta de infra-estruturas como as variantes à Nacional 14 e 104, já discutidas no tempo em que ainda não éramos concelho, e passados 10 anos continuamos na mesma”.

“Orgulhoso” por pertencer à Trofa, deixou ainda uma “mensagem” aos trofenses: “a população da Trofa é por si ambiciosa, gosta de trabalhar, mas também gosta de ter uma vida digna e confortável, por isso, peço-lhes que se associem a este aniversário e que estejam atentos para no futuro poderem escolher os autarcas que maior desenvolvimento poderão trazer para o nosso concelho”.