Mesmo de acordo que “alguns aspectos não estão bem”, Fernando Moreira, presidente da Junta de Covelas, considera que o executivo camarário “merece um voto de louvor. Eu fiz mais em 10 anos de concelho da Trofa do que em 15 anos sob a liderança de Santo Tirso”, afirmou.

 Fernando Moreira foi uma das vozes da luta trofense e acompanhou de perto a actuação da Comissão Promotora até ao “grito do Ipiranga” em frente à Assembleia da República. A gerir Covelas há mais de 25 anos, o presidente da Junta defendeu a causa trofense porque entendia que “as oito freguesias precisavam de se desenvolver e sob a alçada de Santo Tirso eram desprezadas”.

Dez anos depois a Trofa “está a crescer”, mas já sofreu “desenvolvimentos importantes”, na opinião de Fernando Moreira. “O executivo fez um excelente trabalho ao nível da educação, porque deu muito às escolas do concelho, na rede de saneamento e abastecimento de água e na acção social”.

Mesmo de acordo que “alguns aspectos não estão bem”, o edil covelense considera que o executivo camarário “merece um voto de louvor, lá estão pessoas que querem o melhor para o concelho. E até eu fiz mais em 10 anos de concelho da Trofa do que em 15 anos sob a liderança de Santo Tirso”, afirmou.

O dia 19 de Novembro de 1998 ficará, para sempre, marcado como uma das melhores recordações de Fernando Moreira. Lembra-se do épico dia que começou com a chegada de mais 100 autocarros. Um cenário “difícil de acreditar”, mas que marcou uma etapa importante do seu mandato em Covelas. “Eu não ouvi a população nem a Assembleia. Eu já esperava por Trofa a concelho há mais de 30 anos. Eu sabia que enquanto não saíssemos do concelho onde estávamos ia ser perseguido”, referiu Fernando Moreira que ainda se sente habilitado para continuar a chefiar o executivo de Covelas. “Há dias disseram que estava cansado, mas não é verdade. Quando eu estiver cansado eu deixo a Junta, porque eu gosto de dar à terra que me viu nascer tudo o que estiver a meu alcance”. Nem que seja preciso ir para o terreno e trabalhar com as próprias mãos. “Não tenho vergonha de vir para a rua. Sou um homem de trabalho, gosto de Covelas e vivo para a freguesia”, sublinhou.

Há um quarto de século à frente de Covelas, Fernando Moreira pensa em recandidatar-se, porque quer ver resolvido um dos problemas da freguesia: a construção da Junta de Freguesia.

Relativamente ao próximo grande projecto para o concelho, o edifício dos Paços do Concelho, Fernando Moreira não hesitou em afirmar que, na sua opinião, deve ser construído “na serração da capela”. “Sou contra a construção no Parque Nossa Senhora das Dores, mas aquele local é uma vergonha, porque está tudo velho. Assim a Câmara ficará no centro e acessível para todas as freguesias”, concluiu.