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Ano 2008

Fernando Moreira satisfeito com desenvolvimento do concelho

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Mesmo de acordo que “alguns aspectos não estão bem”, Fernando Moreira, presidente da Junta de Covelas, considera que o executivo camarário “merece um voto de louvor. Eu fiz mais em 10 anos de concelho da Trofa do que em 15 anos sob a liderança de Santo Tirso”, afirmou.

 Fernando Moreira foi uma das vozes da luta trofense e acompanhou de perto a actuação da Comissão Promotora até ao “grito do Ipiranga” em frente à Assembleia da República. A gerir Covelas há mais de 25 anos, o presidente da Junta defendeu a causa trofense porque entendia que “as oito freguesias precisavam de se desenvolver e sob a alçada de Santo Tirso eram desprezadas”.

Dez anos depois a Trofa “está a crescer”, mas já sofreu “desenvolvimentos importantes”, na opinião de Fernando Moreira. “O executivo fez um excelente trabalho ao nível da educação, porque deu muito às escolas do concelho, na rede de saneamento e abastecimento de água e na acção social”.

Mesmo de acordo que “alguns aspectos não estão bem”, o edil covelense considera que o executivo camarário “merece um voto de louvor, lá estão pessoas que querem o melhor para o concelho. E até eu fiz mais em 10 anos de concelho da Trofa do que em 15 anos sob a liderança de Santo Tirso”, afirmou.

O dia 19 de Novembro de 1998 ficará, para sempre, marcado como uma das melhores recordações de Fernando Moreira. Lembra-se do épico dia que começou com a chegada de mais 100 autocarros. Um cenário “difícil de acreditar”, mas que marcou uma etapa importante do seu mandato em Covelas. “Eu não ouvi a população nem a Assembleia. Eu já esperava por Trofa a concelho há mais de 30 anos. Eu sabia que enquanto não saíssemos do concelho onde estávamos ia ser perseguido”, referiu Fernando Moreira que ainda se sente habilitado para continuar a chefiar o executivo de Covelas. “Há dias disseram que estava cansado, mas não é verdade. Quando eu estiver cansado eu deixo a Junta, porque eu gosto de dar à terra que me viu nascer tudo o que estiver a meu alcance”. Nem que seja preciso ir para o terreno e trabalhar com as próprias mãos. “Não tenho vergonha de vir para a rua. Sou um homem de trabalho, gosto de Covelas e vivo para a freguesia”, sublinhou.

Há um quarto de século à frente de Covelas, Fernando Moreira pensa em recandidatar-se, porque quer ver resolvido um dos problemas da freguesia: a construção da Junta de Freguesia.

Relativamente ao próximo grande projecto para o concelho, o edifício dos Paços do Concelho, Fernando Moreira não hesitou em afirmar que, na sua opinião, deve ser construído “na serração da capela”. “Sou contra a construção no Parque Nossa Senhora das Dores, mas aquele local é uma vergonha, porque está tudo velho. Assim a Câmara ficará no centro e acessível para todas as freguesias”, concluiu.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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