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Ano 2008

“Foi o nascimento de um filho”

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No dia 19 de Novembro, cerca de 12 mil trofenses em 132 camionetas e centenas de carros particulares, rumavam a Lisboa para ir buscar o concelho. “Foi o nascimento de um filho, uma coisa fortíssima, eu recordo-me de chorar agarrado às minhas filhas”, afirmou José Maria que esteve desde cedo associado à Comissão Promotora do concelho da Trofa e recordou os momentos mais difíceis e as lutas que foram travadas.

 Natural do Porto, veio para a Trofa cedo e aqui começou por ser presidente de um movimento associativo, até ter sido eleito presidente da Junta de Freguesia do Muro, onde ainda reside.

“A Junta de Freguesia tinha um autarca tradicional, um dos autarcas mais antigos do concelho de Santo Tirso, e o povo estava um pouco insatisfeito. Decidi criar um movimento em conjunto com muitos trofenses do Muro, foi o movimento MIM, colocamos cartazes e panos na estrada a dizer, “Eu sou do Muro votem em Mim”, “Eu sou mulher votem em Mim”, “Eu sou jovem votem em Mim”, e o povo quis que ganhássemos as eleições. A Câmara Municipal de Santo Tirso decidiu fazer retaliação por nós termos ganho as eleições e disse-nos que enquanto estivéssemos à frente da freguesia que não fariam nenhuma obra na nossa freguesia. Isto motivou-nos”, recordou.

Foi a partir daí que José Maria e os seus companheiros do Muro decidiram juntar-se à Comissão Promotora do concelho da Trofa. “Aderimos depois de uma assembleia de freguesia, e estivemos de alma e coração no projecto”, afirmou.

As reuniões nos cafés traziam pouca dignidade ao movimento e José Maria, em conjunto com o executivo da Junta decidiu ceder as instalações da Junta de Freguesia do Muro e todo o apoio administrativo para a Comissão Promotora do concelho da Trofa.

“Um dia decidimos chamar toda a comunicação social nacional e deputados para a inauguração dessa sede e viemos mostrar que pretendíamos ser concelho da Trofa, levamos os deputados ao Monte de S. Gens, para ver a panorâmica da Trofa, porque era isso que de mais lindo tínhamos. Esta foi a grande primeira iniciativa, sair das quatro paredes, isto foi há 14 anos”, contou.

Depois de várias reuniões entre os membros, começaram a surgir “as operações de charme na Assembleia da República”. “Entregamos a primeira petição à Assembleia da República, depois passados uns anos entregamos a segunda já perto de sermos concelho e nessa já tínhamos alguns sinais do PS e algumas incertezas se votariam a favor, mas a nível nacional”, afirmou.

Mas a Comissão promotora estava determinada em obter a posição favorável de todos os partidos a nível nacional, porque segundo o trofense esta “não era só uma vontade de 20 amigos, nem de 50, mas era a vontade de toda a população e decidimos fazer em Março, antes de sermos concelho a primeira grande iniciativa. Fizemos a grande concentração no Parque Nossa Senhora das Dores, às 17 horas, num dia de semana”.

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A concretização desta grande concentração não era fácil. O objectivo dos membros da Comissão era juntar todos os trofenses, por isso, desdobraram-se em reuniões com empresários, para que pudessem encerrar as fábricas mais cedo e com as escolas, para que dispensassem os alunos das aulas.

O objectivo foi alcançado e às 17 horas uma verdadeira massa humana cobria o Parque Nossa Senhora das Dores. A frustração veio mais tarde, “passados dois meses Vizela vai sozinha a concelho. Mas nós não baixamos os braços”, frisou.

Como prometido por Marques Mendes, o então líder do PSD, na Trofa, a inclusão no agendamento na Assembleia da República da criação do concelho surgiu, mas apenas em Novembro.

No dia 19 de Novembro, cerca de 12 mil trofenses, 132 camionetas, ambulâncias, equipas médicas e comunicação social, rumavam a Lisboa para ir buscar o concelho. “Foi o nascimento de um filho, uma coisa fortíssima, eu recordo-me de chorar agarrado às minhas filhas”. Foi desta forma que José Maria Moreira da Silva descreveu o famoso momento que resultou na independência da Trofa.

Passados 10 anos e em jeito de balanço José Maria garante “obviamente que um pai quer sempre o melhor para o filho, eu pessoalmente gostava de um concelho completamente diferente”, referiu.

“Rejuvenescer” é a palavra de ordem para José Maria que como murense, diz não “sentir” a cidade da Trofa. “A cidade da Trofa são duas freguesias S. Martinho de Bougado e Santiago de Bougado, esta realidade sociológica chamada cidade, vão-me desculpar mas eu não a sinto”, lamentou.

Quanto à criação dos Paços do concelho “é uma questão menor”, mas “na minha óptica deverá ser na cidade da Trofa, há uma necessidade de crescer a cidade para sul. E o primeiro erro foi a desactivação da estação dos comboios. Mas o centro cívico da Trofa, com zonas ajardinadas, zonas verdes, com o metro e onde as pessoas pudessem beneficiar de todos os serviços, deveria ser na Feruni”, reiterou.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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