José Leitão não concorda com o alargamento das ligas profissionais de futebol sem descidas de divisão. “”O futebol fica desvirtuado””, frisou.

““Eu não acredito que vá avante””. Esta é a convicção de José Leitão, presidente demissionário da Comissão Administrativa do Trofense, relativamente ao alargamento das ligas de futebol profissional.

Na segunda-feira, a Liga de Clubes aprovou, 31 votos a favor, 15 votos contra e duas abstenções, o modelo de alargamento da primeira divisão para 18 clubes e sem descidas de divisão. Ou seja, as 16 equipas que fazem parte desta divisão permanecem, subindo as duas primeiras classificadas da Liga de Honra. A liguilha, mini-campeonato a quatro, com os dois últimos classificados da Liga e os 3º e 4º classificados da Honra, foi reprovada com 29 votos contra, 17 votos favoráveis e uma abstenção de um clube da 1ª Liga.

Já na Liga de Honra, não desce ninguém, juntando-se os dois primeiros classificados da 2ª Divisão B e as seis equipas B nacionais, num total de 22 participantes. Neste caso, o Trofense asseguraria, desde logo, a manutenção para a próxima temporada. Mas esta decisão não é definitiva.

Para além da discórdia de alguns clubes, como o Nacional, que quer impugnar a votação, a última palavra pertence à Federação Portuguesa de Futebol, que tem de ratificar esta medida. 

““Não acredito que seja aprovado pela Federação, porque a verdade desportiva perde todo o interesse. E não deve aprovar, porque é uma mentira, o futebol fica desvirtuado. O Trofense podia estar prestes a descer que a minha posição seria a mesma. Não faz sentido nesta altura dizerem que nenhuma equipa desce””, afirmou José Leitão.

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