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Edição 746

📹 José Ferreira recandidata-se ao Coronado

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É o único presidente de junta eleito pelo Partido Socialista no concelho da Trofa desde 2013 e pretende terminar o ciclo autárquico com os 12 anos de mandatos consecutivos a liderar os destinos da Junta de Freguesia do Coronado.

José Ferreira apresentou a candidatura com duas ações de campanha, a 11 de julho, uma no Largo de Feira Nova, em S. Mamede, e outra junto à estação ferroviária de S. Romão, e puxou dos pergaminhos, referindo que o Coronado é “a freguesia mais dinâmica” do concelho, ao promover – fora do contexto da Covid-19 – o Coronado ConVida e a Universidade Sénior e a receber “2500 caravanas”, no parque de assistência montado na Quinta de S. Romão. Além disso, e já em período pandémico, o candidato sublinhou o papel da Junta de Freguesia no apoio à população, nomeadamente a “distribuição de refeições a dezenas de famílias carenciadas” e o “transporte para os centros de vacinação”.
Quanto ao futuro, José Ferreira diz que há necessidades a colmatar na freguesia, que ainda não tiveram atenção política devido à falta de articulação com a Câmara Municipal, a quem acusa de “não honrar os compromissos”.
“O que me angustia é ter lugares onde moram muitas famílias e que têm acessibilidades em terra, quando há ruas que já foram requalificadas duas ou três vezes. A prioridade tem de ser para as ruas em terra e isso não acontece”, referiu o candidato socialista, que, quanto aos “investimentos de milhões”, diz não ser contra, discordando, porém, da forma como as obras estão a ser desenvolvidas. Um dos exemplos que deu foi o Largo de Feira Nova, requalificado à luz do projeto de construção da ciclovia, onde, diz, “já se sente a falta das árvores”.

“A Câmara entra na freguesia, faz qualquer obra e nunca dá satisfações à Junta de Freguesia. Isto é uma falta de respeito para com um órgão que foi eleito democraticamente e que representa a população, quer se goste ou não”.
José Ferreira discorreu muito mais sobre a falta de relação institucional com a Câmara Municipal, reclamando a falta de pagamento integral do subsídio de 120 mil euros que a Câmara Municipal aprovou para a construção da sede da Junta de S. Romão.
“No tempo do doutor Bernardino (Vasconcelos) foi paga uma parte, depois, a doutora Joana (Lima) pagou outra parte e ficaram a faltar 120 mil euros. Eu fui ter com o senhor presidente da Câmara para saber que forma é que encontrava para pagar esse valor e o que me disseram foi que ou abdicávamos de metade desse valor ou não nos davam dinheiro nenhum”, relatou, sem deixar de referir que outras juntas de freguesia, como Covelas e Alvarelhos, “construíram sedes e receberam o dinheiro todo”.
Depois de, inicialmente, ter “recusado” o acordo, José Ferreira assumiu que, “a dada altura”, aceitou, uma vez que necessitava de verbas para “acudir às muitas necessidades da freguesia”. “Transferiram 52 mil euros. O que eu peço à população é que, quando o presidente da Câmara vier visitar a freguesia, o questione sobre por que é que sonegou e retirou à nossa freguesia mais de 60 mil de um subsídio que foi aprovado na Câmara e na Assembleia Municipal”.
José Ferreira respondeu ainda às acusações de que tem sido alvo, relacionados com o protocolo de delegação de competências celebrado com a Câmara, que transfere, mensalmente, para a Junta de Freguesia. “Ele gosta muito de dizer que transfere 14 mil euros por mês, mas não diz que esse valor é o mesmo desde há 22 anos e agora imaginem o custo de vida hoje e de há 22 anos”, frisou o socialista, que assume que o subsídio “é insuficiente para as necessidades da freguesia”.
Apesar das desavenças políticas com o poder municipal, José Ferreira considera-se capaz de cumprir um último mandato sem desiludir os eleitores. Ele que é o único que mantém, desde 2013, o Coronado como bastião socialista, num concelho maioritariamente alinhado à direita.

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Pó dos arquivos: Em memória do Professor Cândido Padrão (de Santiago de Bougado)

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Não serão muitos os que ainda se recordam do senhor professor Cândido Padrão. Poucos serão, certamente, aqueles que com ele conviveram. Ainda menos os que sabem da homenagem prestada, no dia 30 de Novembro de 1947, em Areias (Santo Tirso), ao professor, “um professor exemplar, gozando de muita estima entre os colegas e a população dessa freguesia, impondo-se à consideração de todos pela nobreza do seu carácter e pelas suas qualidades de trabalho.”

Peço licença para, em sua memória, transcrever, no mês em que ocorre o 74.º aniversário do seu falecimento, a notícia, então, publicada.

“HOMENAGEM PÓSTUMA A UM PROESSOR PRIMÁRIO
Uma Comissão de antigos alunos do falecido professor Cândido Dias Moreira Padrão1 que, durante 35 anos, exerceu o magistério primário na escola de Fernando Pires de Lima, da freguesia de Areias, obteve autorização de Sua Excelência o sr. Ministro da Educação Nacional2 para a colocação do seu retrato no salão dessa escola, onde se encontram também os retratos do fundador e que foi professor da mesma, e de mais dois beneméritos.
Para tal fim, e em homenagem ao professor Padrão, celebrou-se pelas 10 horas do passado domingo uma missa pela sua alma e dos alunos falecidos, sendo muito concorrida.
Às 11 horas realizou-se no salão escolar uma sessão solene que foi presidida pelo sr. Presidente da Câmara deste Concelho, dr. Adriano Fernandes de Azevedo, ladeado pelo filho mais velho do homenageado, um membro da Comissão promotora Dr. Manuel Fontela, pároco da freguesia, Dr. Lima Carneiro, como representante do Grémio da Lavoura, Jaime de Sampaio, da Casa do Povo, delegados escolares de Santo Tirso e Famalicão, presidente da junta e mais individualidades.
Aberta a sessão, foram lidos diversos telegramas e cartas de antigos alunos e pessoas estranhas, que se associaram a esta homenagem, mas que, por motivos imprevistos, não puderam assistir.
Dada a palavra ao antigo aluno Dr. Domingos José Dias, coronel médico, S. Ex.ª, numa brilhante alocução, descreveu a acção do velho professor e salientou a orientação moral e pedagógica dirigida nesta escola e a conduta social seguida por este educador, exortando as crianças que também estavam presentes a não esquecerem a gratidão que deviam ao seu primeiro professor, ao primeiro que lhes abre os olhos da inteligência para o áspero caminho da vida.
Em seguida, o neto mais novo do homenageado, Hermano Manuel, descerrou o retrato do seu avô no meio de uma salva de palmas.
Seguiu-se no uso da palavra o antigo aluno Dr. Manuel Fontela que, com notável brilho oratório relembrou a vida escolar de outros tempos, focando o momento actual e pondo em relevo as qualidades do homenageado, como educador, como cidadão e chefe de família exemplar.
Em nome do professorado primário, falou o professor da Trofa, Hugo de Almeida, que numa oração cheia de poesia e ternura, exaltou aqueles que de alma e coração se devotaram ao nobre apostolado da instrução.
Por último, o filho mais velho do homenageado, professor aposentado Júlio Padrão, profundamente emocionado, agradeceu em nome da família a homenagem que foi prestada ao autor dos seus dias.
O sr. Presidente, antes de encerrar a sessão, teve palavras de alto apreço pelo acto que acabava de realizar-se, chamando a atenção para os educadores de hoje e animando-os a seguir-lhe o exemplo.
Todos os oradores foram muito ovacionados.
Assistiram a esta sessão as crianças das escolas masculina e feminina desta freguesia, os antigos alunos do homenageado, alguns dos quais se deslocaram de longes terras e muitas pessoas de representação dos arredores da vila de Santo Tirso e do vizinho concelho de Famalicão.”
(JORNAL DE SANTO THYRSO, 5 de Dezembro de 1947, Pág. 3)

1 Faleceu em 7 de Julho de 1947, no lugar da Lagoa, Santiago de Bougado, freguesia em que nascera.
2 Fernando Andrade Pires de Lima (1947-1955), natural de Santo Tirso
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Memórias e Histórias da Trofa: Terra de progresso

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Aproximava-se o término do ano de 1952 e comunidade trofense registava mais um momento fundamental para o seu progresso. A indústria dava os seus passos de gigante para consolidar a identidade de cidade progressiva, sendo que a atividade económica não se esgotava, simplesmente, no setor secundário, pois a agricultura demonstrava, igualmente, sinais de vitalidade.
Nesse momento da história, era inaugurado mais um posto de seleção de sementes da Federação Nacional dos Produtores de Trigo, esse projeto megalómano da agricultura nacional, que iria encerrar mais um marco da sua implementação naquele território.
Seguramente que os leitores já ouviram falar do velho celeiro, do equipamento onde se treinava ginástica com as cores do desaparecido “Ginásio da Trofa” ou até mesmo a Banda de Música ensaiava, que iria ser local dinamizador da comunidade.
No referido equipamento, em 1952, era inaugurado um posto de seleção das sementes, o 22.º na história da empresa, reforçando a importância estratégica daquele equipamento que, além de ser um simples local de armazenamento de cereais, seria também onde as sementes seriam escolhidas para existir melhor aproveitamento e rentabilidade do negócio agrícola.
Oito de novembro de 1952 foi a data da inauguração daquela nova valência, concretamente o novo posto de seleção mecânica de sementes de trigo e centeio.
O 22.º posto da FNPT destinava-se à seleção de sementes de trigo de diversas variedades: maia e malagueija, variedades estas mais comuns na extinta região administrativa denominada entre o Douro e Minho e também no Minho.
Numerosos lavradores estiveram presentes, não somente naturais da Trofa, mas também oriundos de Famalicão, Santo Tirso, Braga, Guimarães, Matosinhos, Vila do Conde, entre outros territórios, atestando que aquela melhoria não iria servir somente a Trofa, mas um grande número de lavradores de regiões a algumas dezenas de quilómetros.
A colocação de um equipamento agrícola que seria utilizado numa escala de âmbito extra-local é um sinal inequívoco da importância económica que aquela situação representava e uma constatação do vigor que apresentava o setor primário e não somente o setor secundário.
Escrevia-se no órgão de comunicação mensal da Federação Nacional dos Produtores de Trigo que a Trofa e o desenvolvimento eram sinónimos.
O referido equipamento agro-industrial era único entre Douro e Minho e tinha a capacidade de escolher por hora até os 700 quilos de semente.
Uma última curiosidade para a alusão do nome da máquina, que era batizada com o nome de Dr. João Antunes Guimarães, em homenagem a um dos maiores impulsionadores para a afirmação da campanha do trigo e que tinha falecido pouco tempo antes daquele momento histórico.
Por fim, a confirmação da evolução em mais que uma vertente da economia local, considerado na imprensa nacional como uma terra progressiva que teve o privilégio de ter sido o primeiro posto da escolha de sementes daquela instituição agrícola nacional. Reforçando a importância do antigo celeiro que não se resumia somente a ser um mero local de armazenagem, mas, um local fundamental para a maior rentabilidade agrícola com a seleção de todas as sementes a ser realizada ali naquelas instalações.

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