É o presidente de Junta há menos tempo em funções no concelho da Trofa e quer continuar a gerir os destinos do Muro.

José Fernando apresenta-se às próximas eleições pela Coligação Unidos Pela Trofa e no anúncio oficial à população sublinhou que as obras realizadas este mandato “não foram de circunstância” e demonstram “estratégia e planeamento”.
A avenida junto à Igreja de S. Cristóvão, que “apresentava passeios intransitáveis com danos causados pelas raízes das árvores” é, segundo o candidato, testemunho dessa convicção. “Foi uma decisão difícil, mas estamos aqui para isso e não tenho dúvidas nenhumas que foi uma boa decisão. Hoje temos uma avenida requalificada e com árvores mais enquadradas com a envolvente”, frisou.
Outra “obra de relevo”, acrescentou, foram “os passeios da Carriça”, que conferiram “maior segurança numa das estradas mais movimentadas do País”.

José Fernando aproveitou ainda a ação de campanha para vestir, por momentos, o fato de presidente da Junta e convidar a população para a inauguração da obra de ampliação do cemitério, a 25 de julho. A valência conta, agora, com “76 campas”, das quais “48 já estão disponíveis para venda”.
A “requalificação da Agra da Cana” mereceu também o destaque do candidato, que explicou a demora da intervenção com a instalação da rede de abastecimento de gás natural. “Mais importante ainda, fica já via aberta para abastecer, no futuro, a Rua da Igreja, a Avenida de S. Cristóvão, o lugar de Matos e, posteriormente, a zona de Gueidãos”, anunciou.
Mas há outras pretensões para o futuro da freguesia, nomeadamente o “melhoramento das acessibilidades e reforço da segurança rodoviária” e o “circuito de manutenção física”, a iniciar “ainda antes do final deste mandato”.
José Fernando deixou para o fim “a grande luta” do Muro, ou seja, a construção da linha do Metro, que reiterou a exigência de que este chegue até ao lugar da Serra e não só até à antiga estação ferroviária, porque, “além de permitir a requalificação da linha em toda a extensão da freguesia do Muro, vai possibilitar um melhor acesso para quem vem de Alvarelhos e Guidões e da zona industrial de Lantemil”. “É também nossa missão assegurar uma ligação da Serra, por via de Vilares, até à estrada militar e daí estabelecer uma ligação alternativa da freguesia do Muro à variante da Nacional 14 e à estação de comboios de S. Romão (do Coronado), encurtando distâncias entre dois polos de mobilidade fundamentais”, acrescentou.
Com um mandato marcado pelas restrições provocadas pela pandemia, José Fernando referiu que a Covid-19 desviou o caminho do plano de atividades da freguesia e apresentou aos eleitos outras exigências, concretamente na ação social.
“Estivemos presentes junto de quem mais precisou, fosse com bens alimentares, fosse apenas com a cedência de um computador para que um aluno pudesse assistir às aulas a partir de casa, fosse com uma palavra de conforto naqueles momentos em que a vida nos parecia querer fugir”, revelou.
Elogiando o movimento associativo da freguesia, José Fernando diz que a porta da parceria continuará aberta, sendo que a cultura é um dos pilares do projeto político liderado pelo candidato. A “ambição” passa por fazer do Muro “a capital do teatro” no concelho, através da promoção de iniciativas que “promovam” a arte, aproveitando a “excelente sala de espetáculos que é o salão paroquial”.
“No próximo ano, iremos assinalar os 110 anos da sede da Junta de Freguesia, que outrora serviu de escola no tempo em que os rapazes eram separados das raparigas. É preciso contar esta história e será iniciativa deste executivo comemorar esta efeméride com várias iniciativas ao longo do ano”, revelou José Fernando, que anunciou ainda uma “requalificação do edifício”, que carece de apoio da Câmara Municipal.
José Fernando foi eleito pela primeira vez em 2017 pela coligação sustentada pelo PSD/CDS, substituindo uma lista independente.