Foi numa Igreja Nova de S. Martinho de Bougado repleta que o bispo do Porto apelou para o redescobrimento da fé.

 A Igreja Nova de S. Martinho de Bougado encheu para receber as Jornadas Vicariais da Fé, assinaladas no âmbito do Ano da Fé, lançado em outubro de 2012 pelo então Papa Bento XVI para toda a comunidade cristã. As jornadas têm sido realizadas pelas vigararias da diocese do Porto e o fim de semana de 13 e 14 de abril foi dedicado ao de Trofa/Vila do Conde.

Depois das atividades realizadas na tarde e noite de sábado, em Mindelo e Azurara, no domingo foi a vez de a Trofa “redescobrir a fé”.

D. Manuel Clemente, bispo do Porto, liderou as jornadas numa Igreja Nova repleta de fieis. Presentes estavam todos os movimentos paroquiais e a música estava a cargo de um grande coro com todas as paróquias envolvidas, que interpretou “Te Deum” e “Credo Domine”, o Hino do Ano da Fé.

As Jornadas Vicariais contam com a “colaboração ativa” de “dezenas de milhares de pessoas, das 22 vigararias da diocese, das 477 paróquias e de todos os movimentos e associações, com enorme presença, pujança, dinamismo e persistência”, assinalou o bispo do Porto.

“O Concílio quis relançar a Igreja. A fé cristã é vermos que existimos como comunidade de discípulos de Cristo, para Deus e para o Mundo”, afirmou, em declarações ao NT.

Manuel Clemente adiantou que tem sido “muito interessante” ouvir os testemunhos daqueles que “conseguem levar por diante na força e em nome da fé”, fazendo jus ao que diz o Novo Testamento de que “a fé sem obras é morta”. “As pessoas aparecem, quer do mundo paroquial, como da vida das famílias, da vida das empresas e da vida das escolas”, afiançou.

“Proximidade” e “motivação” são as palavras que, para o bispo do Porto, definem o papel da Igreja. “A igreja em Portugal, com uma rede de milhares de paróquias, é um exercício de proximidade local, pois através dessas comunidades cristãs as pessoas encontram-se e ajudam-se. E o que é que acontece nessas paróquias? Fala-se de Cristo e do evangelho e não há nada mais motivador do que isso viver em comunidade e ajudarmos os outros em tudo o que pudermos”, sustentou.

Ricardo Silva, vice-vigário da Vigararia Trofa/Vila do Conde, fez um balanço positivo das jornadas, essencialmente “pelo trabalho em conjunto” dos diversos movimentos paroquiais, que “participaram ativamente”. Para o pároco de Árvore, Azurara e Tougues, estas jornadas representam “a tomada de consciência” para a “necessidade de vivermos em comunhão”, rejeitando uma “sociedade de individualistas”.

Na Carta Apostólica “Porta Fidei”, do então papa Bento XVI, pode ler-se que “o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo”. “A ‘fé, que atua pelo amor’, torna-se um novo critério de entendimento e de ação, que muda toda a vida do homem”, refere ainda o documento.