Os canais televisivos exploram, até à exaustão, o filão das telenovelas, que com sotaque ou 

sem sotaque vão apresentando periodicamente histórias de ficção e enredos de fácil aceitação pelo público. A telenovela tem a característica de ser dividida em capítulos periódicos, em que o capítulo seguinte é a continuação do anterior e o sentido geral do enredo é previsto logo de início, mas o desenrolar e o epílogo não. Assim não é com a nova telenovela, com que a televisão pública brinda os portugueses todas as semanas, “a narrativa socrática”.

José Sócrates, que acumula muitos epítetos mais ou menos “honrosos” e que se pode orgulhar de ser ex-muita coisa, como por exemplo: ex-jsd; ex-dirigente socialista; ex-primeiro ministro; ex-funcionário da Câmara Municipal da Guarda, afastado por desleixo; ex-acusado no processo “Freeport”; ex-acusado no processo “caso Cova da Beira” e na licenciatura “domingueira”; ex-estudante parisiense e agora comentador televisivo, aliás que já o foi num passado não muito longínquo e que serviu para o catapultar a secretário-geral do partido socialista. E agora para que vai servir? Obviamente para ser o candidato socialista às eleições presidenciais.

Quando este “ator pexote”, estiver a debitar os seus “bitaites” na telenovela que passa na televisão pública todas as semanas e para se entender mais claramente a sua “narrativa socrática” é bom que os portugueses tenham sempre em mente a forma como ele (des)governou o país ao longo de seis anos e como deixou as finanças públicas. Estamos todos a pagar, e vamos continuar a pagar, por muito mais tempo, esse descalabro da sua má governação.

As políticas socráticas expansionistas agressivas, que levaram à quase bancarrota do país, aconteceram porque os governantes socialistas acreditavam que a crise económica e financeira seria passageira e de “curta duração”. Viu-se e está a sentir-se! Essas políticas levaram a níveis de défice públicos desmesuradamente elevados e a um crescimento muito rápido da dívida pública.

As más decisões políticas dos governantes socialistas conduziram a uma situação insustentável, com uma deterioração completa na confiança e credibilidade dos mercados e dos nossos parceiros internacionais, que originaram a impossibilidade de nos financiarmos nos mercados de obrigações. Portugal foi um mau exemplo de como o excesso de despesa não leva a um crescimento sustentado e que o recurso a políticas orçamentais expansionistas, quando não se cria margem orçamental suficiente nos exercícios anteriores leva a situações de instabilidade muito graves. O excesso de despesa não esteve associado a um crescimento sustentado.

Foi por tudo isto que o governo socialista teve de pedir ajuda internacional para evitar a bancarrota. E assim, cá entrou a “troika”. É bom não se esquecer, que foi o governo de José Sócrates que pediu para “eles” cá entrarem e começarem a “dar ordens”. Eu não esqueci! Eu não esqueço! 

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

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