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Edição 419

Uma nova telenovela: “a narrativasocrática”

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Os canais televisivos exploram, até à exaustão, o filão das telenovelas, que com sotaque ou 

sem sotaque vão apresentando periodicamente histórias de ficção e enredos de fácil aceitação pelo público. A telenovela tem a característica de ser dividida em capítulos periódicos, em que o capítulo seguinte é a continuação do anterior e o sentido geral do enredo é previsto logo de início, mas o desenrolar e o epílogo não. Assim não é com a nova telenovela, com que a televisão pública brinda os portugueses todas as semanas, “a narrativa socrática”.

José Sócrates, que acumula muitos epítetos mais ou menos “honrosos” e que se pode orgulhar de ser ex-muita coisa, como por exemplo: ex-jsd; ex-dirigente socialista; ex-primeiro ministro; ex-funcionário da Câmara Municipal da Guarda, afastado por desleixo; ex-acusado no processo “Freeport”; ex-acusado no processo “caso Cova da Beira” e na licenciatura “domingueira”; ex-estudante parisiense e agora comentador televisivo, aliás que já o foi num passado não muito longínquo e que serviu para o catapultar a secretário-geral do partido socialista. E agora para que vai servir? Obviamente para ser o candidato socialista às eleições presidenciais.

Quando este “ator pexote”, estiver a debitar os seus “bitaites” na telenovela que passa na televisão pública todas as semanas e para se entender mais claramente a sua “narrativa socrática” é bom que os portugueses tenham sempre em mente a forma como ele (des)governou o país ao longo de seis anos e como deixou as finanças públicas. Estamos todos a pagar, e vamos continuar a pagar, por muito mais tempo, esse descalabro da sua má governação.

As políticas socráticas expansionistas agressivas, que levaram à quase bancarrota do país, aconteceram porque os governantes socialistas acreditavam que a crise económica e financeira seria passageira e de “curta duração”. Viu-se e está a sentir-se! Essas políticas levaram a níveis de défice públicos desmesuradamente elevados e a um crescimento muito rápido da dívida pública.

As más decisões políticas dos governantes socialistas conduziram a uma situação insustentável, com uma deterioração completa na confiança e credibilidade dos mercados e dos nossos parceiros internacionais, que originaram a impossibilidade de nos financiarmos nos mercados de obrigações. Portugal foi um mau exemplo de como o excesso de despesa não leva a um crescimento sustentado e que o recurso a políticas orçamentais expansionistas, quando não se cria margem orçamental suficiente nos exercícios anteriores leva a situações de instabilidade muito graves. O excesso de despesa não esteve associado a um crescimento sustentado.

Foi por tudo isto que o governo socialista teve de pedir ajuda internacional para evitar a bancarrota. E assim, cá entrou a “troika”. É bom não se esquecer, que foi o governo de José Sócrates que pediu para “eles” cá entrarem e começarem a “dar ordens”. Eu não esqueci! Eu não esqueço! 

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Bailarinas da Trofa com boa prestação na audição

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Trofenses Mariana Ribeiro e Mafalda Diogo realizaram a audição para a Northern Ballet School e foram distinguidas pelo seu desempenho.

“Quase como por brincadeira” e pela “experiência”, Mariana Ribeiro e Mafalda Diogo, ambas residentes em S. Martinho de Bougado, decidiram fazer a audição para um curso de três anos, a começar em setembro de 2013, na Northern Ballet School, “uma prestigiada escola de ballet” no Reino Unido.

Foi através de Márcia Ferreira, professora da Passos de Dança da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado, que as alunas souberam da audição que ia decorrer no dia 26 de março, numa escola do Portoe que consistia numa “aula de ballet clássico”, com a duração de “uma hora”, e “ exercícios em pontas”, terminando com “um solo de jazz”, em que cada aluna tinha que apresentar aos membros do júri uma coreografia previamente preparada.
Como “sempre soube” que queria “seguir dança”, Mariana Ribeiro, de 16 anos, decidiu fazer a audição, com o intuito de “experimentar e ver o que a escola exigia”, pois fazia parte dos seus planos “entrar” nesta escola “daqui a dois anos”. “Fomos mais descontraídas, fomos para experimentar basicamente”, frisou.
Na entrevista individual, Mariana informou que “não se estava a candidatar para já, mas sim para daqui a dois anos”. Mas quando o júri afirmou que “muito provavelmente teria a oportunidade de ingressar na escola em setembro deste ano”, Mariana foi apanhada de surpresa. “Eu não estava a espera de entrar, muito menos ter as notas dos 20 melhores do mundo, foi algo completamente inesperado, mas foi muito bom mesmo”, salientou.
A sua ida para o Reino Unido, está dependente do valor da bolsa de estudo. “Se for suportável” para os seus pais, Mariana ingressa na Northern Ballet School, em setembro. As expectativas para esta nova etapa estão “altas”, pois esta “escola tem um nível incrível”.

Esta é uma oportunidade que “não pode desperdiçar” e, por essa razão, decidiu “não terminar o curso de Línguas e Humanidades, na Escola Secundária da Trofa. “Desta vez, consegui a bolsa e ninguém me garante que, no próximo ano, consiga outra vez”, acrescentou.
O facto de ir para um país com uma cultura, hábitos e língua diferentes não a “assusta”,
sabendo que o seu futuro profissional passa pelo estrangeiro, porque, “infelizmente”, em “ballet não há grandes oportunidades em Portugal”.

Mariana Ribeiro, que conta com o apoio da sua família, narrou que o gosto pelo ballet começou com “uma brincadeira”, quando entrou, com dez anos de idade, na escola Passos de Dança.
Na altura iniciou-se na vertente de jazz, porque a turma de ballet “só tinha alunas mais novas” e, como era “mais velha”, sentiu-se “melhor integrada” na turma de jazz. “Três anos depois”, ao ver as coreografias da aula de ballet, a sua “curiosidade aumentou” e decidiu “experimentar”, de forma a “melhorar” a
sua “prestação no jazz”, uma vez que o ballet é a “base de todas as técnicas”.

Mafalda Diogo quer ingressar na escola no próximo ano

Mafalda Diogo, também de 16 anos, decidiu participar para ter uma “perspetiva diferente sobre o ballet”. A sua audição “correu bem”, tendo-se “divertido”.
“Gostei imenso da experiência, foi uma coisa diferente. Acho que todos estávamos mais preocupados em dançar, em divertimo-nos e a mostrarmos aquilo que somos enquanto bailarinos, e não apenas demonstrar passos e técnica”, descreveu.
Por parte do júri, a jovem bailarina teve uma nota positiva: “Disseram-me que tinham gostado, que tinha bom físico, que tinha muito potencial e à vontade, bem como uma parte artística boa”.
Apesar das notas positivas, Mafalda Diogo decidiu, juntamente com os pais, terminar o curso de Línguas e Humanidade, que está a frequentar na Escola Secundária da Trofa, e, para o ano, vai “repetir a audição”. “Desde pequenina”, que a jovem dizia que “queria fazer ballet”, mas como na Trofa “não tinha nada” foi adiando o sonho de “ser bailarina”, até que, aos 11 anos, descobriu a Passos de Dança, onde experimentou ballet clássico e depois começou a aprender jazz.
Do currículo destas jovens destaca- se a segunda participação no International Dance Theatre Awards, em Manchester, em fevereiro de 2013, nas modalidades de ballet clássico e dança jazz.
Mariana foi uma das seis bailarinas de ballet clássico que, entre 70 participantes, recebeu a distinção “Special Commendation”. Já em 2012, Mariana Ribeiro e Mafalda Diogo foram as únicas representantes portuguesas, dos 300 bailarinos em competição, que apenas recebe bailarinos convidados da International Dance Teachers Association (IDTA). Antes desta prova, as alunas participaram numa no Porto, de onde trouxeram “dois terceiros lugares e um segundo”. Paralelamente, as jovens bailarinas estão a fazer um “curso de professora de ballet” na Passos de Dança, onde dão aulas de ballet clássico às crianças, com idades entre os três e os oito anos.
Para a professora Márcia Ferreira, a segunda nomeação para o IDTA, bem como as notas positivas na audição para a Northern Ballet School é “um feito muito importante”, principalmente, porque “nunca nenhuma portuguesa” esteve na competição do IDTA. “São miúdas muito empenhadas, muito trabalhadoras, muito dadas à dança e ao seu sonho. São a prova viva de que vale a pena sonhar e que quando se trabalha, 90 por cento das vezes atinge-se o sonho”, concluiu. 

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Dia da Árvore – Alunos assinalaram data com plantação de árvores

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Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado assinalou na terça-feira, 16 de abril, o Dia da Árvore. Alunos da EB1 Paradela criaram uma horta biológica e os de Paranho plantaram árvores.

“Uma árvore, um amigo // Que devemos bem tratar// Um amigo de verdade // Tão fiel como a amizade // Que devemos cultivar”. Foi com esta canção, que os alunos da Escola Básica e Jardim de Infância do Paranho agradeceram à Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado, pela atividade promovida, que serviu para assinalar o Dia da Árvore.

Munidos de pás, ancinhos e baldes, as crianças plantaram árvores e arbustos sob a supervisão dos jardineiros da Câmara Municipal da Trofa, que lhes explicaram como as espécies deviam ser plantadas e regadas.

Os alunos da turma do 3º ano aceitaram a sugestão da professora e trouxeram de casa as pás, ancinhos, baldes e luvas, que os ajudou nesta plantação. Esta não foi a primeira vez que Francisca Andrade, Carolina Ribeiro, Gonçalo Araújo e Diogo Silva participavam numa plantação de árvores. Para eles, a atividade foi “uma boa ação”, porque através da plantação de “árvores e arbustos” geraram “mais oxigénio”.

Diogo Silva gostou desta aula diferente, pois, além de se “divertirem, puderam ver como é que eram as plantas e como se plantavam”. “Assim quando formos maiores até podemos ser agricultores”, mencionou.

Quem também esteve presente foi Duarte Araújo, presidente da Associação de Pais, que vê “com agrado” este tipo de iniciativas, que são “sempre bastantes importantes”, pois assim “as crianças começam a ter, desde cedo, uma cultura ambientalista”, percebendo “a premência que as árvores têm no desenvolvimento deles”.

A coordenadora da Escola Básica, Fátima Vinhal, contou que houve “a necessidade de reconstruir o jardim”, que estava “muito estragado” devido à existência “de contentores durante dois anos”, tempo em que o jardim de infância esteve em obras. “No Dia da Árvore já era costume limpar o jardim, mas agora era preciso novas plantações e com a colaboração da Junta conseguimos”, acrescentou.

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A Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado “ofereceu as plantas”, assinalando também o Dia da Árvore. José Sá, presidente da Junta, denotou que esta iniciativa já era para ter sido realizado no dia 21 de março, mas como os alunos “se encontravam em férias de Páscoa” e alguns deles a participar no Torneio de futebol Inter-Escolas, esta foi adiada para terça-feira. “Hoje o dia ajudou, mais do que nessa altura. Correu muito bem e estamos todos de parabéns”, frisou.

Enquanto na Escola Básica de Paranho decorreu uma plantação de árvores, na Escola Básica de Paradela, o Dia da Árvore foi assinalado com uma horta biológica, onde os alunos plantaram “feijão, cenouras, tomates, hortaliças”, entre outros legumes.

Para José Sá, estas atividades são de “extrema importância para as crianças”, que ficaram “muito satisfeitas”.

 

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