Fez parte do “onze” inicial da equipa do Trofense nas cinco vitórias que o clube tem esta temporada. Jorge Inocêncio é produto da formação e uma promessa em ascensão.

Com 20 anos, Jorge Inocêncio vive a melhor fase da carreira como futebolista. O médio do Clube Desportivo Trofense teve o percurso que qualquer atleta sonha ter um dia. Teve o primeiro contacto com a modalidade no escalão de escolas e foi progredindo até conseguir um lugar no plantel da equipa profissional.

No complexo desportivo, quando ainda “era pelado”, Jorge Inocêncio recorda-se do primeiro treinador, “o senhor Albertino”, e de muitas experiências que vivenciou enquanto avançava nos escalões de formação: as subidas, entre elas “à 1ª Divisão Nacional, as manutenções, as descidas e o primeiro contacto com os seniores, na Liga Intercalar, quando ainda era juvenil.. Os diferentes desfechos, confessa, ajudaram-no a crescer como jogador e “foram importantes para o percurso” que trilhou até à atualidade, em que conseguiu a titularidade na equipa sénior, ao lado do ídolo, Tiago. “Claramente que é um exemplo, que eu gostava mesmo de seguir, pelo percurso que ele fez, jogando na 1ª Liga, no Porto e no Benfica, e na Liga Espanhola. Acho que é a referência da nossa terra”, afirmou, em entrevista ao NT e à TrofaTv.

Não gosta de dizer que agarrou a titularidade, por considerar que “o lugar nunca está cimentado, porque os outros colegas estão igualmente a trabalhar para serem titulares”. No entanto, desde que fez parte do onze inicial na primeira vitória do Trofense, que nunca mais foi preterido por Porfírio Amorim, estando presente nos cinco triunfos do clube, esta temporada. “Correu bem, a equipa começou a ganhar e isso valorizou-me um pouco, mas o mérito é do grupo”, frisou.

Um dos momentos mais felizes que viveu esta época foi quando conseguiu o primeiro golo como jogador profissional: aconteceu na 21ª jornada, diante do Desportivo de Chaves. “Orgulho-me disso e por ter sido num momento muito importante para a equipa”.

O bom momento de forma foi, porém, interrompido por uma lesão contraída a meio da semana, que o privou de fazer parte das escolhas do treinador na partida com o Benfica B, que se realizou no sábado.

O atleta assumiu que receia perder o lugar, mas garante “trabalhar” para que isso não aconteça.

Como momento mais triste e difícil, Jorge Inocêncio escolheu “aquele em que a equipa tinha muito jogos sem vencer”. “As primeiras jornadas foram complicadas”, sublinhou, considerando, por outro lado, que “só se dá valor às vitórias sabendo o sabor das derrotas”.

Garante que não pensa no futuro e que está focado no “presente”, mas admite que, tal como alguns colegas que saltaram da formação para outros patamares, sonha, um dia, ser um desses exemplos. “Todos os jogadores têm o desejo de chegar à 1ª Liga e ligas melhores e eu não sou exceção. Fico feliz pelo Serginho (jogou no Beira-Mar e representa, atualmente, o Arouca) ter conseguido, e não me esqueço que foi lançado pelo meu treinador, Porfírio Amorim”, atestou.

Na loja do clube, inaugurada recentemente, Jorge Inocêncio é uma das caras do clube, num mural em que está acompanhado por André Viana, também atleta pescado na formação. “É um orgulho enorme que a minha cara represente este clube, como muitos jogadores da formação gostariam de ter e espero, no futuro, ser um exemplo para eles como o Tiago é”, concluiu.

Para além de jogar como profissional, Jorge Inocêncio não abdica de investir no futuro, por isso tenta conciliar o futebol com o curso de Economia que está a tirar na Universidade do Minho.