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Edição 453

Jorge Inocêncio: produto da formação em ascensão (c/video)

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Fez parte do “onze” inicial da equipa do Trofense nas cinco vitórias que o clube tem esta temporada. Jorge Inocêncio é produto da formação e uma promessa em ascensão.

Com 20 anos, Jorge Inocêncio vive a melhor fase da carreira como futebolista. O médio do Clube Desportivo Trofense teve o percurso que qualquer atleta sonha ter um dia. Teve o primeiro contacto com a modalidade no escalão de escolas e foi progredindo até conseguir um lugar no plantel da equipa profissional.

No complexo desportivo, quando ainda “era pelado”, Jorge Inocêncio recorda-se do primeiro treinador, “o senhor Albertino”, e de muitas experiências que vivenciou enquanto avançava nos escalões de formação: as subidas, entre elas “à 1ª Divisão Nacional, as manutenções, as descidas e o primeiro contacto com os seniores, na Liga Intercalar, quando ainda era juvenil.. Os diferentes desfechos, confessa, ajudaram-no a crescer como jogador e “foram importantes para o percurso” que trilhou até à atualidade, em que conseguiu a titularidade na equipa sénior, ao lado do ídolo, Tiago. “Claramente que é um exemplo, que eu gostava mesmo de seguir, pelo percurso que ele fez, jogando na 1ª Liga, no Porto e no Benfica, e na Liga Espanhola. Acho que é a referência da nossa terra”, afirmou, em entrevista ao NT e à TrofaTv.

Não gosta de dizer que agarrou a titularidade, por considerar que “o lugar nunca está cimentado, porque os outros colegas estão igualmente a trabalhar para serem titulares”. No entanto, desde que fez parte do onze inicial na primeira vitória do Trofense, que nunca mais foi preterido por Porfírio Amorim, estando presente nos cinco triunfos do clube, esta temporada. “Correu bem, a equipa começou a ganhar e isso valorizou-me um pouco, mas o mérito é do grupo”, frisou.

Um dos momentos mais felizes que viveu esta época foi quando conseguiu o primeiro golo como jogador profissional: aconteceu na 21ª jornada, diante do Desportivo de Chaves. “Orgulho-me disso e por ter sido num momento muito importante para a equipa”.

O bom momento de forma foi, porém, interrompido por uma lesão contraída a meio da semana, que o privou de fazer parte das escolhas do treinador na partida com o Benfica B, que se realizou no sábado.

O atleta assumiu que receia perder o lugar, mas garante “trabalhar” para que isso não aconteça.

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Como momento mais triste e difícil, Jorge Inocêncio escolheu “aquele em que a equipa tinha muito jogos sem vencer”. “As primeiras jornadas foram complicadas”, sublinhou, considerando, por outro lado, que “só se dá valor às vitórias sabendo o sabor das derrotas”.

Garante que não pensa no futuro e que está focado no “presente”, mas admite que, tal como alguns colegas que saltaram da formação para outros patamares, sonha, um dia, ser um desses exemplos. “Todos os jogadores têm o desejo de chegar à 1ª Liga e ligas melhores e eu não sou exceção. Fico feliz pelo Serginho (jogou no Beira-Mar e representa, atualmente, o Arouca) ter conseguido, e não me esqueço que foi lançado pelo meu treinador, Porfírio Amorim”, atestou.

Na loja do clube, inaugurada recentemente, Jorge Inocêncio é uma das caras do clube, num mural em que está acompanhado por André Viana, também atleta pescado na formação. “É um orgulho enorme que a minha cara represente este clube, como muitos jogadores da formação gostariam de ter e espero, no futuro, ser um exemplo para eles como o Tiago é”, concluiu.

Para além de jogar como profissional, Jorge Inocêncio não abdica de investir no futuro, por isso tenta conciliar o futebol com o curso de Economia que está a tirar na Universidade do Minho.

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Edição 453

“O papel das bibliotecas escolares” em destaque na Trofa

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“As bibliotecas escolares são uma importante fonte de recursos que devem assumir, na escola, uma função preponderante e decisiva no apoio ao ensino e no processo educativo.” Dada a importância das bibliotecas escolares, o executivo da Câmara Municipal da Trofa vai promover, no início de janeiro, o seminário “O papel das bibliotecas escolares na aplicação das metas curriculares”.

A sessão tem como objetivo “criar um fórum de reflexão e discussão sobre esta matéria, procurando reforçar a importância da Biblioteca Escolar nas estratégias de ensino e aprendizagem, nomeadamente no que respeita ao cumprimento das metas curriculares”.

Nesta linha, a 16 de janeiro, entre as 16 e as 18 horas, o auditório da Escola Secundária da Trofa recebe este seminário, que contará com a presença de Fernando Pinto do Amaral, Comissário do Plano Nacional de Leitura, Elsa Conde, da Rede de Bibliotecas Escolares do Ministério da Educação, Rosa Mesquita, professora e formadora na área das metas curriculares como oradores, e António Pires, coordenador inter-concelhio da Rede de Bibliotecas Escolares, como moderador.

A Rede de Bibliotecas da Trofa/SABETrofa é composto por um coordenador inter-concelhio do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares do Ministério da Educação, várias professoras das bibliotecas escolares do concelho, o Bibliotecário da Biblioteca Municipal da Trofa e ainda representantes das Divisões de Cultura e Educação da Câmara Municipal da Trofa.  

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Edição 453

A pobreza é um atentado à dignidade humana

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Antes de ser objeto das políticas sociais falhadas, a pobreza é sobretudo um problema das erradas políticas económicas que as diferentes governações têm tido ao longo dos anos. É verdade que a redução da pobreza (não a sua eliminação), tem sido um dos principais objetivos nos programas de governação, em vários países, mas sem qualquer efeito, pois os índices de pobreza têm aumentado vertiginosamente. Para sofrimento de muitos!

O conceito de pobreza, que é um fenómeno multidimensional, começou por estar relacionada com a falta de rendimentos necessários para a satisfação das necessidades alimentares e não alimentares básicas, mas tem tido alterações significativas. Nas décadas mais recentes, foi-se alargando o conceito de pobreza, para abranger outros aspetos, como a falta de acesso à saúde e à educação, a falta de água e saneamento, o isolamento, a exclusão social, a vulnerabilidade e também o acesso equitativo ao sistema judicial, a não existência de habitação e transportes públicos acessíveis.

A pobreza em Portugal é um problema estrutural gravíssimo, um atentado à dignidade humana, que nos deveria envergonhar a todos e deveria mobilizar toda a sociedade para a sua resolução, o mais rapidamente possível, pois é indigno que um ser humano possa estar privado do direito básico de participar plenamente na vida social, económica, cultural e política da comunidade em que está inserido.

As taxas de pobreza no nosso país são assustadoras. Mais de um quinto da população portuguesa é pobre. São mais de 2 milhões de pobres (gente como nós) e desses, quase metade são trabalhadores (no ativo ou reformados), pois mais de 1/3 são reformados e mais de 1/4 são trabalhadores por conta de outrem, com salários muito baixos e vínculos precários, mas também com contrato sem termo. Tem sido um abuso este tipo de contratação. Um abuso oportunista!

É verdade, e não pode ser escamoteada a ideia de que em Portugal existe uma cultura de dependência do Estado, mas também não pode ser esquecido o facto de que a pobreza reproduz-se, gera ciclos de vulnerabilidade social, processos de exclusão e de desfiliação social. A própria Cidadania está desligada, pois a pobreza condiciona os acessos aos direitos, à participação social e política. Infelizmente!

São muitas vezes os mais vulneráveis que são mais atingidos e atirados para a pobreza extrema, pois além da perda de postos de trabalho, muitos enfrentam dificuldades para cumprir os seus compromissos financeiros, ter uma habitação decente ou ter acesso ao crédito, para além de existirem muitos pensionistas e reformados, com as suas parcas pensões, a sustentar os filhos e os netos.

Para além do quadro triste da pobreza, ainda existe uma realidade chocante nas ruas das cidades, que são os sem-abrigo. Neste tempo de noites gélidas, o nosso quotidiano está povoado desses seres que se colocaram à margem da sociedade, dita civilizada. E já são alguns milhares! Estas constatações são uma violência que fazem partir o coração. São uma triste realidade, que não podem ser combatidas com indiferença, mas com a intolerância de quem considera a pobreza um atentado criminoso contra a dignidade humana. Que venha o Ano Novo com mais esperança. Para todos!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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