Cumpridos apenas cinco meses de mandato na junta de Freguesia de Alvarelhos e Guidões Joaquim Ferreira (à esquerda na foto) deixa o cargo de vogal e assume um lugar na Assembleia de Freguesia. O presidente da junta Adelino Maia adiantou ao NT que “diferenças de personalidade” terão estado na origem da saída, considerando que o ambiente que se vivia era “pesado”.

“Diferenças de personalidade” é a justificação apresentada por Adelino Maia para a saída de Joaquim Ferreira do executivo da Junta de freguesia de Alvarelhos e Guidões, que apresentou através de carta, datada de 18 de março de 2014, a sua demissão de vogal do executivo da Junta liderada pela coligação Unidos pela Trofa (CDS/PSD).

O presidente da Junta confirmou ao NT que havia “um ambiente mais pesado em termos de harmonia entre “o executivo”. Não existia proximidade, nem um ambiente de carinh, nem de família. Acho que devemos ser uma família, sabermos tudo o que se passa de bom e de ruim para estarmos ligados e sofrermos pela mesma causa. Porque quando nos doí pela mesma causa estamos de mãos dadas, quando não sabemos, dizemos “ai eu não sabia, se me tinhas dito!”. Mas quando estamos ligados, tem de ser para o bom ou para o ruim, temos que estar uma família política e era isso que eu não via, porque, eu tenho muito respeito pelas pessoas, mas por ter respeito pelas pessoas é que não as queria ver a sofrer, porque estávamos a sofrer. Eu não conseguia trabalhar”, avançou.

Adelino Maia adiantou que “louvo o Joaquim Ferreira pela atitude que teve, de já pedir desculpa e de nos desejar felicidades”, considerando que “ foi um gesto muito bonito, cavalheiro. E acho que é assim que é estar na política. É isso que admiro e fico feliz por isso. A felicidade que me deseja, se for do fundo do coração, é a mesma que lhe desejo para a vida profissional”, denotou.

O presidente foi mais longe e adiantou que “Eu não sou político e tudo o que vier é bem-vindo. E ele como é da freguesia deve de ter sempre em atenção o povo. Quando o presidente se portar mal ou o executivo e ele tiver de dar uma palavra, porque não? Eu acho que está na hora. E se tiver de dar os parabéns, porque não? Eu acho que para mim a política é assim. Quando as pessoas realmente estão mal, nós estamos numa assembleia… não é uma oposição, aqueles que acham que esta mal devem falar seja de que partido for. Estamos a gerir os destinos do povo que é nosso, mas o dinheiro é deles. Acho que devemos falar quando as coisas estão mal”, sublinhou.

Agora se há coisas que estão mal, seja quem for, acho que deve pronunciar-se. A assembleia é para louvar e para criticar, quando deve ser criticado. Nós estamos aqui a servir o povo, e se estamos a servir bem… se merecermos umas palmas até recebemos, mas se há uma critica temos que aceitar para corrigir”, frisou e garantiu que “conhecendo o Joaquim Ferreira, penso que só irá falar quando tiver motivos para tal”.

O elemento que irá ser proposto para substituir Joaquim Ferreira, garante Adelino Maia “ é de Guidões. Fomos eleitos por gente de Alvarelhos e Guidões, nem que fosse só por um voto, portanto Guidões irá estar sempre representado. O Joaquim Ferreira saiu, entra outro de Guidões” frisou.

Após inúmeras tentativas de contacto com Joaquim Ferreira, este nunca atendeu o telemóvel nem respondeu à mensagem que lhe foi enviada, para prestar declarações sobre esta sua demissão.

No entanto na carta que o NT teve acesso Joaquim Ferreira escreve que “foi convidado pelo Sr. presidente da Junta” a apresentar a demissão “pelo facto de não terem empatia para trabalhar em equipa”. Na carta pode ler-se ainda que Joaquim Ferreira se demite do cargo que ocupa no executivo da Junta mas mantém-se na Assembleia de Freguesia”.

Para esta quinta -feira está já marcada uma Assembleia de Freguesia Extraordinária para as 21 horas a ter lugar na sede da junta em Alvarelhos e tem como pontos da ordem de trabalhos a substituição do vogal do órgão executivo, proposta de celebração de contrato de delegação de competências e do acordo de execução, proposta da 1ª alteração ao regulamento e tabela geral de taxas.