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Joana Lima intervém em audição sobre água do Rio Ave

Joana Lima intervém em audição sobre água do Rio Ave

Depois do ministro do ambiente, João Matos Fernandes, ter afastado “alarmismos”, a qualidade da água e as bactérias multirresistentes descobertas nas águas do Rio Ave voltaram a ser tema de conversa, desta feita numa audição conjunta sobre a qualidade da água do Rio Ave.

No decorrer de uma audição conjunta sobre a qualidade da água do Rio Ave, no dia 25 de maio, a deputada socialista Joana Lima questionou as entidades presentes, Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N), Associação dos Municípios do Vale do Ave (AMAVE), Empresa Vimágua e Empresa Águas do Norte, sobre a fiscalização das descargas clandestinas quer ao nível das explorações agrícolas, quer ao nível das instituições públicas e privadas. Joana Lima começou por questionar se os “investimentos feitos, pela Vimágua e Águas do Norte nesta área, serão o suficiente para  tranquilizar quanto à qualidade da água”, tendo em conta que “este recurso é extremamente caro para as populações e as tarifas são altamente desiguais nos vários concelhos”. A deputada lembrou ainda Martins Soares, da Águas do Norte, que havia já citado sobre o acordo da Organização Mundial de Saúde (OMS), de novembro de 2015, que “no global existe falta de avaliações fiáveis, bem documentadas e validadas do risco para a saúde humana da exposição a bactérias resistentes a antibióticos”, facto que traz à deputada “muitas mais incertezas e desconfianças quanto à qualidade da água”. Em resposta à intervenção de Joana Lima, Armindo Costa e Silva, da Vimágua, garantiu que é “convicção profunda” da empresa que representa, “que a água distribuída é, de facto, segura e de boa qualidade”. “A Vimágua dispõe de um sistema onde não passam bactérias nem resíduos demasiado grandes, isto é, quando a água sai da estação de tratamento não contém, nem pode conter de forma alguma, nem bactérias nem vírus. É-lhe depois acrescentado cloro, nos termos que a legislação determina, no sentido de manter essa desinfeção ao longo da rede, sendo que temos depois, e porque temos 1360 quilómetros de rede, pontos de recloragem, no sentido de garantir a presença de cloro residual que permita essa desinfeção ao longo de toda a rede”, explicou Armindo Costa e Silva. Assim, no seu entendimento e no da autoridade de saúde “a água que se consome em Guimarães é segura e de boa qualidade”. Além desta, outras intervenções abordaram questões ligadas à qualidade da água do Rio Ave. Pimenta Machado, da APA, afirmou, por exemplo, que “a qualidade da água do Rio Ave teve uma evolução muito positiva”, sendo uma “evidência traduzida a vários níveis”, referindo, por exemplo, os parques urbanos, as ecovias e os desportos náuticos, “um conjunto de atividades que hoje, felizmente, o rio, pela evolução positiva que teve, permite”, proferiu. Sobre as bactérias multirresistentes, Pimenta Machado chamou a atenção para a possível ligação à agropecuária, “em particular a propagação difusa, porque os animais também usam antibióticos veterinários e aí também pode ser uma fonte de emissão”. Da ARS-N, Rocha Nogueira, afirmou na sessão que “os parâmetros utilizados para a avaliação da qualidade da água, quer da água bruta quer da água de consumo humano, obedecem ao que está preconizado pela OMS”. Ainda assim, vários intervenientes assumiram a necessidade de se aprofundarem os estudos e o conhecimento sobre a matéria.

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