Joana Lima elogiou trabalho da Comissão de Festas de Nossa Senhora das Dores em entrevista ao NT e frisou importância do “envolvimento activo da população” na organização da romaria.

“As festas em honra de Nossa Senhora das Dores são uma das maiores promoções turísticas do concelho da Trofa”. Esta é a convicção de Joana Lima, presidente da Câmara Municipal, que, como qualquer outra pessoa natural de S. Martinho, reconhece a importância desta romaria para a freguesia e para a Trofa. Para a autarca, “é um misto de fé, devoção, festa e alegria” que torna “inegável” a tese de que esta “é uma das festas mais concorridas na região”.É a “importância histórica, a herança cultural e a proximidade com outras gentes” que fazem desta festa “um momento de identidade e diferenciação do concelho”, considera.

Como qualquer festa popular, a romaria de Nossa Senhora das Dores é organizada pelo povo, através de uma Comissão de Festas. A edil concorda que “é indispensável o envolvimento activo da população para proteger estas tradições que, mais do que o carácter religioso, são o alicerce do povo”. Joana Lima diz mesmo estar “orgulhosa” de ver as aldeias de S. Martinho “empenhadas na construção dos seus andores e sempre preocupadas com a organização geral, quer da procissão, quer das festas, demonstrando o grande carinho que têm pela sua terra e pela sua história, que tanto gostam de dar a conhecer com simpatia e hospitalidade”.

Para além de reconhecer que a Comissão de Festas “soube perceber as características específicas” da romaria, a Câmara Municipal também apoiou na organização “não só a nível financeiro, como também logístico, com recursos materiais e humanos”. A s receitas da ExpoTrofa, são também “uma grande colaboração que a Câmara dá à Comissão de Festas já que o valor angariado pela ocupação dos stands, que são postos à disposição das empresas, reverte na totalidade a favor da Comissão”.

Relativamente ao cartaz das festas, Joana Lima afirmou que “a programação é muito interessante, variada e com um forte pendor tradicional e popular, que tanto agrada aos trofenses e aos turistas”. Apesar das “eventuais limitações orçamentais” que a Comissão de Festas teve, a autarca está certa que esta “soube colmatá-las com muita criatividade e com muito empenho”. Exemplo disso é o I Festival da Canção, iniciativa pioneira no concelho e que foi um sucesso. O maior desafio deste festival foi, para Joana Lima “a dinamização e envolvimento de todas as freguesias do concelho”, apesar de as festas se realizarem em S. Martinho, uma prova da “unidade e identidade do município”, reforçou.

 

Requalificação dos parques “vai beneficiar a festa”

Para o ano, na altura das festas, vão estar a decorrer as obras de requalificação dos parques Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro. A sua união “vai beneficiar em muito a festa e proporcionar conforto a todos os trofenses e forasteiros que nela participam”, acredita Joana Lima.

Com as obras, o palco da romaria vai contar com ” infra-estruturas e equipamentos da zona com mobiliário urbano e equipamento estruturante, iluminação, rede de águas pluviais e drenagem, edifício de serviços públicos e um parque de estacionamento subterrâneo”. Para além disso, a requalificação compreende o reperfilamento e repavimentação dos arruamentos adjacentes, tornando o parque e o centro “num espaço melhorado, com mais qualidade, integrado numa grande área de lazer que vai agregar as vertentes cultural, tecnológica, associativa e educacional”, explicou.

Os impedimentos que as obras possam causar “serão temporários”, salvaguardou Joana Lima. “Tudo será avaliado com tempo, de forma consciente e responsável e serão salvaguardadas todas as questões, quer de segurança, quer de mobilidade. Está a ser estudada a possibilidade de criar espaços alternativos para a festa e para as suas várias vertentes e eventos. Em todo o caso, a realização das festas nunca estará em causa”, garantiu.

Com as obras, a Expotrofa, que comporta uma importante fonte de receita para as festas, terá de ser deslocalizada. A edil frisou que “todas as situações serão analisadas caso a caso”, explicando que a empreitada “é de extrema importância para o futuro da Trofa e terá que ser efectuada, apesar dos constrangimentos e dos incómodos que possa causar”. No entanto, na opinião da autarca, “no final, valerá a pena o sacrifício que vai ser pedido a todos os trofenses, pois terão o coração da cidade e do concelho renovado e adequado ao século XXI e ao futuro”.