O Ministério Público (MP) acusou Joana Lima, a ex-presidente da Câmara da Trofa, de dois crimes de abuso de poder e um de participação económica em negócio, anunciou hoje a Procuradoria-Geral Distrital (PGD) do Porto.

A acusação, deduzida a 15 de janeiro, ontem divulgada no sitio web da Procuradoria, salienta que a “arguida, entregou todas as reparações e revisões dos automóveis do município, por ajuste direto simplificado, a uma oficina que é propriedade do companheiro de uma sua sobrinha”.

Além disso, o MP considerou que “a ex-autarca cedeu à irmã todo o fornecimento de flores ao município para eventos e datas festivas”.

“Enquanto presidente do conselho de administração de uma empresa pública municipal, juntamente com outro arguido que era administrador executivo desta empresa, entregou a exploração do bar do complexo das piscinas municipais a um seu amigo, também arguido, o qual, de 02 de dezembro de 2010 a 01 de abril de 2012 não pagou qualquer renda pela exploração do espaço comercial, nem liquidou qualquer despesa relativa aos fornecimentos de água, eletricidade e gás, despesas suportadas integralmente pela empresa municipal”, lê-se na nota da PGD.

Juntamente com Joana Lima, o MP acusou mais dois arguidos – o administrador executivo da empresa municipal Trofapark, Paulo Ferreira do Amaral, e Agostinho Lima, responsavel pela exploraçao do bar do Aquaplace – de, em coautoria, praticarem um crime de participação económica em negócio.

O NT contactou Joana Lima que não quis prestar declarações afirmando apenas que “aguarda o processo com tranquilidade”.