O comunista Jaime Toga foi eleito para a Comissão Nacional do Partido Comunista Portugues no Congresso que teve lugar no passado fim de semana e no qual participaram mais de 20 mil militantes. Os trofenses Paulo Queirós e Conceição Farpa foram eleitos delegados

Jaime Toga já desempenhou funções no PCP da Trofa, foi eleito para a Assembleia Municipal e desempenha agora funções na Organização Regional do Porto do Partido Comunista. Agora foi eleto para integrar a Comissão Politica do partido e ao NT adiantou que ” sendo uma tarefa de grande responsabilidade, encaro-a com a confiança de quem sabe estar integrado num colectivo de homens e mulheres empenhados, que não trabalham por objectivos pessoais mas que, unidos por objectivos comuns, trabalham para construir uma sociedade diferente. Uma sociedade onde não haja homens que exploram outros homens”.

jaime-togaO XVIII Congresso do PCP, cuja discussão preparatória com os militantes começou em Março, realizou-se no passado fim-de-semana “num ambiente de grande unidade e de confiança”.

Segundo a organização “participaram mais de 20 mil militantes nas discussões preparatórias e foram eleitos cerca de 1500 delegados, dois dos quais do concelho da Trofa (Paulo Queirós e Conceição Farpa)”.

A participação colectiva e a opinião criativa de milhares de camaradas com experiências, origem social, saberes e conhecimentos diferentes espelha bem o funcionamento do PCP.

“O XVIII Congresso demonstrou e provou que é possível um PCP mais forte. A realidade comprova um Partido com mais militantes, com mais actividade, com mais intervenção… um Partido mais reconhecido e mais apoiado pelos trabalhadores e pela população”, assegurou Toga.

Do Congresso saiu um Partido “mais confiante, que não se conforma nem se resigna com o caminho que o país tem seguido. Exige-se por isso um ruptura com as políticas de direita que têm sido seguidas, uma ruptura que assegure a execução de uma política ao serviço do povo e do país. Uma nova política para a juventude no trabalho, na escola, na habitação; um verdadeiro Serviço Nacional de Saúde ao serviço dos portugueses e não ao serviço dos privados e do lucro; que defenda o nosso aparelho produtivo e a produção nacional; que defenda a justiça social e acabe com o domínio do poder económico sobre o poder político” concluiu.