Os portugueses contribuíram, este fim-de-semana, para o Banco Alimentar Contra a Fome com 1.905 toneladas de géneros alimentares. A campanha realizou-se em mais de mil superfícies comerciais das zonas de Abrantes, Algarve, Aveiro, Braga, Coimbra, Cova da Beira, Évora e Beja, Leiria-Fátima, Lisboa, Oeste, Portalegre, Porto, Setúbal, S. Miguel.

As contribuições dadas por milhares de portugueses ao Banco Alimentar Contra a Fome farão a diferença este Natal para muitos carenciados.

Segundo dados do Banco Alimentar houve um acréscimo de 19 por cento dos bens alimentares doados em relação a Dezembro do ano passado. Foram recolhidas quase duas toneladas de alimentos, em vários supermercados do país.

A actual crise que se vive no mundo, a que Portugal não escapa, conjugada com o acréscimo de preço dos bens alimentares registado ao longo do ultimo ano, tornam ainda mais necessária a acção dos Bancos Alimentares para minorar as carências alimentares que atingem muitas famílias.

Mas a campanha apelou, uma vez mais, à solidariedade de todos os portugueses, que mostraram que basta uma pequena contribuição de todos para, em conjunto, ser possível ajudar muitas pessoas necessitadas, nomeadamente os idosos, as pessoas desempregadas ou com empregos precários e as famílias numerosas.

A combinação da solidariedade generosa dos portugueses e da eficácia comprovada da acção dos Bancos Alimentares Contra a Fome na tentativa de minorar as carências demonstra, segundo o Banco Alimentar, que a sociedade civil se pode substituir com vantagem ao Estado na resolução de alguns dos problemas com que se confrontam as sociedades modernas, promovendo a inclusão social com proximidade e afectividade.

Mas a campanha de ajuda aos mais necessitados não pára por aqui, porque até 7 de Dezembro haverá ainda a possibilidade de contribuir para os Bancos Alimentares Contra a Fome através da Campanha “Ajuda Vale”, presente em todas as lojas das cadeias Pingo Doce/Feira Nova, Dia/Minipreço, El Corte Inglês, Jumbo/Pão de Açúcar, Lidl, Modelo/Continente.

Nesses estabelecimentos serão disponibilizados em suportes próprios cupões-vale de 5 produtos seleccionados (azeite, óleo, leite, salsichas e atum). Cada cupão representa uma unidade do produto (por exemplo, “1 litro de azeite”, “1 litro de leite”, etc.). Este cupão, para além de mencionar que se trata de uma entrega destinada aos Bancos Alimentares Contra a Fome, refere de forma clara a identificação do tipo de produto, da unidade e do correspondente código de barras, através do qual é efectuado o controlo das dádivas. Ao efectuar o pagamento, o dador entrega o cupão “Ajuda Vale” na caixa registadora. A logística de recolha e transporte para os Bancos Alimentares Contra a Fome fica a cargo da cadeia de distribuição aderente e as doações são auditadas por uma empresa externa especializada.

Também na rede Payshop é possível contribuir para esta campanha, efectuando uma doação em dinheiro, que será convertida em leite e dará lugar à emissão de recibo.

A actividade dos 13 Bancos Alimentares Contra a Fome prolonga-se ao longo de todo o ano. Para além das campanhas de recolha em supermercados, organizadas duas vezes por ano, os Bancos Alimentares Contra a Fome recebem diariamente excedentes alimentares doados pela indústria agro-alimentar, pelos agricultores, pelas cadeias de distribuição e pelos operadores dos mercados abastecedores. São assim recuperados produtos alimentares que, de outro modo, teriam como destino provável a destruição. Estes excedentes são recolhidos localmente e a nível nacional no estrito respeito pelas normas de higiene e de segurança alimentar.

 

Milhares de voluntários participam na recolha

 

Cerca de 20 mil voluntários disponibilizaram algum do seu tempo durante o fim-de-semana para participar na campanha de recolha de alimentos.

Tarefas como a recolha nos estabelecimentos comerciais, o transporte, pesagem e separação dos produtos, foram integralmente asseguradas por voluntários.

Os géneros alimentares recolhidos começam agora a ser distribuídos a um total de 1618 Instituições de Solidariedade Social e, através delas, a mais de 245 mil pessoas com carências alimentares comprovadas.

De acordo com o Banco Alimentar, esta trata-se da maior acção de voluntariado organizada em Portugal, “mostrando que a acção conjunta de todos os agentes de solidariedade gera resultados muito superiores aos que seriam obtidos se cada um deles resolvesse agir de forma isolada”.