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Edição 437

Isabel Cruz é a candidata da coligação à Assembleia Municipal

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Isabel Cruz, candidata à Assembleia Municipal, e Júlio Paiva, mandatário concelhio, foram apresentados na sede da candidatura da coligação Unidos pela Trofa.

Isabel Cruz foi o nome escolhido pela coligação Unidos pela Trofa, do PSD e CDS-PP, para encabeçar a lista à Assembleia Municipal da Trofa.

Apresentada na sede da candidatura, na tarde de sábado, Isabel Cruz, atual elemento do PSD da Assembleia de Freguesia de S. Martinho de Bougado, afirmou que aceitou o convite “por acreditar que a coligação reúne todas as condições para dar um novo impulso ao concelho” e cujas “linhas mestras” estão “em sintonia” com aquilo que defende “para o futuro” da Trofa.

Prometendo “isenção e igualdade de tratamento” na assunção do cargo, a candidata considera que é necessário “reequacionar as prioridades para o concelho” e “fazer ruturas com as práticas instaladas”. “Necessitamos de pugnar por um concelho onde todos se sintam bem, mais plural, mais atrativo e empreendedor”, acrescentou.

Sérgio Humberto, candidato da coligação à Câmara, é para Isabel Cruz “capaz de dar à Trofa o desenvolvimento que há muito precisa e merece e do qual tem estado bastante afastado”. “É um candidato legitimado pelas bases, sem atropelos, sem jogos baixos, sem politiquices, e são muitos os trofenses que independentemente da sua filiação partidária hoje estão com ele”, acrescentou.

Isabel Cruz acredita que é possível “fazer mais e melhor”, apesar dos constrangimentos financeiros, “fomentando o comércio e indústria local, dar mais condições ao tecido empresarial e apostar numa educação de qualidade”. “Apoiar os que mais necessitam, numa estreita cooperação com todas as instituições, que no dia a dia estão no terreno, tem que ser uma forte prioridade”, sustentou.

Na mesma tarde, foi apresentado o mandatário concelhio da coligação. Júlio Paiva, que nas eleições autárquicas de 2009 foi candidato pelo CDS-PP à Assembleia de Freguesia de Santiago de Bougado, afirmou que foi “o cuidado de nada prometerem, a não ser a total dedicação à parte social do concelho”, que o fez aceitar o convite. “É importante que assim ajam. Que a falta de dinheiro ou a crise política que nunca vos sirva de pretexto para não ajudar os que caíram na infelicidade de terem de pedir ajuda para sobreviver”, sublinhou.

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O mandatário aconselhou ainda uma “profunda reflexão” sobre “a solidão dos idosos, as dificuldades das famílias em fazer face às despesas básicas, o desemprego do casal, as doenças, a falta de fraldas, medicamentos, pagamento de rendas, eletricidade ou IMI”.

 

Sérgio Humberto apresenta áreas prioritárias

O “apoio social”, o “investimento”, a “economia”, a “educação” e as “acessibilidades” são as áreas que estão no topo das prioridades de Sérgio Humberto. A menos de um mês para as eleições, o candidato da coligação considera que está na hora de “virar a página do concelho”, que “está diferente de há quatro anos”, com “o IMI na taxa máxima e com a água mais cara do país”. “Agora surgiram uns cofres de dinheiro e tem existido muita obra. Taparam alguns buracos, mas faltam muitos mais, assim como falta apoio às pessoas e ao movimento associativo. É preferível apostar nas pessoas, do que gastar 100 mil euros na Volta a Portugal, 33 mil euros para fazer uma inauguração do Parque das Azenhas com foguetes e pinturas, 99 mil euros para contratar um advogado de Lisboa ou 120 mil euros para um software informático”, atirou.

Sérgio Humberto considera que é possível “fazer muita coisa pelos empresários e pelos comerciantes” que foram atingidos pela “bola de neve” criada pela “deslocalização das empresas”.

“Nós vamos respeitar todos os trofenses, mesmo aqueles que integrem outras listas, da mesma forma, pois é esta a postura que sabemos adotar. Eu não tenho dúvidas que as pessoas já perceberam a diferença entre o nosso projeto e o da candidata do PS”, afirmou o candidato que sublinhou ainda que “com ataques pessoais”, a coligação “responde com projetos e ideias”.

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Edição 437

ADAPTA é um exercício de Cidadania

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 Uma comunidade que revela a sua cultura e prosperidade na expressão paisagística da extensão do seu território, que se abrange com um lance de vista é uma comunidade que se preocupa com a sua qualidade de vida. Um território bem tratado, paisagisticamente expressivo e acolhedor é um valor, não só pela felicidade que proporciona a quem nele vive ou visita, mas também pela racionalidade subjacente à utilização dos espaços, funcionalmente organizada e esteticamente perfeita.

A paisagem é uma interação entre o mundo e o sujeito e dá lugar ao belo natural, que se traduz na relação de harmonia entre a comunidade e o seu território. É o fenómeno espacial no tempo do individuo, que dá alma a uma comunidade através da imagem frondosa das matas, das sebes e cortinas arbóreas nas margens dos caminhos, das orlas dos maciços arbóreos dos cursos de água regularizados e despoluídos, do enquadramento dos aglomerados urbanos e do equilíbrio compósito das suas silhuetas.

Quando se abre uma janela à banalidade de um quotidiano de uma cidade sitiada por cimento, há gestos bem simples, aqueles que se aprendem no tempo imemorial da natureza, pois para preservar a felicidade da memória de uma comunidade é preciso deslumbrar uma estética paisagística no sentido pleno. É pouco provável que uma comunidade seja feliz sem ter o deslumbramento duma bela paisagem constituída por vários elementos que formem um conjunto com sentido útil e com expressão estética.

A preservação do ambiente e do património significa um compromisso com a vida das pessoas. É um desafio constante a procura da harmonia entre a planificação territorial e a iniciativa individual de proprietários e empresários para usufruírem do melhor rendimento da sua propriedade, respeitando os princípios do urbanismo. O planeamento do território, nas suas vertentes rústica e urbana é o alicerce de toda a prática municipal e está na sua razão de ser. A imagem do município é o resultado de conceitos e ideias aplicadas à construção do espaço edificado e da paisagem.

Para a defesa desta harmonia, e não só, nasceu em dezembro de 2000 a ADAPTA – Associação para a Defesa do Ambiente e do Património na Região da Trofa, que no artigo 2.º dos seus Estatutos está gravada a sua missão: “… para defesa, conservação e melhoria do ambiente e do património natural e construído na região da Trofa, numa perspetiva do desenvolvimento sustentável e da qualidade de vida das populações, segundo as vertentes da educação, informação, formação e intervenção…”. A ADAPTA defende o património construído enquanto memória de um passado, mas também a preservação do património natural nas suas diversas vertentes.

O que fazemos pelo ambiente e pelo património é apenas um reflexo do que fazemos, a nós e aos outros, por isso é que o ato de Cidadania não é só dizer que o caminho, o lugar, o rio estão sujos é também ajudar a limpá-los. As ações desenvolvidas pela ADAPTA ao longo dos tempos são muitas e bem conhecidas das pessoas atentas a estas temáticas, como é o caso da transformação de um terreno com cerca de dois mil metros quadrados de área, situado em Lantemil, Santiago de Bougado, numa horta biológica ou a iniciativa “Conversa com”, que decorre esta semana nas suas instalações, em que os candidatos à presidência da Câmara Municipal da Trofa apresentam as suas propostas para a defesa do ambiente e do património. A ADAPTA é um exercício de Cidadania como condição indispensável à formação de uma verdadeira consciência ambiental e o seu historial fala por si. Em janeiro de 2002 foi reconhecida como ONGA – Organização Não Governamental do Ambiente, pelo Instituto de Promoção Ambiental.

Proteger o ambiente e o património é proteger o ser humano. A preservação do ambiente e a defesa do património é um dever de todos. Os associados da ADAPTA têm uma dupla responsabilidade e aqueles associados que exercem cargos de governação, local ou nacional, têm uma tripla responsabilidade. É seu dever defenderem o ambiente e o património, mas também defenderem a ADAPTA, em qualquer lugar ou cargo que exerçam e em qualquer circunstância. Assim deve ser!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Edição 437

Entrevista a Carlos Martins, candidato independente ao Muro

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“A terceira fase de requalificação do recinto de S. Pantaleão é a prioridade”

O Noticias da Trofa: O que o leva a candidatar-se à Assembleia de Freguesia?

Carlos Martins: É uma dívida que eu tenho para com a freguesia. Foi aqui que adquiri praticamente toda a minha formação, social, espiritual, académica, cultural e profissional. Sinto-me na obrigação de me recandidatar, aquele que deverá ser o meu último mandato, para que possa retribuir o que de bom o Muro me deu durante todos estes anos.

Gostava que nesta freguesia não se perdessem os principais valores que a têm caracterizado ao longo de largas gerações.

 

NT: Quais são os projetos que vai apresentar para o mandato?

CM: Apesar da conjuntura económica e financeira da nossa Câmara não ser favorável, gostaria de propor algumas obras que fossem exequíveis, nomeadamente, a execução da terceira fase do recinto de S. Pantaleão, com a construção do anfiteatro e a ligação à EN318; continuação da rua de Camões com a ligação de Gueidãos à Serra, bem como a pavimentação das poucas ruas que ainda estão em terra.
Com a repavimentação efetuada na EN 14, a colocação de sinalização luminosa e controladores de velocidade é de elevada importância junto ao Padrão e na Serra. Também o alargamento e requalificação do cemitério serão prioridades.

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NT: Qual é o projeto/área prioritário(a) caso seja eleito?

CM: Claramente, a obra do recinto de S. Pantaleão. O local estava a ser mal frequentado e o espaço não tinha a dignidade merecida. O recinto tem de estar aprazível para que todos possam usufruir dele, em todas as suas atividades. É a nossa grande aposta, juntamente com as forças vivas da freguesia, a requalificação total do espaço tornando-o num local ainda mais emblemático.

 

NT: Considera mais fácil governar sendo a Câmara e a junta do mesmo partido? Porquê?

CM: Não. Para mim, mais importante que os partidos são as pessoas e os seus valores. O importante é o respeito que se deve ter com as instituições e logicamente com as pessoas que as dirigem. Eu, nestes dois mandatos, tive sempre executivos da câmara eleitos por partidos diferentes do meu. Até 2009, liderei um executivo, que foi muito discriminado, bem como toda a freguesia, pela Câmara Municipal de então. Ficou bem na minha memória, na do executivo da junta, na dos elementos da Assembleia de Freguesia e na de todos os murenses, a constante discriminação que tivemos nessa altura.

No mandato que agora termina, sendo novamente a Câmara Municipal eleita por um partido diferente do da junta de freguesia, com grande défice financeiro e praticamente falida, foi possível um bom diálogo institucional e receber apoio financeiro para algumas obras, nomeadamente numa delas, o apoio na primeira e segunda fase de requalificação do S. Pantaleão. Fui eleito, com muito orgulho, em dois mandatos pelo CDS/PP, mas em memória do tratamento que o Muro recebeu até 2009, e também por ser imposta a coligação para o Muro, sem que ninguém da freguesia fosse “tida nem achada”, seria da minha parte incorreto, de uma grande falta de respeito e deslealdade com os murenses ser candidato por essa coligação.

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Por isso é que nós decidimos criar o IPM – Independentes pelo Muro, porque temos valores e projetos dos quais não abdicamos e que achamos que são os melhores para a nossa freguesia.

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