Isabel Cruz, candidata à Assembleia Municipal, e Júlio Paiva, mandatário concelhio, foram apresentados na sede da candidatura da coligação Unidos pela Trofa.

Isabel Cruz foi o nome escolhido pela coligação Unidos pela Trofa, do PSD e CDS-PP, para encabeçar a lista à Assembleia Municipal da Trofa.

Apresentada na sede da candidatura, na tarde de sábado, Isabel Cruz, atual elemento do PSD da Assembleia de Freguesia de S. Martinho de Bougado, afirmou que aceitou o convite “por acreditar que a coligação reúne todas as condições para dar um novo impulso ao concelho” e cujas “linhas mestras” estão “em sintonia” com aquilo que defende “para o futuro” da Trofa.

Prometendo “isenção e igualdade de tratamento” na assunção do cargo, a candidata considera que é necessário “reequacionar as prioridades para o concelho” e “fazer ruturas com as práticas instaladas”. “Necessitamos de pugnar por um concelho onde todos se sintam bem, mais plural, mais atrativo e empreendedor”, acrescentou.

Sérgio Humberto, candidato da coligação à Câmara, é para Isabel Cruz “capaz de dar à Trofa o desenvolvimento que há muito precisa e merece e do qual tem estado bastante afastado”. “É um candidato legitimado pelas bases, sem atropelos, sem jogos baixos, sem politiquices, e são muitos os trofenses que independentemente da sua filiação partidária hoje estão com ele”, acrescentou.

Isabel Cruz acredita que é possível “fazer mais e melhor”, apesar dos constrangimentos financeiros, “fomentando o comércio e indústria local, dar mais condições ao tecido empresarial e apostar numa educação de qualidade”. “Apoiar os que mais necessitam, numa estreita cooperação com todas as instituições, que no dia a dia estão no terreno, tem que ser uma forte prioridade”, sustentou.

Na mesma tarde, foi apresentado o mandatário concelhio da coligação. Júlio Paiva, que nas eleições autárquicas de 2009 foi candidato pelo CDS-PP à Assembleia de Freguesia de Santiago de Bougado, afirmou que foi “o cuidado de nada prometerem, a não ser a total dedicação à parte social do concelho”, que o fez aceitar o convite. “É importante que assim ajam. Que a falta de dinheiro ou a crise política que nunca vos sirva de pretexto para não ajudar os que caíram na infelicidade de terem de pedir ajuda para sobreviver”, sublinhou.

O mandatário aconselhou ainda uma “profunda reflexão” sobre “a solidão dos idosos, as dificuldades das famílias em fazer face às despesas básicas, o desemprego do casal, as doenças, a falta de fraldas, medicamentos, pagamento de rendas, eletricidade ou IMI”.

 

Sérgio Humberto apresenta áreas prioritárias

O “apoio social”, o “investimento”, a “economia”, a “educação” e as “acessibilidades” são as áreas que estão no topo das prioridades de Sérgio Humberto. A menos de um mês para as eleições, o candidato da coligação considera que está na hora de “virar a página do concelho”, que “está diferente de há quatro anos”, com “o IMI na taxa máxima e com a água mais cara do país”. “Agora surgiram uns cofres de dinheiro e tem existido muita obra. Taparam alguns buracos, mas faltam muitos mais, assim como falta apoio às pessoas e ao movimento associativo. É preferível apostar nas pessoas, do que gastar 100 mil euros na Volta a Portugal, 33 mil euros para fazer uma inauguração do Parque das Azenhas com foguetes e pinturas, 99 mil euros para contratar um advogado de Lisboa ou 120 mil euros para um software informático”, atirou.

Sérgio Humberto considera que é possível “fazer muita coisa pelos empresários e pelos comerciantes” que foram atingidos pela “bola de neve” criada pela “deslocalização das empresas”.

“Nós vamos respeitar todos os trofenses, mesmo aqueles que integrem outras listas, da mesma forma, pois é esta a postura que sabemos adotar. Eu não tenho dúvidas que as pessoas já perceberam a diferença entre o nosso projeto e o da candidata do PS”, afirmou o candidato que sublinhou ainda que “com ataques pessoais”, a coligação “responde com projetos e ideias”.