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Edição 617

IRS sofre alterações

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Uma das novidades é o facto de existir um único prazo de entrega de IRS quer para os trabalhadores dependentes (categorias A e H), quer para os trabalhadores independentes (categoria B) e as restantes categorias de rendimentos. Assim, todos os contribuintes têm que entregar a sua declaração de IRS de 2016 entre os dias 1 de abril até 31 de maio, seja ela feita em papel ou via internet.

O prazo de reembolso do IRS finaliza a 31 de julho, sendo que se entregar o IRS no início de abril ainda deve receber o reembolso antes do final do mesmo mês. Mas para quem tiver que pagar IRS, o pagamento deve ser feito até 31 de agosto.
Este ano, aos contribuintes, casados ou unidos de facto, vai ser possível escolher entre a tributação conjunta ou separada, mesmo se o casal entregar o IRS fora do prazo legal.
Também há novos escalões de rendimento coletável, que determinam o IRS anual a pagar. Estes foram atualizados em 0,8 por cento, de acordo com a inflação esperada para 2016, tendo em vista repor o poder de compra dos contribuintes através do IRS. Ou seja, continuam a existir cinco escalões de rendimentos, com as mesmas taxas, mas os valores dos rendimentos vão mudar.
Os contribuintes com deficiência que recebem rendimentos das categorias A (trabalho dependente) e B (trabalho independente) vão sentir um pequeno alívio na tributação, uma vez que serão considerados 85 por cento dos seus rendimentos para pagamento do IRS, em vez de 90 por cento, como acontece atualmente.

Ajude instituições através da declaração de IRS

Quando entregam a declaração de IRS, os contribuintes podem consignar, sem qualquer perda, 0,5 por cento do IRS liquidado a uma instituição.
Para isso, deve identificar no quadro 11 do modelo 3 do seu IRS, o número de identificação fiscal (NIF) da instituição a quem quer entregar 0,5 por cento do imposto.
A consignação não tem qualquer encargo para o contribuinte, uma vez que é retirado 0,5 por cento do valor que seria entregue ao Estado.
Saiba quais as instituições trofenses que podem ser contempladas com este apoio.

Bombeiros Voluntários da Trofa
NIF: 501 424 229

APPACDM Trofa
NIF: 504 646 877

Associação Muro de Abrigo
NIF: 507 208 803

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Centro Social e Paroquial de S. Mamede do Coronado
NIF: 504 542 354

Centro Social e Paroquial de S. Martinho de Bougado
NIF: 506 684 040

Irmandade da Santa Casa da Misericórdia da Trofa
NIF: 504 898 710

ASCOR
NIF: 510 774 415

Outra das novidades deste ano, é o facto de poder deduzir as despesas veterinárias no IRS, na categoria da dedução de IVA, até ao limite de 250 euros, juntamente com as despesas de restauração, hotelaria, mecânicos, cabeleireiros e esteticistas. Já as refeições escolares são aceites como despesas de educação no IRS, sejam em escolas públicas ou privadas.
Já ao abrigo do Programa Semente, será possível deduzir 25 por cento dos investimentos feitos anualmente, até ao limite de 40 por cento da coleta de IRS, em startups. Por outro lado, os proprietários de um estabelecimento de alojamento local vão ter de pagar mais imposto, uma vez que a taxa de 15 por cento de tributação dos rendimentos passará para 35 por cento.

IRS Automático
Uma novidade é a declaração automática de IRS, que está disponível entre os dias 1 de abril e 31 de maio, apenas para os trabalhadores dependentes e pensionistas (categoria A e H).
A declaração de IRS do contribuinte é preenchida, automaticamente, pela Autoridade Tributária e Aduaneira, através dos dados que recebeu ao longo do ano, como pagamentos do empregador, faturas do contribuinte, valores de seguros e de taxas moderadoras recebidos por parte de instituições, entre outras. O contribuinte apenas tem que entrar no Portal das Finanças, verificar os valores da declaração provisória e, se for casado ou unido de facto, escolher entre a tributação separada e conjunta. Ao concordar com os valores do preenchimento automático do seu IRS, a declaração torna-se efetiva, ficando já a saber se vai ter de pagar ou receber de IRS.
Mas o preenchimento do IRS automático não é obrigatório, podendo optar por fazer comoanteriormente.

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Edição 617

Atleta de Guidões foi 2.º em corrida de 100 quilómetros

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O guidoense Bruno Ferreira foi 2.º classificado na ultramaratona que se realizou em Lousada. Apesar dos problemas físicos, o atleta ainda conseguiu liderar a corrida até aos 85 quilómetros.

Bruno Ferreira concretizou um “sonho” ao participar numa ultramaratona e ainda subiu ao pódio. O atleta de Guidões foi 2.º classificado do Milaneza 100k Portugal, que se realizou em Lousada, no sábado, 1 de abril, com uma prova em que correu cem quilómetros durante sete horas e 33 minutos, num percurso que misturou piso em estrada, terra e pista. Sem experiência em corridas destas características e a enfrentar alguns problemas físicos, Bruno Ferreira acabou por ficar atrás de Luís Gil, que terminou cerca de dez minutos antes, mas só o facto de ter conseguido participar já foi uma vitória para o atleta.
Bruno ainda conseguiu liderar a prova até aos 85 quilómetros, com oito minutos de vantagem sobre o 2.º classificado. “Seguia completamente isolado, mas o corpo deixou de responder. A falta de experiência pesou muito, pois foi originada pela falha nos abastecimentos. Daí até aos cem quilómetros, foi sofrer a bom sofrer”, contou em declarações ao NT.
Apesar do obstáculo, Bruno Ferreira já considera um feito aquilo que alcançou na prova: “Não estava à espera de lutar pelo pódio, porque a preparação esteve longe de ser a ideal – fui obrigado a parar os treinos durante dois meses – e, além disso, foi a primeira vez que enfrentei uma distância tão longa. Nem metade tinha feito até então. Sabia que iam estar presentes alguns dos melhores atletas na distância e se no dia anterior me dessem um lugar no top5 com menos de oito horas já sairia satisfeito”.
Com a participação nesta prova, Bruno Ferreira agravou a lesão que tinha e terá de parar durante algumas semanas, tendo de abdicar da luta pelo Nacional de Ultra Trail deste ano. Os grandes objetivos competitivos passam, então, para 2018: “Voltar a repetir a distância de cem quilómetros e aproximar-me do recorde nacional que esteve ao meu alcance até ao último quinto da prova, lutar pelo título nacional de Ultra Trail e marcar presença no Ultra Trail de Mont Blanc, considerado os Jogos Olímpicos do Trail, uma prova com 166 quilómetros de distância nos Alpes, e lutar pelos lugares cimeiros”.

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“Determinação e empenho dos atletas traduz-se em jogos bem conseguidos”

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Com um percurso exemplar, a equipa de infantis 11 do Clube Desportivo Trofense está há 12 jogos a vencer, num total de 26 sem perder. Rafael Araújo, treinador, revelou a intenção de acabar o campeonato da 1.ª Divisão Distrital na liderança, numa época em que os jovens revelaram “determinação e empenho”.

O Notícias da Trofa (NT): Como está a correr a temporada?
Rafael Araújo (RA): De momento, somos 1.º classificado, com os mesmos pontos do 2.º, e por consequência apurados para a denominada “Final Four”. Não obstante, é de referir, que, atualmente, a equipa não perde há 26 jogos, contando com 12 vitórias consecutivas. Sentimos que a equipa continua a evoluir, tanto individual como coletivamente e, só temos que estar satisfeitos. A determinação e o empenho que estes atletas demonstram em cada treino, traduz-se em jogos bem conseguidos e como consequência em vitórias.

NT: Quais os objetivos na competição?
RA: Todas as equipas do Departamento de Formação do Clube Desportivo Trofense têm por objetivo lutar pelos três primeiros lugares da tabela classificativa e nós não fugimos à regra. Relativamente aos Infantis de 11 (sub-13), a curto prazo, consideramos que o objetivo será manter o 1.º lugar da tabela classificativa, dado que falta uma jornada para o término do Campeonato. No entanto, é necessário termos em atenção todo o processo evolutivo dos nossos atletas para que estes cresçam individual e coletivamente, fornecendo todas as condições necessárias para que futuramente consigam alimentar o futebol profissional.

NT: Quais as principais dificuldades neste escalão/competição?
RA: Uma das principais adversidades encontradas nesta faixa etária (sub-13) é o estado maturacional. Muitas vezes, somos confrontados com jogadores mais fortes fisicamente. Sendo assim, para colmatar esta lacuna, procuramos cimentar mais rapidamente os diferentes processos que são controlados indiretamente por nós. É também necessário destruir algumas crenças que nos impedem de avançar, definir corretamente os nossos sonhos, aprender a pensar, comunicar e agir melhor, trabalhar arduamente para atingir os nossos sonhos e estar preparado para os bons e maus momentos que irão surgir pelo caminho.

NT: Com que aptidões os atletas se capacitam neste escalão?
RA: Neste escalão, é fundamental que os atletas continuem a fazer do jogo o seu maior aliado, pois quanto mais jogarem, mais conquistas irão alcançar e melhores se vão tornar. Acompanhar estas conquistas de perto é uma tarefa imprescindível para o crescimento dos nossos atletas. Contudo, é necessário perceber que é importante ter sonhos, mas também é fundamental planear cuidadosamente cada passo para os poder atingir.

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