As chamas voltaram ao concelho da Trofa na tarde da passada sexta-feira e amedrontaram os habitantes do lugar da Maganha, em Santiago de Bougado. O vento não ajudou no combate às chamas e os 36 bombeiros de quatro corporações não conseguiram salvar 50 hectares de área florestal. Habitantes e bombeiros acreditam que o incêndio tem origem criminosa.

Um incêndio de grandes proporções deixou em sobressalto os habitantes do lugar da Maganha, em Santiago de Bougado, na tarde da passada sexta-feira.

Com a força do vento as chamas ganharam terreno e subiram o Monte de S. Gens, consumindo cerca de 50 hectares de área florestal. As labaredas seguiam ao sabor do vento, o que deixou bombeiros e populares preocupados com a circunscrição do incêndio.

No entanto, os bombeiros das corporações da Trofa, Santo Tirso, Vila do Conde e Tirsenses foram rápidos a circunscrever as chamas, mas os populares só descansaram quando as suas casas já não corriam risco.

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Júlia Serra, moradora no lugar da Maganha, foi uma das primeiras a ligar para os bombeiros. “Comecei a chorar e telefonei três vezes para que os bombeiros viessem, porque o fogo estava a 10 metros de minha casa”, contou.

Quanto às causas do incêndio, Júlia diz não ter visto nada, mas garantiu: “segundo ouvi dizer, houve uma moto4 que passou na rua de baixo e a partir daí começou tudo a arder. Eu ainda andei a regar com a minha mangueira em redor das paredes de minha casa, mas não adiantou”.

De acordo com Filipe Coutinho, segundo comandante da corporação da Trofa, a inclinação do terreno e a força do vento foram os principais inimigos que os soldados da paz encontraram.

“O vento ajudou bastante o incêndio, porque houve bastantes mudanças das direcções do vento e chegaram a estar em perigo várias habitações aqui no meio da área florestal”, afirmou.

Durante as últimas semanas têm ocorrido várias ignições e as suspeitas são sempre as mesmas. “As causas são sempre aquelas que nós suspeitamos, porque nos últimos tempos temos registado um grande número de incêndios no concelho da Trofa e a variadas horas do dia, ao princípio da noite, ao início da manhã, horas difíceis de haver ignições, por isso existe a tal suspeita de que é mão criminosa”, explicou.

O incêndio que começou às 15.54 horas foi dado como extinto às 18.30 horas do mesmo dia. No combate às chamas estiveram 36 homens apoiados por 11 viaturas de quatro corporações