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Ano 2011

Incêndio destrói lavandaria (c/vídeo)

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Lavandaria em Santiago de Bougado foi consumida pelas chamas. Cerca de 30 bombeiros combateram o fogo.

Paulo Torres não continha as lágrimas por ver o trabalho “de uma vida” ser consumido pelas chamas. O diretor de produção da empresa de lavandaria One Wash, sediada num dos armazéns da Travessa das Indústrias, em Santiago de Bougado, foi um dos primeiros a chegar, depois de alertado pelo motorista que se deparou com o incêndio, quando se preparava para abrir a fábrica como faz, diariamente. Eram cinco da manhã.

Ao som da sirene atenderam muitos soldados da paz, que se deslocaram para o quartel e juntaram-se àqueles cuja noite já era longa no combate aos incêndios na floresta do concelho da Trofa. Para o local deslocaram-se sete viaturas com 27 elementos dos Bombeiros Voluntários, que encontraram muitas dificuldades para apagar o incêndio. O “fumo intenso” foi um dos principais obstáculos, mas “era preciso progredir na fábrica” para não dar margem às chamas que eram alimentadas por “material altamente inflamável, como produtos químicos e tecidos”, afirmou Filipe Coutinho, segundo comandante dos Bombeiros Voluntários.

Apesar do grau de perigo ser elevado, devido ao fumo intenso e pouca visibilidade, os elementos da corporação conseguiram extinguir as chamas. Mas os estragos na fábrica são elevados. Paulo Torres diz que “98 por cento da empresa ficou queimada”. “A parte das caldeiras salvou-se, assim como o escritório, mas os restantes mil metros quadrados de área coberta foram à vida”, contou emocionado.

O diretor de produção da empresa era o rosto do desespero daqueles que vêem um negócio que prosperava sofrer um duro golpe. “Faço parte da direção da empresa e isto custa, porque trabalhamos com gosto e no fim vemos perder assim uma vida. Temos clientes novos e estas situações são difíceis, pois não as podemos contornar, independentemente de chegarmos na hora. Por mais que a gente queira fazer alguma coisa não consegue”, afirmou.

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Apesar de morar a cerca de 30 quilómetros da empresa, Paulo Torres afirma ter demorado “cerca de sete minutos a chegar”. A primeira preocupação foi salvar todo o material possível, como “computadores e o que ainda estava intacto”. Resta “acionar o seguro, ver o que ele pode cobrir e continuar a trabalhar para os clientes”.

A One Wash tem 22 funcionários a trabalhar na unidade da Trofa e segundo Paulo Torres o negócio “estava saudável no mercado”. As causas do incêndio ainda são desconhecidas.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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