Foram finalmente demolidas as três habitações da Rua Camilo Castelo Branco, na cidade da Trofa, que na semana passada ficaram destruídas, na sequência de um incêndio e que estavam em perigo de ruir.

 As operações foram desencadeadas pela autarquia que tomou posse administrativa dos imóveis.

Começaram sexta-feira as obras de demolição das três casas que, na sequência do incêndio de terça-feira ameaçavam ruir. Os trabalhos foram desencadeados pela autarquia que tomou posse administrativa do imóvel, depois de os técnicos da Câmara e os Bombeiros Voluntários da Trofa terem concluído que as casas estavam em risco de derrocada.

De acordo com Bernardino Vasconcelos, presidente da Câmara Municipal da Trofa, "há vários meses que a autarquia estava a avaliar as condições de segurança destes edifícios, tendo iniciado um processo burocrático, para proceder à demolição destas casas, uma vez que colocavam em perigo as pessoas e viaturas que circulavam naquela artéria", assegurou o edil adiantando ainda que "apesar de terem sido contactados para resolver aquela situação, os proprietários nunca demonstraram vontade de resolver o problema", frisou.

Devido ao "estado de necessidade" de resolução rápida daquela situação a Câmara "desencadeou os mecanismos necessários para operacionalizar a demolição" tomando " posse administrativa de imediato, para poder proceder à demolição" frisou.

De acordo com Bernardino Vasconcelos o "incêndio da semana passada acabou por acelerar este processo, obrigando-nos a agir de imediato pois em reunião que realizamos com o Comando dos Bombeiros Voluntários, chegamos à conclusão que a demolição teria de ser agora devido à falta de segurança daquelas estruturas".

O edil confirmou ainda: "Vamos tentar que os constrangimentos de trânsito sejam minimizados com esta intervenção, tentando que seja tão breve quanto possível", reiterou.

Quanto a outras situações semelhantes, o presidente garantiu que a "Câmara está a acompanhar essas situações, sobretudo no que diz respeito a prédios devolutos, tentando sensibilizar os seus proprietários para a necessidade de os manter em condições de segurança. Caso contrário a Câmara terá de intervir como fez neste caso", asseverou.