A Casa Mortuária de S. Mamede do Coronado foi inaugurada este domingo. A população está satisfeita com a solução, mas não esquece a necessidade de um edifício criado de raiz.

Depois de participar na Procissão do Senhor dos Passos, que terminou na Igreja Paroquial de S. Mamede do Coronado, a população continuou a caminhada e dirigiu-se ao cemitério para participar na cerimónia de inauguração da Casa Mortuária. No domingo ao final da tarde, os olhos percorriam todos os cantos do espaço. A população de S. Mamede do Coronado não escondeu a satisfação por ver esta obra concretizada, ainda que sejam instalações provisórias. “Já estávamos a precisar disto há muito tempo. Até agora não existia nenhuma e nós remediávamos a situação, por isso se não houver melhor já não é mau”, garantiu Olinda Maia depois de conhecer o espaço. Outros mamedenses parecem estar de acordo: “É um remedeio, mas é a concretização de um sonho que as pessoas já tinham há muitos anos”.

A Casa Mortuária de S. Mamede do Coronado é a adaptação de um armazém construído recentemente junto ao cemitério. Com um investimento de “20 mil euros”, a Junta de Freguesia transformou o interior, criando condições para que todos os mamedenses possam despedir-se dos seus entes queridos. “Demos a maior dignidade possível a este local. Fizemos a requalificação total do espaço, desde a instalação eléctrica, o tecto, o ar condicionado e o sistema de som até aos acabamentos em madeira. Não nos poupámos a despesas para conferir a maior qualidade possível à Casa Mortuária”, explicou José Ferreira, presidente da Junta de Freguesia de S. Mamede do Coronado.

No entanto, o edil não esquece a necessidade da construção de uma Casa Mortuária de carácter definitivo: “É evidente que S. Mamede do Coronado merece uma infra-estrutura melhor, mas esse projecto, embora em andamento, ainda levará algum tempo a ser concretizado”. “Até lá queremos resolver uma lacuna que se arrastava no tempo e entendemos que esta era a melhor alternativa”, acrescentou.

A Casa Mortuária foi benzida pelo padre Manuel Domingues, que reconheceu a importância da obra, necessária “há já muitos anos”. “Encontro-me aqui (em S. Mamede do Coronado) há 32 anos e sempre tentei minorar esta carência com a abertura da Capela do Espírito Santo. Com a conclusão desta obra, o problema está minimamente resolvido, mas não fecho radicalmente a Capela, que passará a ser usada em caso de necessidade urgente. Por tudo isto, a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal estão de parabéns”, declarou o pároco local.

Na cerimónia de benção marcou presença o vice-presidente da autarquia, Magalhães Moreira, que reconheceu a importância desta obra e demonstrou “o empenho da Câmara em ajudar a resolver os problemas dos mamedenses e de todos os trofenses”.