Casa do Porto da Trofa e núcleo dos Super Dragões no concelho promoveram debate sobre a importância do trabalho desenvolvido pelas claques organizadas.

Para desmistificar o mundo das claques de futebol, a Casa do Futebol Clube do Porto da Trofa abriu as portas ao debate, durante um colóquio sobre um tema pouco usual no mundo desportivo: a importância das ações destes adeptos que acompanham intensamente o dia a dia do seu clube.

“Precisamente por não ser um tema usual é que nós quisemos ser pioneiros nesta matéria. Para além da nossa casa representar nesta terra o Futebol Clube do Porto da melhor maneira possível, tivemos sempre uma relação muito forte com os Super Dragões, por intermédio do Fernando Madureira, a quem apoiamos incondicionalmente”, explicou Diamantino Silva, presidente da Casa do Porto da Trofa.

Um dos intervenientes neste colóquio foi o líder de uma das claques mais conhecidas do Futebol Clube do Porto. Fernando Madureira comanda os Super Dragões e garante que este é um “mundo que não é conhecido”: “Só é conhecido o que a comunicação social transmite e isso é só o que é mau. Podem passar-se 50 coisas boas, mas se se passar uma má, essa é que vai ser noticiada”.

No caso da claque dos Super Dragões, estes acontecimentos mais negativos apenas são recorrentes nos jogos com “o Benfica”. “A rivalidade é levada ao extremo e atinge os níveis mais altos. Nos restantes jogos, tudo é calmo e tranquilo”, confessou Madureira.

A presença das claques nos jogos, mais do que importante, “é fundamental”, reconheceu Diamantino Silva: “Hoje em dia, a claque, principalmente a dos Super Dragões, é imprescindível na vida do FC Porto. Eu, como portista, não iria àquele estádio se não tivesse uma claque tão importante e tão significativa, que às vezes até comove as pessoas”.

Esta foi uma das primeiras vezes que o líder da claque portista participou numa ação deste género. Fernando Madureira agradeceu o convite e deixou a sugestão para quem quiser pertencer aos Super Dragões: “Passem na Casa do Porto e serão encaminhados”.

Atualmente o núcleo dos Super Dragões na Trofa conta com cerca de trinta elementos. Nelson Luís é o responsável do grupo, que promoveu a iniciativa na Casa do Porto. O jovem trofense explicou o que é ser Super Dragão: “É, essencialmente, ter amor ao Porto e estarmos lá para dar o nosso grito e para apoiarmos o nosso clube”. “Ser Super Dragão da Trofa é ter orgulho na nossa terra e acompanhar o Porto, levando o nome do núcleo”, acrescentou.

“Todos os anos”, o núcleo da Trofa tem “propostas de inscrições para sócios da claque”. Para conhecer o núcleo trofense pode visitar a página do Facebook.

Esta foi também a oportunidade para Diamantino Silva anunciar dois novos projetos da Casa do Porto da Trofa: a criação de um grupo cénico – dedicado ao teatro e à revista- e a geminação com a Casa de Alfândega da Fé.

 

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