Rancho das Lavradeiras da Trofa promoveu mais um festival, no Parque Nossa Senhora das Dores, onde retratou os usos e costumes das gentes dos Bougados.

Foi com a Capela iluminada e um público caloroso que o Rancho das Lavradeiras da Trofa assinalou mais uma edição do festival que promove todos os anos. Noite de folclore e exaltação de usos e costumes dos nossos antepassados foram os condimentos oferecidos pelo grupo trofense e convidados para um espetáculo que não foi apenas feito de danças e cantares.

Este festival também assinala os 50 anos das Lavradeiras da Trofa, apesar de “não ser o momento alto, que deverá ser em setembro ou outubro”, explicou Luís Elias, presidente do grupo.

No sábado à noite, o grupo trofense teve como convidados o Rancho Folclórico de Alcanhões, de Santarém, o Grupo Folclórico Cancioneiro, de Cantanhede, o Grupo Etnográfico da Gafanha da Nazaré e o Grupo Folclórico das Lavradeiras de S. João de Ver, que mostraram os usos e costumes de povos antepassados espalhados por todo o País.

Apesar de ser o que mais atrai o público, as danças e os cantares não caraterizam, por si só, o folclore. Há muito mais que isso: “Folclore é representar os usos e costumes dos nossos povos, como o trabalho, o lazer e a romaria”. Para essa representação o grupo tem que proceder a um árduo estudo e pesquisa, através de testemunhos de “pessoas que viveram estas tradições” ou através de bibliografia, que “é pouca, relativamente aos usos e costumes da região dos Bougados”. “Na Trofa só temos a de Alcino Rodrigues”, explicou.

O presidente do Rancho das Lavradeiras espera que as novas gerações não abandonem o folclore: “Nós queremos que as pessoas continuem a vir ao folclore, porque ele vai ser um pouco mais do que dançar e cantar”, concluiu.

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