fpfA Federação Portuguesa de Futebol (FPF) aprovou este sábado, em Assembleia Geral (AG), a alteração dos quadros competitivos, que extingue a III Divisão e mantêm a II Divisão como a única prova de âmbito nacional de seniores masculinos.

A proposta da Direcção da FPF, que previa uma espécie de regionalização da III Divisão, com 12 séries e uma fase final designada Pro-Nacional de acesso à II Divisão, foi aprovada na generalidade, mas a Associação do Algarve propôs e viu aceite uma alteração no sentido de acabar com a III Divisão.

Por proposta desta associação, a III Divisão nacional deve ser extinta na época 2010/2011, altura em que os vencedores dos campeonatos distritais sobem automaticamente à II divisão, mas os quadros hoje aprovados terão se ser regulamentados e submetidos a nova aprovação da AG.

A proposta da Direcção – aprovada na generalidade com 312 votos a favor, 123 contra e 60 abstenções – motivou o protesto da Associação de Futebol (AF) de Braga, cujo presidente acabou por abandonar a sala ainda durante a reunião magna, logo após a votação na generalidade e antes da aprovação na especialidade.

Carlos Coutada considerou que as alterações “são redutoras e levarão à extinção de um grande número de pequenos clubes”, além de revelarem “falta de comunicação entre o futebol profissional e não profissional”.

Para o presidente da AF de Braga, as justificações economicistas, invocadas pela FPF, “são uma falsa questão”, até porque “os clubes terão mais apoios se estiverem numa competição nacional do que numa regional”.

Amândio de Carvalho, vice-presidente da FPF, considerou que a proposta “procura aproximar os clubes uns dos outros, em termos geográficos”, mas admitiu ter dúvidas quando “a questões de competitividade”.

O vice-presidente da FPF referiu que o “assunto tinha de ser tratado, porque cada vez se gasta mais e recebe menos”.

A II Divisão passará a ser disputada por 48 clubes, divididos em três séries de 16 clubes, a duas voltas, num sistema por pontos, cujos três vencedores disputarão uma fase final, subindo os dois melhores à Liga de Honra.

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional manifestou, entretanto, disponibilidade para estudar a hipótese de subida de três equipas à Liga de Honra.

O plenário da FPF, presidido por Avelino Ribeiro, que sucedeu ao demissionário Mesquita Machado, aprovou também reformulações ao nível dos campeonatos de juniores, juvenis e do futebol feminino.

A proposta de reformulação dos campeonatos de juniores e juvenis, pretende, segundo Agostinho Oliveira, coordenador das camadas jovens da selecções, “aumentar a competitividade e fazer uma filtragem qualitativa, tendo em conta os superiores interesses das selecções”.

O nacional de juniores será dividido em duas zonas, de 12 equipas cada, com as oito melhores a disputarem um play-off de subida.

Nos juvenis, deixa de existir a actual II Divisão, com as equipas a ascenderem directamente dos distritais à I Divisão.

No início da AG, o presidente da FPF, Gilberto Madaíl, informou os membros de que a proposta de alteração de estatutos do organismo, exigida ao abrigo da nova Lei de Bases, “está concluída conforme as normas da FIFA e deverá agora ser analisada pelos associados”.