Centenas de seniores trofenses participaram na Festa de Natal promovida pela Câmara Municipal. Este ano, a iniciativa ficou marcada pela contenção orçamental e a animação ficou a cargo dos oito finalistas da primeira edição do Festival da Canção da Trofa.

Manuel Amorim foi da freguesia de Alvarelhos até ao Salão Polivalente dos Bombeiros Voluntários da Trofa para participar na Festa de Natal, organizada pela autarquia, na tarde de sexta-feira. Depois de aquecerem os pés com a dança, os seniores divertiram-se durante as actuações dos oito finalistas do Festival da Canção da Trofa. O alvarelhense, que participa todos os anos na festa, gostou do primeiro espectáculo que viu: “É uma maravilha, eu gosto muito de fados”. Agostinho Moreira, do Muro, também vibrou com a actuação: “Estou a adorar. Até já bati palmas, uma coisa que é raro fazer”. Maria Araújo vive em S. Martinho de Bougado e acha este tipo de iniciativas “boas”. “Saímos de casa e podemos conviver com outras pessoas, que já há muito tempo não encontramos. Passo uma tarde diferente das outras, porque nunca saio de casa. Costumo participar em qualquer coisa que haja”, explicou.

Foi precisamente a pensar nos mais velhos, que a autarquia manteve esta tradição: “Continuamos a manter esta festa, para que todos os idosos do nosso concelho possam confraternizar uns com os outros”, explicou José Magalhães Moreira, vereador da Acção Social da Câmara. “Costuma dizer-se que o Natal deve ser todos os dias, mas, infelizmente, isso não é possível. Pela nossa parte procuramos, dentro daquilo que são as nossas possibilidades, fazer com que eles saiam de casa”, acrescentou.

Apesar de tudo, este ano a festa foi feita com a “prata da casa”: “A situação económica obriga a concretizar os mesmos objectivos, mas com menos pompa e circunstância, o que pode ser extremamente vantajoso, pois mostra aquilo que a Trofa tem de bom”.

O autarca sublinhou que “a Acção Social da Câmara Municipal da Trofa, mesmo durante o mandato do executivo anterior, não desmerece nada daquilo que é feito no país”. “A Acção Social nunca deixará de estar nas nossas preocupações. Como é evidente, vamos procurar fazê-la com menos meios, mas vamos procurar colmatar essa falta com a colaboração de outras entidades e com voluntariado”, acrescentou.

Depois da música e da dança, os idosos terminaram a tarde com um lanche, oferecido pela Câmara Municipal.