O  Hospital da Trofa, que pretende liderar o mercado de saúde na região norte de Portugal , admite internacionalizar-se "dentro de três ou cinco anos" rumo ao Brasil, aos países africanos de língua portuguesa e ao Leste da Europa.

Hospital da Trofa a caminho do Brasil

 

Em entrevista , o presidente do conselho de administração do grupo, José Vila Nova, condicionou esta aposta ao sucesso dos investimentos em andamento em Portugal, onde o Hospital da Trofa está a gastar 100 milhões de euros  na abertura de novos hospitais em Matosinhos , Alfena  e Braga .

"Do sucesso destes projetos dependerão novos investimentos", afirmou, descrevendo o grupo como uma "equipa jovem e ambiciosa".

Considerando existirem "muitas oportunidades de investimento na área da saúde, e não só em Portugal", José Vila Nova destacou as potencialidades na área do turismo de saúde e no Brasil, nos países africanos de língua oficial portuguesa e no Leste da Europa.

"Ainda há pouco fomos contatados por empresários nos países Bálticos que nos convidaram a fazer investimentos conjuntos naquela região", revelou.

"Não aceitamos o desafio porque não temos ainda dimensão nem estrutura suficientes, mas, daqui a três ou cinco anos, nunca se sabe", acrescentou.

Maior competitividade

Para José Vila Nova, a saúde é um dos sectores onde Portugal "poderia ser competitivo e criar novas oportunidades". "O mercado da saúde tem potencialidades em nível mundial", defendeu, apontando o exemplo da Índia, que fez da área "uma enorme oportunidade".

Na sua opinião, Portugal, pelo clima de que dispõe, deveria apostar na área do turismo de saúde, que considera ser "uma excelente oportunidade para o crescimento das empresas privadas" do setor e onde o grupo Hospital da Trofa poderá vir a  lançar-se.

"Os grandes mercados que existem hoje no mundo são os da qualidade de vida, do bem-estar, do turismo e da terceira idade, tudo na área da saúde. Os portugueses têm de estar nesta disputa e as empresas privadas na área da saúde têm de fazer a lição de casa e afirmar-se em Portugal para depois se expandirem no exterior, sobretudo nos países africanos e no Brasil, que falam a mesma língua", defendeu.

Aposta obrigatória

Na sua opinião, "dentro de cinco anos a internacionalização tem de ser a aposta de qualquer grupo português na área da saúde".

Segundo destacou o administrador, os projetos privados na área da saúde têm a "dupla vantagem" de "libertarem" do sistema público os clientes "que podem pagar" e, por outro lado, "acrescentarem valor para se posicionarem na primeira linha do desenvolvimento do país: a conquista dos mercados externos".