O Hospital da Trofa inaugurou mais uma clinica, desta vez em Paços de Ferreira. Durante a inauguração José Vila Nova, presidente do Conselho de Administração da unidade de saúde, apresentou a nova Clínica e desvendou alguns dos novos investimentos.

Dr José Vilanova,administrador do Hospital da Trofa

 

"O projecto do Hospital da Trofa resulta de uma experiencia de oito anos através da implementação de hospitais e clínicas em vários pontos da zona Norte de Portugal e que poderá resultar numa rede de estabelecimentos de saúde privados", garantiu José Vila Nova.

A escolha do concelho de Paços de Ferreira para implementar esta clínica não foi feita ao acaso. "Fizemos uma parceria com a Clínica Dentária Pacense e, aproveitando as infraestruturas que já possuíam, fizemos uma adaptação do espaço de forma a permitir instalar aqui cerca de 30 especialidades", assegurou o presidente do Conselho de Administração do Hospital da Trofa.

Além da diversidade de especialidades oferecidas aos utentes, a Clinica passará a dispor de mais 75 profissionais de saúde, dos quais 50 são médicos, tecnologia de ponta e uma preocupação "não de ser concorrência para as outras unidades de saúde que existem aqui mas sim sermos parceiros",assegurou o responsável de marketing e da Rede de Clínicas do Hospital da Trofa, Rui Pedroso.

Outra das mais valias "que temos neste mercado é uma oferta integrada já que, além desta clínicas, os nossos utentes têm um hospital de retaguarda (Hospital da Trofa) onde poderão completar os diagnósticos e tratamentos" adiantou aquele responsável.

Hospital da Trofa aposta na internacionalização

O grupo privado Hospital da Trofa, que pretende liderar o mercado de saúde na região norte e admite internacionalizar-se "dentro de três ou cinco anos" rumo ao Brasil, aos países africanos de língua portuguesa e ao Leste da Europa.
José Vila Nova, condicionou esta aposta ao sucesso dos investimentos em andamento em Portugal, onde o Hospital da Trofa vai investir 100 milhões de euros na abertura de novos hospitais em Matosinhos, Alfena e Braga.
Considerando existirem "muitas oportunidades de investimento na área da saúde, e não só em Portugal", José Vila Nova destacou as potencialidades na área do turismo de saúde e no Brasil, nos países africanos de língua oficial portuguesa e no Leste da Europa.
"Ainda há pouco fomos contatados por empresários nos países Bálticos que nos convidaram a fazer investimentos conjuntos naquela região", revelou.
"Não aceitamos o desafio porque não temos ainda dimensão nem estrutura suficientes, mas, daqui a três ou cinco anos, nunca se sabe", acrescentou.
"Os grandes mercados que existem hoje no mundo são os da qualidade de vida, do bem-estar, do turismo e da terceira idade, tudo na área da saúde. Os portugueses têm de estar nesta disputa e as empresas privadas na área da saúde têm de fazer a lição de casa e afirmar-se em Portugal para depois se expandirem no exterior, sobretudo nos países africanos e no Brasil, que falam a mesma língua", defendeu. “Os projetos privados na área da saúde têm a dupla vantagem" de "libertarem" do sistema público os clientes "que podem pagar" e, por outro lado, "acrescentarem valor para se posicionarem na primeira linha do desenvolvimento do país: a conquista dos mercados externos".