A Junta de Guidões está a “preparar” as ruas da freguesia “para o futuro”. A garantia foi dada pelo autarca Bernardino Maia na sessão ordinária da Assembleia de Freguesia que decorreu na quinta-feira.

 Os técnicos da Câmara Municipal da Trofa já fizeram a peritagem, agora falta começar a obra. Falava-se do estado das ruas 25 de Abril e 1º de Maio, um dos primeiros assuntos a ser abordados na Assembleia de Freguesia de Guidões, pelo eleito da CDU, Atanagildo Lobo e que moveu a curiosidade dos restantes. Em causa está a pavimentação e alargamento da rua, a possibilidade de criar passeios para os peões e a colocação de condutas para as águas pluviais, que põem os moradores da freguesia com os “cabelos em pé”.

“As águas pluviais que vêm da serra juntam-se” e descem pelas ruas “afectando a população” da zona mais baixa da freguesia, onde as águas se acumulam. “Os campos por vezes parecem barragens”, explicou o autarca guidoense, Bernardino Maia, que se mostrou conhecedor da realidade. Mas a visita dos técnicos da autarquia surtiu efeito e já existe uma solução: “Fomos informados que a solução era na Avenida da Liberdade, construir-se um canal até à Ribeira”. O percurso das águas pluviais nas condutas será de cerca de mil metros e de acordo com Bernardino Maia “o estudo está feito”, faltam apenas as verbas para que os projectos evoluam. “Vamos fazer tudo para resolver este problemas”, garantiu o autarca que defende “uma obra que fique preparada para o futuro” e uma via “desde a EN104 à EN14 com dignidade para passar automóveis e pessoas”.

O ofício enviado à autarquia sobre a Rua da Senra também foi discutidos na reunião. Atanagildo Lobo “estranhou” este pedido de obra e questionou o executivo quanto ao conteúdo da comunicação, uma vez que “não há ninguém que necessite do alargamento (da rua)” e a empreitada “não consta do Plano Plurianual de Investimentos”, esclareceu. “A encanação de águas residuais” e a requalificação da rua são as solicitações feitas pelo executivo da Junta à autarquia. “É uma acessibilidade que faz jeito a muita gente”, nomeadamente à população do lugar da Póvoa e da Aldeia Nova, garantiu Bernardino Maia que reconheceu que esta obra não é prioridade, “mas também faz parte da freguesia”. “Antes disso temos a Rua das Devesas”, acrescentou.

Questionado sobre a perspectiva de adquirir terrenos para a construção de capelas no cemitério, por Henrique Araújo, membro social-democrata, o presidente da Junta garantiu que esse é um assunto a resolver “a curto prazo”. “Estamos a tentar que haja a cedência de um terreno (em frente ao cemitério)”, explicou, adiantando que caso não seja possível expandir o cemitério para esse novo local, terão de ser “eliminadas oito sepulturas”. Mas antes o executivo irá “contabilizar os custos” e definir se é “viável dispensar terreno para a construção de capelas”.

Outro dos assuntos levados a discussão foi a construção da capela mortuária. “Para quando o avanço da segunda parte da obra?”, questionou Henrique Araújo. E a resposta do presidente foi simples: “Não tem evoluído muito”. “Todos sabem que no campo financeiro se vive mal. Mas estamos com perspectiva de concluir os pagamentos do que devemos (em relação à 1ª fase da obra). Esta Junta não vai fazer mais obra, sem pagar o que já construiu”, adiantou.

 

Na reunião foi ainda apresentado o inventário de bens adquiridos pela Junta de Freguesia até Dezembro de 2009 e apreciado o relatório de actividades e contas de Gerência do ano anterior, que posteriormente foi aprovado com oito votos a favor e uma abstenção do elemento da CDU. Apesar de ter votado favoravelmente, António José Cruz, membro do PSD, lamentou o facto de a execução orçamental “ser apenas de 20 por cento”, ou seja, “apenas 1/5 do que a Junta se propôs fazer”. “Ou o orçamento está desajustado, ou a Junta trabalhou pouco”, acusou. A resposta foi dada pela tesoureira do executivo, Rosário Carvalho, que garantiu que “não chegaram fundos à Junta de Freguesia”, por isso, “não podiam ser aplicados”, reiterou.

Ainda no período da ordem do dia foram votados com oito votos a favor e uma abstenção a execução anual do Plano Plurianual de Investimentos 2009 e a primeira revisão ao orçamento de 2010. Com os mesmos votos foi aprovada a rectificação à tabela de Taxas e Licenças e o Protocolo de Delegação de Competências entre a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia para o ano de 2010.