O Clube de Estrelas Aquáticas da Trofa (CEAT) esteve na piscina do Complexo Tropical, onde promoveu a iniciativa “12 horas a nadar” pela ASAS (Associação de Solidariedade e Acção Social de Santo Tirso), durante o último domingo.

O relógio marcava as oito horas da manhã do dia 25 de Abril quando os primeiros participantes se lançaram à água da piscina do Complexo Tropical para angariar fundos para a ASAS.

Paulo Ribeiro, responsável do clube, explicou que a ideia de organizar um evento do género surgiu há quatro anos. “Existe um grupo de pessoas ligadas ao meio aquático com diversos contactos a nível nacional em áreas, como o pólo aquático ou a natação sincronizada”, o que permite convidar para vir à Trofa “uma série de campeões ligados ao mundo dos desportos aquáticos, incluindo nadadores olímpicos”.

Paulo Ribeiro fez um balanço “muito positivo” da actividade, já que “houve grande adesão”. Cerca de 800 pessoas passaram pela piscina do Complexo, “apesar de ser domingo”, acrescentou.

Ao todo, foi possível angariar cerca de 200 euros, que foram entregues à Associação de Solidariedade Social. A par do dinheiro conseguido, a ASAS teve, ainda, oportunidade de divulgar o seu trabalho no Centro Comunitário da Trofa.

A iniciativa 12 horas a nadar realiza-se há quatro anos e já apoiou instituições como a Santa Casa da Misericórdia da Trofa e a Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Actualmente, o CEAT é o único clube de desportos aquáticos da Trofa e reúne, nas modalidades de pólo aquático e natação, 80 atletas, todos oriundos da Trofa.

O responsável do clube, aproveitou a oportunidade para tecer críticas à organização da iniciativa “24 horas a nadar”, realizada na passada semana, “que não convidaram o CEAT, sendo este o único clube de desporto aquático do concelho”, lamentou. Falou ainda da falta de apoio, já que a única ajuda que têm, neste momento, é o transporte dos atletas para as provas, cedido pela Câmara Municipal da Trofa. “Todas as despesas são suportadas pelo clube”, garantiu. Para a realização desta iniciativa, o CEAT “só teve o apoio do Complexo Tropical ,que cedeu as instalações, e da Tipografia Leça, do concelho da Maia, que ofereceu a impressão dos cartazes para a divulgação”.

Paulo Ribeiro lamentou a situação, dizendo que o clube se sente “completamente sozinho na cidade onde está sediado”, mas garantiu que vão “continuar a viver com ou sem eles”.