O Rancho das Lavradeiras da Trofa organizou a 16ª edição dos Cantares do Ciclo Natalício – Cantares ao Menino, que se realizou na Igreja Matriz de S. Martinho de Bougado, no sábado, dia 12 de janeiro.

 Com o lampião a iluminar o caminho, quatro grupos folclórico cantaram ao Menino, que estava na sua manjedoura no altar da Igreja Matriz de S. Martinho de Bougado. Este foi o cenário da iniciativa organizada pelo Rancho das Lavradeiras da Trofa.

Além da participação do grupo anfitrião, a 16ª edição dos “Cantares ao Menino” contou com as atuações do Rancho Folclórico de Passos de Silgueiros, do Rancho Folclórico de Penacova e do Grupo Folclórico e Etnográfico de Arzila.

Luís Elias, presidente do Rancho das Lavradeiras da Trofa, afirmou que é desta forma que o grupo encerra o cantar das janeiras que decorreu nestes últimos dias de porta em porta. “As gentes da Trofa continuam generosas”, afirmou, e em termos de “contributo e da contribuição das pessoas, foi um “ano maravilhoso” para o Rancho das Lavradeiras. Por isso, Luís Elias aproveitou para agradecer a “todos os trofenses” que os “receberam e ajudaram” na atividade que, além da angariação de fundos, visa manter viva uma tradição com séculos de história.

Quanto ao Encontro de Cantares ao Menino, o presidente considera que a iniciativa foi “um êxito”, pois, além de contar com a presença de três grupos de “referência no panorama de folclore nacional”, a adesão do público foi “significativamente maior do que nos últimos anos”. “Foi bom, consideramos que valeu a pena e cá estaremos para o ano para a 17ª edição”, salientou.

As Lavradeiras da Trofa estão já a preparar a época, que está “praticamente toda delineada”, contando com “uma série de saídas”. O próximo “trabalho” é na Feira Anual da Trofa, em março, onde o grupo vai estar no restaurante da Confraria do Cavalo, para obter “alguns fundos”. Luís Elias afirmou ainda que, em “termos folclóricos”, se 2013 correr como 2012, já se dava por “muito satisfeito”.

Numa análise ao trabalho dos grupos folclóricos do concelho da Trofa, o presidente tece rasgados elogios: “São grupos representativos no panorama folclórico nacional. A Trofa tem grupos de muita boa qualidade e acho que vão continuar a honrar o nome da Trofa por esse País fora”, acrescentou.

Para si, o “nascimento” do Grupo Danças e Cantares do Vale do Coronado é sinal de que “as tradições não vão morrer” e de que a “cultura popular vai continuar a ser divulgada”.

Para Magalhães Moreira, vice-presidente da Câmara Municipal da Trofa, que também marcou presença nesta iniciativa juntamente com Assis Serra Neves, vereador do pelouro da Cultura, e José Sá, presidente da Junta de S. Martinho de Bougado, é “importante” que os ranchos continuem “a manter estas tradições”, porque “Portugal precisa delas para perspetivar e catapultar um futuro melhor”. “A Câmara Municipal não pode ajudar muito em determinadas circunstâncias como vinha a fazer até agora, mas as instituições têm sabido encontrar um caminho que têm conseguido fazer para sobreviver e em certo sentido até melhorar aquilo que vinha sendo feito”, concluiu.