quant
Fique ligado

Edição 445

Grupos de Jovens de S. Martinho lutam contra a solidão

Publicado

em

Jovens de S. Martinho de Bougado aceitaram o desafio lançado pelo secretariado da pastoral juvenil da freguesia e, mensalmente, visitam os seniores que vivem sós.

“S.O.S. Sós” é o nome do projeto criado pelo secretariado da pastoral juvenil de S. Martinho de Bougado, que passa por “visitas mensais aos idosos que vivem sós”. O desafio foi lançado “há dois anos” aos jovens crismados, que, numa “atitude solidária e de comprometimento”, disseram “sim” a este projeto.

A partir daí, os jovens com idades compreendidas “entre os 16 e 19 anos” têm visitado os seniores que “vivem parte do tempo diário em total solidão, principalmente por condicionantes de ordem física fruto da idade avançada que atingiram”. “Os jovens têm oferecido uma parte do seu tempo, numa atitude de partilha e de generosidade, a estes membros da nossa comunidade que fruto da idade avançada e de problemas físicos que a doença lhes trouxe, estão confinados a viver o resto das suas vidas em quase permanente solidão”, contou fonte do grupo de jovens.

Para os jovens, a experiência tem sido “tão positiva”, que “mesmo os que ingressaram no ensino superior, como por exemplo em Coimbra, manifestam vontade de continuar neste projeto”. “Quanto mais se dá, mais se recebe. Os jovens dão tempo e alegria. Os idosos dão histórias e experiências. Jovens e idosos recebem sorrisos e amor”, salientou.

Ainda na semana passada, os jovens comemoraram com uma sénior o seu 86º aniversário, oferecendo-lhe um ramo de flores.

A ideia deste projeto “nasceu num momento em que várias notícias de seniores que apareciam sem vida nas suas casas surgiram na comunicação social”. “Em tempos tão cinzentos que atravessamos, em que as notícias que lemos e vemos são sempre carregadas de carga negativa, é interessante confrontar as pessoas com uma realidade positiva que é a preocupação que os jovens de hoje tem para com os jovens de ontem”, concluiu. 

Publicidade
Continuar a ler...
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.

Edição 445

Conversas da “Consumição”

Publicado

em

Por

As adaptações… “As adaptações que os diversos organismos vivos possuem são um aspeto central no estudo da biologia. Todas as características que adequam os seus possuidores a algo, geralmente, são ditas adaptativas e permitem que os seres vivos desenvolvam uma certa harmonia com o ambiente, ajustando-se, assim, para a sua sobrevivência em um determinado local.” [fonte: wikipedia]

Existem outras – e uma delas refere-se ao ciclo da água -, que sob a perspetiva das crianças, podem assumir a seguinte ambiência:

Adaptem-se o melhor possível ao Vosso lugar e escutem!

Era uma vez […]

– Ontem, estivemos a ver a história do ciclo da água. Ela cai das nuvens e vai para a….

– Ribeira…

– Da ribeira corre para o…

Publicidade

– Rio! E corre também para a torneira. Antes de chegar ao mar!

– Têm razão, alguma dela corre do rio para as torneiras. Na história que vos contei, também vimos que nem toda a água que existe no planeta Terra é água potável. Nem toda serve para nós bebermos. Onde é que existe água que não podemos beber?

– No charco!

– Não podemos beber, porquê?

– Porque é a casa dos animais.

– Quais?

– Rãs, libelinhas, aranhas, alfaiates, aranhas…

Publicidade

– As aranhas não moram nos charcos; quando fizemos o nosso, estava lá uma porque caiu.

– E tu salvaste-a.

– Exatamente! Onde é que a aranha mora?

– Na teia.

Destramente, na Educação Pré-Escolar fazem-se adaptações para que o processo Ensino-Aprendizagem seja contemplado com atividades, relativamente à Educação para o Desenvolvimento Sustentável, junto das crianças. É relevante que, na infância, se promovam os princípios da preservação e da partilha dos bens comuns de toda a humanidade, como é o caso da água.

Matilde Neto (educadora de infância) | APVC

http://facebook.com/valedocoronado

Publicidade

http://valedocoronado.blogspot.com

 

Continuar a ler...

Edição 445

Metro para a Serra-Muro, já!

Publicado

em

Por

Nunca é demais lembrar, e os tempos assim o exigem, que a construção do Metro de Superfície para a Trofa estava projetada para a 1ª fase da construção do Metro do Porto, com a conclusão da obra prevista para 2003. Para que tal acontecesse era preciso arrancar a linha do caminho-de-ferro, o que veio a acontecer em 2002, provocando a extinção do meio de transporte habitual, que servia as populações há quase um século. O comboio acabou, mas o Metro ainda não arrancou!

A situação financeira do país tem sido a desculpa dos governantes, mas não passa de um chorrilho de mentiras, pois entretanto foram feitas muitas obras de prolongamento do Metro do Porto, como por exemplo: a ligação (linha D) do centro de Vila Nova de Gaia ao extremo Norte do Concelho do Porto, junto ao Polo Universitário, na extensão de 5,7 quilómetros, com sérios constrangimentos nas escavações do túnel, no centro do Porto para além de ter obrigado à construção de uma nova travessia rodoviária sobre o Rio Douro – a Ponte do Infante – uma vez que o tabuleiro superior da Ponte D. Luís teve de ser fechada ao trânsito automóvel e convertido para o Metro; a ligação entre o Polo Universitário e o Hospital de S. João, na extensão de 1,2 quilómetros, com pequenos melhoramentos para o acesso à Escola Superior de Enfermagem; a conclusão da primeira fase da rede, sem a ligação à Trofa, entrando em funcionamento a ligação (linha E) da Baixa do Porto ao Aeroporto Sá Carneiro, numa extensão de quase 15 quilómetros.

Com a 2ª fase da construção do Metro do Porto, o Metro de Superfície chegou a Gaia, a Gondomar e a Pedras Rubras (para tudo isto houve dinheiro!), mas para a conclusão da 1ª fase, que ainda falta a ligação do ISMAI à Trofa, a desculpa tem sido a crise financeira. A Assembleia da República recomendou ao Governo, por mais de uma vez, para retomar o projeto de ligação do Metro do Porto até à Trofa, de acordo com resoluções publicadas em Diário da República. Também foi debatida, na Assembleia da República, uma petição assinada por mais de 8 mil pessoas a exigir o Metro até à Trofa. Tudo, sem qualquer efeito prático. O que tem existido é falta de vontade política.

A empresa Metro do Porto tem disponibilizado um serviço alternativo, em autocarros, entre o centro da Trofa e o ISMAI, cujos custos, até à data, já ultrapassaram os 2 milhões de euros. Por ser desajustado, não cativa as populações, que ficaram sem o seu meio de transporte habitual. Mesmo assim, regista mais de 120 mil validações por ano e viajam nesses autocarros mais de meio milhar de pessoas por dia. E a maioria não utiliza este serviço alternativo, pois tem de utilizar o seu próprio meio de transporte, para se deslocar para o trabalho.

Uma boa solução é a construção do Metro à Trofa em duas fases, sendo que a 1ª fase deverá ser a ligação do ISMAI à Serra-Muro, que servirá a maioria da população que ficou sem transporte. Aliás, esta proposta constou do programa sufragada nas últimas eleições autárquicas e que mereceu o voto maioritário dos trofenses. A 1ª fase terá um custo insignificante, pois o canal já existe e não necessita de grandes obras. A futura estação do Metro Serra-Muro, que já está projetada, tem uma excelente localização, para servir as populações da Trofa, que necessitem de viajar de Metro para o Porto, assim como uma parte significativa das populações do Muro, Guidões e Alvarelhos, para além da população laboriosa das Zonas Industriais de Lantemil-Bougado, Soeiro-Coronado, Monte Grande-Guilhabreu e Carriça-Muro, que são em número significativo. Sem esquecer o CICCOPN e o Parque de Avioso da Maia. O número de utentes aumentará exponencialmente, com o prolongamento da linha do Metro de Superfície. É um potencial enorme, que não tem tido cabimento nos pseudo-estudos de viabilidade do investimento.

A solução da 1ª fase, com a ligação do ISMAI até à Serra-Muro é uma opção inteligente. A futura estação Serra-Muro, para além da excelente localização, tem bons acessos e bons espaços para o estacionamento de viaturas. O poder central, não pode, nem deve escudar-se em estudos enganadores de reavaliação do projeto ou de verificação de condições para potenciar os rácios de custo-benefício do investimento, pois o que está em causa é a reposição de um meio de transporte, que foi surripiado às populações, há mais de uma década. Esta é a triste realidade. Metro para a Serra-Muro, já!

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

Publicidade

www.moreiradasilva.pt

Continuar a ler...

Edição Papel

Comer sem sair de casa?

Facebook

Farmácia de serviço

 

arquivo

Neste dia foi notícia...

Ver mais...

Covid-19

Pode ler também