Uma mostra de folclore com protagonistas de palmo e meio. A atividade, da chancela do Grupo de Tradições Infantis de Cidai, realizou-se no sábado, 20 de setembro.

As vozes dos Meninos Cantores do Município ecoaram no recinto da Feira e Mercado da Trofa. Ao contrário do que é habitual, o repertório visou exaltar tradições de outrora e o património do concelho no panorama folclórico. O coro foi o convidado especial do Grupo de Tradições Infantis de Cidai (GTIC), que promoveu uma Mostra de Folclore.

“Normalmente, os grupos folclóricos acompanham as atuações com as tocatas, mas nós temos de nos recorrer ao suporte digital. Com os Meninos Cantores, fizemos o que, naturalmente, se fazia nos locais de brincadeira. Tivemos muito gosto de partilhar o palco com eles”, afirmou Laura Campos, responsável pelo GTIC.

Além da música e da dança, à época “ensinadas na escola ou pelas mulheres mais velhas da família”, o palco também foi lugar para a demonstração de quadros etnográficos, verdadeiros retratos da vivência das crianças nas primeiras décadas do século XX, bem diferente da realidade dos dias de hoje. São exemplo os trava-línguas e as lengas-lengas ensinadas aos serões, pelas avós, para manter os mais pequenos sossegados dentro de casa.

Outro “aspeto muito importante” do passado e que foi evidenciado no espetáculo reproduzido pelo GTIC foi “o trabalho penoso e árduo executado pelas crianças de então”.

As atuações, mais do que servir para mostrar as tradições, assumem um papel importante na instrução dos mais pequenos para que “se interessem pela preservação do património material e imaterial e amem esta cultura e forma de sermos diferentes dos outros povos”, argumentou Laura Campos.

O espetáculo contou com a participação dos ranchos folclóricos infantis de Geraldes (Peniche) e de S. Cristóvão de Nogueira da Regedoura (Santa Maria da Feira) e do Grupo Folclórico e Etnográfico de Macinhata do Vouga (Águeda), que permitiram um “intercâmbio de culturas”.

A ACRESCI – Associação Cultural Recreativa e Social de Cidai – tomou conta do GTIC, que nasceu na extinta Escola Básica de Cidai e “tem vindo a crescer” ao ponto de, atualmente, “ter mais elementos que na época passada”, afirmou o presidente da coletividade, José Carlos Costa. “Os miúdos adoram estar no grupo”, acrescentou.

Enquanto a mostra de folclore encerra a época do grupo infantil, a associação prepara a realização das eleições dos órgãos sociais, que estão agendadas para novembro.