A descida das temperaturas apanhou muitos portugueses desprevenidos e trouxe como consequência a gripe e uma maior afluência aos Centros de Saúde e Hospitais no passado fim-de-semana. Esta situação também se verificou no Centro de Saúde da Trofa, mas segundo Renato Faria, director, “houve resposta a todos os casos que nos foram pedidos na sexta-feira”.

 Febre, dor no corpo, dor de cabeça, tosse, espirros são os sinais de uma possível gripe. Foram estes os sintomas que muitos sentiram durante o passado fim-de-semana, no qual se registou um aumento do número de pessoas que recorreram ao Serviço Nacional de Saúde.

Segundo Renato Faria, director do Centro de Saúde da Trofa, “verificou-se na sexta-feira passada um crescimento do número de pessoas a recorrer à consulta de recurso. Hoje, segunda-feira, já não notamos essa afluência, mas de qualquer maneira nós estamos precavidos para fazer face a todo esse tipo de situações, dentro do nosso período laboral que é de segunda a sexta-feira, das 8 às 20 horas”, explicou.

Com apenas 1750 utentes sem médico de família, são poucos os casos de pessoas que recorrem às consultas de recurso, “portanto é relativamente simples na Trofa resolver essas situações de maior necessidade de vinda ao Centro de Saúde”, acrescentou o médico.

Apesar do Centro de Saúde não estar em funcionamento ao fim-de-semana e dias feriados existe outro serviço do qual as pessoas podem usufruir, visto que “está previsto o funcionamento no Centro Hospitalar do Médio Ave em Santo Tirso do SASU das 8 às 20 horas para os concelhos da Trofa e Santo Tirso”, adiantou.

Mas antes de recorrer ao Centro de Saúde ou aos Hospitais, Renato Faria, deixou o conselho: “as pessoas ditas saudáveis devem, antes de recorrer ao seu Centro de Saúde e ao seu médico de família, tentar que a situação se resolva tomando ‘paracetamol’, duas a três vezes ao dia, durante três dias. De qualquer maneira em casos de necessidade e o Centro de Saúde da Trofa, a Unidade de Saúde de Alvarelhos e a Unidade de Saúde Familiar de S. Romão do Coronado têm possibilidade de dar resposta a esses casos dentro do nosso horário de funcionamento”.

 

 

Ministra da Saúde rejeita o “caos” nos Serviços de Urgência

 

A ministra da Saúde, Ana Jorge, recusou esta segunda-feira que tenha havido “caos” no acesso aos serviços de urgência da Grande Lisboa nos três últimos dias devido à gripe e elogiou a “excelente resposta” dada pelos profissionais.

No Norte, também houve maior procura do que é habitual, mas sem tanta afluência como na área da Grande de Lisboa, acrescentou a governante.

Após uma reunião com a Direcção-Geral da Saúde (DGS), Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e representantes dos centros de saúde e hospitais da região da capital, Ana Jorge referiu que assim que os centros de saúde foram abertos a procura passou a ser “dispersa” e diminuíram os tempos de espera.

Segundo a Agência Lusa, na sexta-feira a procura total entre Centros de Saúde e Hospitais foi de 37.041 pessoas, no sábado de 30.236 e no domingo de 28.954.

As urgências hospitalares na sexta-feira foram procuradas por 16.710 pessoas, no sábado por 12.936 e no domingo por 12.344.

Quanto à Linha telefónica Saúde24, sexta-feira houve duas mil chamadas, sábado 2.700 e domingo 3.500 contactos.

Ana Jorge voltou a pedir às pessoas que aos primeiros sintomas de gripe (febre, dores de cabeça, dores no corpo, tosse ou nariz entupido) telefonem para a Linha Saúde24 e só em caso de necessidade recorrerem primeiro aos centros de saúde e só depois às urgências hospitalares, em situações mais graves.

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