Na Assembleia de Freguesia do Muro, na qual foram aprovadas as contas de 2014, o presidente da Junta informou que a viagem a Roma foi adiada para setembro.

greve dos pilotos da TAP, transportadora área portuguesa, adiou a viagem a Roma que a Junta de Freguesia do Muro tinha organizado. Estava marcada para os dias 1, 2, 3 e 4 de maio, mas a paralisação dos pilotos da TAP obrigou ao adiamento. Na Assembleia de Freguesia, realizada a 29 de abril, o presidente da Junta, Carlos Martins, anunciou que 18 de setembro é a nova data da viagem.

Esta iniciativa obrigou também o executivo a fazer uma revisão ao orçamento, que foi aprovada por unanimidade, uma vez que as verbas envolvidas têm de estar discriminadas no documento de gestão da Junta de Freguesia.

Outra verba que deu dores de cabeça ao executivo foi a que esteve relacionada com um esquema de phishing, uma burla informática, do qual a Junta foi vítima em abril de 2014. Numa operação corriqueira de consulta do saldo, a funcionária da Junta acabou por aceder a um site clonado que tinha como objetivo de fazer phishing e através do qual foram retirados 4700 euros.

Na análise à conta de gerência de 2014, António Correia, elemento da coligação PSD/CDS-PP, questionou o executivo sobre as providências tomadas relativamente ao apuramento da verba. Carlos Martins explicou que, por se tratar de um furto, o sistema POCAL – que discrimina o que a Junta recebeu e o que gastou – não contempla rubricas para o efeito e que esta teve de ser discriminada como “despesa” e colocada na rubrica “Outros”, anexando “todos os documentos judiciais” relativos a esse caso.

O presidente da Junta afirmou que o executivo tem operado “uma poupança” para tentar recuperar o valor perdido e que “nunca mais” utilizou a informática para fazer operações bancárias. “Em contrapartida, também recebemos um subsídio de dez mil euros, que tinha seis ou sete anos, através do PAEL (Programa de Apoio à Economia Local) da Câmara”, frisou.

A coligação PSD/CDS-PP absteve-se da conta gerência, facto que mereceu o comentário de Carlos Martins, que defendeu que “contas ou se votam a favor ou contra”. As contas foram aprovadas pelos elementos independentes eleitos.

Durante a sessão, e questionado pelo independente Pedro Amaro Santos, o presidente da Junta informou que depois de entregar a carta ao primeiro-ministro, na qual a população murense reivindicava a construção da linha do metro, a Junta “recebeu uma carta, dias depois, do gabinete” de Pedro Passos Coelho a informar que o assunto “tinha sido remetido para a secretaria de Estado dos Transportes”.

Carlos Martins mostrou-se esperançado que a empreitada seja realizada, afirmando que “o presidente da Câmara diz que há a possibilidade de o metro vir até ao Muro” e de inserir o projeto “no (quadro comunitário) Portugal 2020”. “Também tive conhecimento que as freguesias de Santa Maria e S. Pedro de Avioso, Gemunde, Barca e Gondim vão levar o tema do metro à Assembleia para que a linha venha até ao Muro. Isto vem-nos dar mais força e pode ser que o Governo reconsidere e aplique os cerca de 30 milhões de euros, valor estimado, para a obra”, frisou.

O presidente da Junta informou ainda a Assembleia que a inauguração das obras de requalificação do largo de S. Pantaleão está prevista para “o final de junho” e contará com uma iniciativa que envolverá “as forças vivas da freguesia”.

Já a segunda edição do jornal da Junta, “Um Mural de Palavras”, sai “no fim do mês de maio”.

Pedro Amaro Santos elogiou o executivo por ter “triplicado” as atividades da Junta em 2014.

No período de intervenção do público, Henrique Almeida mostrou-se intrigado pelo facto de o sistema de saneamento “na Rua da Igreja” ainda não estar em funcionamento, quando as obras “já terminaram em 2007 e 2008”. “Em contrapartida, o abastecimento de água, que feito anos depois, já está em funcionamento”, complementou.

Carlos Martins considerou este caso um “escândalo” por se tratar de “dinheiros públicos” que “estão enterrados” e ainda sem efeito para os cidadãos, mas explicou que, nessa bacia, que liga “a Serra a Alvarelhos”, o processo foi bloqueado porque um proprietário de um terreno não permitiu a instalação de tubos. “A informação que eu tenho é que a situação estava a ficar sanada e que em junho ficaria tudo pronto. Mas este prazo já me foi dado há dois anos”, salientou.