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O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, inaugura esta  quarta-feira, pelas 15h00, o Centro de Valorização de Resíduos Industriais Não Perigosos de Vila Nova de Famalicão, numa cerimónia que contará com a presença do presidente da Câmara Municipal, Armindo Costa.
“O Centro de Valorização de Resíduos Industriais Não Perigosos faz parte de uma política integrada de valorização do ambiente e da qualidade de vida que Câmara Municipal de Famalicão defende para o concelho, seguindo todas as recomendações, quer sejam do Ministério do Ambiente, quer sejam das organizações ambientalistas”, afirma o presidente da Câmara, Armindo Costa, adiantando que, com o novo equipamento, “o concelho de Famalicão, que já tem resolvido o problema dos resíduos domésticos, fica na vanguarda da preservação do ambiente”.
Implantado numa área de terreno de 32 hectares, a norte da auto-estrada A7 (Famalicão-Vila do Conde), num local afastado de zonas residenciais, o Centro de Valorização de Resíduos Industriais Não Perigosos, que contempla a criação de 20 postos de trabalho efectivos, implicou um investimento inicial da Valor-Rib na ordem dos cinco milhões de euros, estando previsto um investimento semelhante durante os 17 anos de vida estimada do equipamento. O investimento é da Valor-Rib, uma sociedade maioritariamente participada pela empresa de obras públicas Amândio de Carvalho SA e pelos espanhóis da Cespa, integrando entre os sócios o ex-dirigente ambientalista e antigo presidente da Assembleia Municipal de Famalicão Joaquim Loureiro.
Com luz verde dos diversos organismos do Governo, nomeadamente da área ambiental, o Centro de Valorização de Resíduos Industriais Não Perigosos de Famalicão foi instalado no Monte do Xisto, na freguesia de Fradelos.
O Centro de Valorização de Resíduos Industriais Não Perigosos de Vila Nova de Famalicão é único no Norte do País e vai operar para o mercado nacional. A fábrica integra três unidades: um aterro para resíduos não perigosos, um centro de triagem de produtos valorizáveis e uma plataforma de tratamento de inertes da construção. A empresa estima receber anualmente um total de cem mil metros cúbicos de resíduos. Só ao nível dos inertes oriundos da construção civil, o centro está preparado para reciclar 80 por cento dos resíduos acolhidos. No caso dos resíduos industriais, a matéria reciclável atinge os 30 por cento.
O centro destina-se a reciclar os resíduos não perigosos, muitos deles lançados de forma selvagem em zonas mais ou menos escondidas, com manifestos prejuízos para a qualidade de vida das populações, e cuja eliminação jamais poderia passar pelas soluções que tratam os resíduos sólidos urbanos. Por isso, o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Armindo Costa, afirma que a nova unidade “é uma infra-estrutura amiga do ambiente e da qualidade de vida”.
Refira-se que será criada uma Comissão de Acompanhamento, composta por responsáveis autárquicos e técnicos ambientais, com a finalidade de monitorizar o funcionamento do centro de valorização de resíduos.