No próximo fim-de-semana, entre 30 de Abril e 3 de Maio, a cidade de Vila Nova de Famalicão vai recuar vários séculos na história, revivendo o ambiente típico de uma Feira Medieval e Quinhentista. Tendo como epicentro os jardins e parque de estacionamento da Praça D. Maria II, no centro da cidade, a Feira Medieval conta com a participação de cerca de meio milhar figurantes que a todas as horas promovem actividades diversas como os tradicionais jogos medievais, acrobacias, danças do ventre, lutas de varapaus, artes circenses, apedrejamentos e demonstrações de aves de rapina, para além do grande cortejo medieval, que decorre diariamente pelas 19h00, com excepção do último dia do evento. Paralelamente mais de 50 mercadores dão a provar verdadeiras iguarias da época medieval como pão de milho, queijos e enchidos, javali, veado e coelho, entre outros.

 Nas barraquinhas poderão ainda ser apreciadas as bijutarias, tapeçarias, pedras aromáticas e artesanato marroquino.
Promovida pela Escola Profissional Cior, no âmbito da Prova de Aptidão Profissional (PAP), a Feira Medieval conta com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.
Dedicado ao século XIV e ao reinado de D. Afonso IV, a Feira Medieval 2009 tem como tema genérico “Assalto ao Castelo”. Neste âmbito, todos os dias, pelas 21h00, (no domingo, às 17h30) irá decorrer no parque de estacionamento um espectáculo que retrata a reconquista de um castelo (que será montado no local) aos mouros.
As principais novidades do evento foram apresentadas esta segunda-feira, em conferência de imprensa, onde marcaram presença, para além do director da Cior Amadeu Dinis, e do professor Luís Bessa, o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Armindo Costa.
Para o edil, “mercê do trabalho e da dedicação de professores e alunos da Cior, a Feira Medieval e Quinhentista já faz parte, por direito próprio, do calendário das melhores iniciativas de animação da cidade”. Para além “do seu carácter lúdico, educativo e turístico” Armindo Costa destacou ainda “o cariz histórico e cultural”, da Feira Medieval que, segundo o autarca “revela um esforço notável no sentido de preservar a representação genuína dos momentos históricos retratados”.
 
PREPARATIVOS COMEÇARAM EM SETEMBRO
 
Desde o início do ano lectivo, em Setembro, que toda a comunidade educativa da Escola Profissional Cior, está empenhada na realização desta Feira Medieval, dos professores aos alunos e até os encarregados de educação, conforme explicou o director da escola, Amadeu Dinis. Para o responsável “a planificação deste evento é feita com muita antecedência e é um trabalho árduo para todos os intervenientes”.
Com um orçamento que ultrapassa os 100 mil euros, o responsável sublinhou que é uma verba conseguida com a angariação de vários patrocínios de onde se destaca o apoio financeiro atribuído pela autarquia no valor de 20 mil euros.
Por sua vez, o professor Luís Bessa destacou as novidades do programa, logo a começar pela duração do evento, que passou de três para quatro dias. Além disso, pela primeira vez, a Feira Medieval irá receber a presença dos mouros, que invadiram a Península Ibérica, neste período da história. Neste âmbito, o responsável salientou ainda o assalto ao Castelo como um momento “de grande brilhantismo” do programa de animação.
No que diz respeito ao mercado, Luís Bessa revelou que “os ecos da Feira Medieval já chegaram à vizinha Galiza”, e que este ano a organização teve de recusar a participação de vários grupos espanhóis que se propuseram participar no evento.
Com as previsões de bom tempo para o fim-de-semana, o presidente da Câmara Municipal assinalou que “estão criadas as condições para uma iniciativa de grande sucesso, com uma forte adesão popular, transformando a Feira Medieval e Quinhentista numa grande festa, onde a História, a Cultura e a Educação andam de mãos dadas”.