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Ano 2011

Golo tardio de Clodoaldo nega liderança ao Trofense

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Um golo tardio de Clodoaldo, evitou hoje a derrota do Estoril frente ao Trofense (2-2), numa partida da 23.ª jornada, com todos os “condimentos” para ser lembrada como uma das melhores da Liga de Honra deste ano.

Luis Leal, aos 45+2 minutos, deu vantagem à equipa da casa, mas Licá, aos 48 e 71, fez a reviravolta, apenas anulada pelo tento de Clodoaldo, aos 89, que, assim, impediu que o Trofense ultrapassasse a líder Oliveirense.

O Estoril apresentou-se no seu registo habitual, com rapidez de processos e envolvimento dos laterais, que se transformavam praticamente em extremos, dando profundidade ao jogo e obrigando a formação da Trofa a alargar as marcações, abrindo brechas na defensiva.

Por outro lado, o Trofense, apesar de jogar fora de casa, não se coibia de arriscar, com processos mais simples e com um jogo mais vertical, sempre na procura das transições rápidas.

A primeira parte foi das melhores que já se viu na Amoreira, com muita intensidade e velocidade, podendo mesmo dizer-se que a qualidade superou (bastante) a de muitos jogos da Liga principal.

O sétimo golo de Luis Leal na competição, já em período de descontos, seria a forma perfeita de acabar a primeira metade de um jogo, que recomeçaria com novo tento, desta vez para os visitantes, a aproveitarem a ineficácia defensiva de Steven Vitória.

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Os homens de Porfírio Amorim mostravam que queriam chegar ao primeiro lugar, mas os “canarinhos” não eram “presa” fácil, só que na hora de voltarem à vantagem, viram Alex Afonso falhar uma grande penalidade, por si conquistada.

O Estoril não marcou e coube aos visitantes aplicar a velha máxima, por intermédio de Licá, que aproveitou a defesa incompleta de Cléber, para dar a volta ao marcador, numa altura em que o Trofense já tinha o controlo emocional da partida.

Sem ideias para furar a defensiva contrária, as dificuldades aumentavam para os estorilistas, que viam a derrota cada vez mais perto, até que Clodoaldo, já a “queimar” o último minuto, subiu onde mais ninguém chegou e fez o empate.

Jogo realizado no Estádio António Coimbra da Mota, no Estoril.

Estoril – Trofense, 2-2.

Ao intervalo: 1-0.

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1-0, Luis Leal, 45+2 minutos.

1-1, Licá, 48.

1-2, Licá, 71.

2-2, Clodoaldo, 89.

Equipas:

– Estoril-Praia: Cléber, Anderson Luis, Steven Vitória, Lameirão, Jefferson, Erick, João Coimbra (Tony Taylor, 76), Luciano Bebé, Da Cunha (Nelsinho, 80), Luis Leal e Alex Afonso (Clodoaldo, 82).

(Suplentes: Mário Matos, Tony Taylor, Tiago Bernardi, Clodoaldo, Nelsinho, Murilo Ceará e Edgar Marcelino).

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– Trofense: Marco, João Dias, Pedro Ribeiro, Varela, Igor, Tiago, Filipe Gonçalves, Licá (Caicó, 82), Serginho (Ricardo Nunes, 74), Bahin (Chico, 84) e Nildo.

(Suplentes: Alex Alves, Caicó, Moreilandia, Moustapha, Gégé, Chico e Ricardo Nunes).

Árbitro: João Ferreira (Setúbal).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Erick (28), Tiago (30), João Dias (32), Steven Vitória (37), Serginho (51) e Pedro Ribeiro (59).

Assistência: 763 espetadores.

LUSA

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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