Agrupamento de Escolas do Castro apresentou resultados de um processo de auto-avaliação. Foram estabelecidos quatro planos de melhoria e anunciadas as médias dos resultados escolares do último ano lectivo.

 

Foi ao som dos instrumentos e das vozes dos elementos da Oficina Musical da Escola EB 2/3 de Alvarelhos, que começou a cerimónia de apresentação dos resultados da auto-avaliação do Agrupamento de Escolas do Castro.

O órgão que gere os estabelecimentos de ensino de Alvarelhos, Guidões e Muro decidiu “prestar contas à comunidade” através dos resultados de um processo que começou depois de uma “avaliação externa”, explicou Renato Carneiro, director do Agrupamento.

A auto-avaliação, cujos resultados foram apresentados pela primeira vez, começou em 2008 e vai continuar, já que se assume como “um processo contínuo” que possibilitou o apuramento dos “pontos fortes e fracos” do desempenho das escolas. O próximo passo passa pela aplicação de quatro planos de melhoria: formação de pessoal não docente; práticas de reconhecimento; resolução de conflitos; aproveitamento do tempo de aula. O último já começou a ser desenvolvido, tendo sido apresentadas algumas propostas para a sua implementação como “reforçar a eficácia do Gabinete de Apoio ao Aluno”, “melhorar a qualidade de informação entre a escola e a família” e “melhor apetrechamento tecnológico”. Na sequência deste plano de melhoria, o Agrupamento agendou já uma sessão sobre motivação e disciplina na sala de aula para 29 de Abril.

“Queremos dar pequenos passos, traçando objectivos que sejam ambiciosos, mas que possamos alcançar”, explicou Renato Carneiro.

 

Na cerimónia, que contou com a presença de Luís Silva, representante da Direcção Regional de Educação do Norte, de António Monteiro, presidente do Conselho Geral do Agrupamento, e de Matias Alves, professor da Universidade Católica, que participou no processo, foram ainda apresentadas as médias dos resultados obtidos pelos alunos nas provas nacionais.

Se nas provas de aferição de Língua Portuguesa e de Matemática no ano lectivo de 2009/2010, os alunos do 1º ciclo do Agrupamento conseguiram uma taxa de sucesso de 88,5 e 90,9 por cento, respectivamente, e estiveram abaixo dos 95 e 92 por cento propostos atingir até 2015 pelo Ministério da Educação (ME), nos 2º e 3º ciclos os números são bem mais positivos. No primeiro, os alunos conseguiram uma taxa de sucesso de 93,9 por cento nas provas de aferição de Língua Portuguesa (a meta é de 92 por cento).

 

No 3º ciclo, as provas nacionais de Português atingiram uma média de 81 por cento de taxa de sucesso, bem acima dos 75 por cento propostos pelo ME. Já no exame nacional de Matemática, a taxa de sucesso foi de 72 por cento, quando a meta proposta a atingir até 2015 é de 55 por cento.

Para Renato Carneiro, o trabalho do Agrupamento vai muito para além dos resultados escolares, mas congratulou-se com o desempenho dos alunos no último ano lectivo.

No entanto, os responsáveis não se querem manter à sombra das notas obtidas, já que “não impedem que amanhã haja um retrocesso”. “Precisamos de condições e do apoio dos pais e encarregados de educação para conseguirmos manter os níveis que temos e, se possível, melhorá-los”.

A apresentação do processo de auto-avaliação mereceu os elogios da presidente da Câmara Municipal da Trofa, Joana Lima, que também esteve presente na cerimónia.

O processo de auto-avaliação está a ser desenvolvido por uma equipa composta pelo Conselho Geral do Agrupamento, elementos do corpo docente, não docente, pais e encarregados de educação, alunos da educação de adultos e Matias Alves, professor da Universidade Católica.