O Núcleo de Investigação Criminal de Santo Tirso da GNR(NIC) apreendeu mais de 200 armas de fogo, esta terça-feira. As buscas que decorreram um pouco por todo o norte do país foram concluídas com a detenção de 24 pessoas, uma delas, um Polícia Municipal de Vila Nova de Famalicão, que foram ouvidas esta quarta-feira no Tribunal de Valongo.

   Treze dos 24 detidos esta terça-feira, no âmbito de uma operação de combate às armas ilegais, saíram do Tribunal de Valongo, com a medida de coacção mínima, Termo de Identidade e Residência (TIR).

Este primeiro grupo, que foi ouvido apenas pelo Ministério Público, esta quarta-feira, é suspeito do crime de detenção ilegal de armas.

Segundo a Agência Lusa, os restantes 11 arguidos, que são suspeitos de envolvimento no comércio ilegal de armas, começaram a ser ouvidos, também esta quarta-feira, pelo juiz de instrução Pedro Miguel Vieira, o mesmo magistrado que dirigiu a instrução do processo Apito Dourado, de Gondomar.

A operação da GNR de Santo Tirso com nome de código "Saco 443 NIOP1" decorreu esta terça-feira e resultou na detenção de 24 indivíduos (um dos quais foi ouvido na terça-feira, ficando a aguardar julgamento com a medida de coação mínima, o Termo de Identidade e Residência).

Nesta acção, que já estava a ser preparada há cerca de um ano, estiveram envolvidos mais de 400 militares da GNR de vários destacamentos.

No total, foram revistadas 41 residências, espingardarias, lojas de caça e ainda 60 viaturas, nos concelhos de Santo Tirso, Vila Nova de Famalicão, Viseu, Porto, Maia, Valongo, Lousada, Baião, Paredes, Marco de Canaveses e Gondomar.

De acordo com o JN, das várias armas apreendidas surgiram pistolas de calibres 6,35 mm, 7,65 mm e 9 mm (uma das quais furtada a um polícia), uma metralhadora Kalashnikov, cujo uso é proibido em Portugal, encontrada na residência de um Polícia Municipal de Vila Nova de Famalicão, carabinas, caçadeiras, revólveres e várias dezenas de armas brancas (facas e punhais).

Durante a operação foram ainda apreendidas cerca de 15 mil munições e algumas máquinas usadas para a alteração das armas.

Segundo fonte policial, esta detenção não desmantelou nenhuma rede organizada em concreto, mas sim vários indivíduos, de diferentes pontos da zona Norte do país que "foram estabelecendo ligações entre si".