A GNR de Santo Tirso deteve seis indivíduos envolvidos em tráfico de estupefacientes, entre eles uma mulher que estará ligada ao desaparecimento do comerciante de Famalicão na Trofa. Entre outro material, foram apreendidos 15 quilogramas de haxixe, dinheiro falso, viaturas e pedras presumivelmente preciosas.

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O desaparecimento do comerciante proprietário de um talho em Vila Nova de Famalicão, esta terça-feira na Trofa, coincidiu com uma operação montada pela Guarda Nacional Republicana de Santo Tirso. Aquilo que à primeira vista pareciam ser duas acções diferentes acabaram por se tocar, já que nessa operação foi detida a “Espalha-brasas”, nome pelo qual é conhecida uma mulher de Famalicão alegadamente envolvida em esquemas de tráfico de estupefacientes, que pode estar ligada ao desaparecimento de Diamantino Rodrigues. A mulher que, alegadamente, tinha encontro marcado com o comerciante na Trofa, foi presa por tráfico de droga pela GNR de Santo Tirso, na EN 206, em Requião, Famalicão. A mulher foi detida em flagrante, no momento em que se preparava para transbordar cerca de cinco quilogramas de pólen de haxixe e ainda pedras preciosas.

A GNR levou a cabo sete buscas domiciliárias nas freguesias de Lousado, Calendário e Requião, em Vila Nova de Famalicão e Serzedelo, no concelho de Guimarães, tendo seis indivíduos, duas mulheres e quatro homens, com idades compreendidas entre os 31 e os 66 anos, adiantou o Capitão Rui Silva, comandante do Destacamento da GNR de Santo Tirso, em declarações ao NT/TrofaTV. “No decorrer do processo foi apurado que os suspeitos estarão envolvidos em roubos, moeda contra-feita. Fomos surpreendidos na apreensão do produto estupefaciente, já que o processo inicialmente seria de furto e receptação”, afirmou o Capitão Rui Silva.

Os militares da guarda apreenderam 15 quilogramas de pólen de haxixe, 20 020 euros em notas falsas, 12100 dólares em notas falsificadas, três viaturas de alta gama e 123 pedras presumivelmente preciosas. “Foi apreendida uma arma de fogo que, à partida, terá sido roubada na zona de Famalicão, muitos cheques, alguns com valores exorbitantes, que se presume terem sido roubados, que seriam utilizados posteriormente em negócios ou supostos negócios”, revelou ainda o Capitão. Nas buscas foram ainda apreendidas seis munições, sete rádios, um GPS, três telemóveis dois pirilampos semelhantes aos utilizados pela polícia, entre outro material. De acordo com o comandante do Destacamento da GNR de Santo Tirso, “a actividade tinha como líder uma pessoa que efectuaria os primeiros negócios servindo de intermediário, tendo outros indivíduos a trabalhar com o principal suspeito para concretizar os negócios”.

Dos seis indivíduos detidos, pelo menos dois tinham antecedentes criminais por tráfico de estupefacientes. A “Espalha-brasas”, uma das suspeitas tida como a cabecilha do grupo, já cumpriu sete anos e meio de prisão, tendo sido julgada e condenada no processo “Malha Branca”.

Os suspeitos serão esta quinta-feira presentes ao Juiz do Tribunal de Vila do Conde para para serem submetidos ao primeiro interrogatório judicial.